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	<title>O que é &#187; Biografia</title>
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		<title>Harvey Milk</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 16:31:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O que é</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Harvey Bernard Milk (Nova Iorque, 22 de maio de 1930 &#8211; 27 de novembro de 1978), político norte-americano. Nova-iorquino de nascimento, residiu em São Francisco, onde fez história sendo um dos primeiros homossexuais assumidos a ser eleito a um cargo público nos Estados Unidos. Milk foi assassinado por um adversário de carreira política desconsolado com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-259" href="http://www.oquee.net/biografia/harvey-milk.html/attachment/milk_at_moscone_desk_cropped"><img class="alignleft size-full wp-image-259" title="milk_at_moscone_desk_cropped" src="http://www.oquee.net/wp-content/uploads/2009/01/milk_at_moscone_desk_cropped.jpg" alt="milk_at_moscone_desk_cropped" width="197" height="234" /></a><br />
<strong>Harvey Bernard Milk</strong> (Nova Iorque, 22 de maio de 1930 &#8211; 27 de novembro de 1978), político norte-americano. Nova-iorquino de nascimento, residiu em São Francisco, onde fez história sendo um dos primeiros homossexuais assumidos a ser eleito a um cargo público nos Estados Unidos. Milk foi assassinado por um adversário de carreira política desconsolado com a perda nas urnas. Milk é tido como herói nas comunidades GLBT do país e mesmo internacionais. Existem várias obras impressas e há, inclusive, um extenso documentário televisivo sobre a sua vida e atuações e um filme dirigido por Gus Van Sant, com Sean Penn no papel de Milk, preparado para ser lançado em novembro de 2008.</p>
<p>Veja mais sobre <a href="http://oscar2009.blogbr.org/2009/01/milk-voz-da-liberdade.html">Milk &#8211; A voz da liberdade</a></p>
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		<title>Renato Consorte</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 04:31:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O que é</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Renato Consorte (São Paulo, 27 de outubro de 1924 — São Paulo, 26 de janeiro de 2009) foi um ator brasileiro. Biografia Renato Consorte, filho de italianos, nascidos na região dos Abruzos sonhava fazer Medicina mas acabou indo para a Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Acabou fazendo parte da &#8220;Caravana Artística XI de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-254" title="renato-consorte" src="http://www.oquee.net/wp-content/uploads/2009/01/renato-consorte.jpg" alt="renato-consorte" width="300" height="225" /><strong>Renato Consorte</strong> (São Paulo, 27 de outubro de 1924 — São Paulo, 26 de janeiro de 2009) foi um ator brasileiro.</p>
<p><strong>Biografia</strong></p>
<p>Renato Consorte, filho de italianos, nascidos na região dos Abruzos sonhava fazer Medicina mas acabou indo para a Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Acabou fazendo parte da &#8220;Caravana Artística XI de Agosto&#8221;, da Faculdade, viajando por todo o interior, cantando e representando.</p>
<p>Através de Inezita Barroso e Maurício Barroso é indicado para um teste no TBC e estréia em 1949, na peça &#8220;A Noite de 16 de Janeiro&#8221;. Em 1949 participa da formação da Companhia Cinematográfica Vera Cruz onde começa como gerente de produção e se torna depois um de seus principais atores.</p>
<p>A estréia no cinema é em 1950 na produção &#8220;Caiçara&#8221; ao lado de Eliane Lage, Mário Sérgio e Abílio Pereira de Almeida. Já participou de cerca de 40 filmes, sendo 18 deles na Vera Cruz.</p>
<p>Na televisão fez programas humorísticos como &#8220;Família Trapo&#8221; e algumas novelas como &#8220;Papai Coração&#8221; na TV Tupi; &#8220;A História de Ana Raio e Zé Trovão&#8221; na TV Manchete e &#8220;O Primo Basílio&#8221;, &#8220;Tieta&#8221; e &#8220;Bang bang&#8221; na Rede Globo.</p>
<h2><span class="mw-headline">No cinema</span></h2>
<ul>
<li>1950 &#8211; Caiçara</li>
<li>1951 &#8211; Ângela</li>
<li>1951 &#8211; Terra É sempre Terra</li>
<li>1952 &#8211; Apassionata</li>
<li>1952 &#8211; Sai da Frente</li>
<li>1952 &#8211; Tico-Tico no fubá</li>
<li>1952 &#8211; Veneno</li>
<li>1953 &#8211; Esquina da Ilusão</li>
<li>1953 &#8211; Família Lero-Lero</li>
<li>1953 &#8211; Sinhá Moça</li>
<li>1954 &#8211; É Proibido Beijar</li>
<li>1954 &#8211; Floradas na Serra</li>
<li>1954 &#8211; Na Senda do Crime</li>
<li>1955 &#8211; Rio 40 Graus</li>
<li>1957 &#8211; A Baronesa Transviada</li>
<li>1957 &#8211; Osso, Amor e Papagaios</li>
<li>1959 &#8211; Garota Enxuta</li>
<li>1959 &#8211; Um Caso de Polícia</li>
<li>1961 &#8211; Ladrão em Noite de Chuva</li>
<li>1962 &#8211; Os Mendigos</li>
<li>1964 &#8211; Pluft, o Fantasminha</li>
<li>1968 &#8211; Cristo de Lama</li>
<li>1968 &#8211; O Bandido da Luz Vermelha</li>
<li>1974 &#8211; Gente que Transa</li>
<li>1976 &#8211; Sabendo Usar Não Vai Faltar</li>
<li>1979 &#8211; Ato de Violência</li>
<li>1979 &#8211; O Coronel e o Lobisomem</li>
<li>1979 &#8211; O Menino Arco-Íris</li>
<li>1980 &#8211; Curumim</li>
<li>1981 &#8211; Eles Não Usam Black-Tie</li>
<li>1984 &#8211; Cavalinho Azul</li>
<li>1984 &#8211; O Baiano Fantasma</li>
<li>1986 &#8211; Sonho Sem Fim</li>
<li>1987 &#8211; Os Trapalhões no Auto da Compadecida</li>
<li>1991 &#8211; Sua Excelência, o Candidato</li>
<li>1994 &#8211; Sábado</li>
<li>2005 &#8211; Cafundó &#8230;. ministro</li>
<li>2005 &#8211; O Casamento de Romeu e Julieta &#8230;. Imparato</li>
<li>2006 &#8211; Boleiros 2</li>
<li>2007 &#8211; O Homem que Desafiou o Diabo</li>
</ul>
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		<title>Barack Obama</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 17:01:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O que é</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Barack Obama]]></category>
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		<category><![CDATA[presidente estados unidos]]></category>
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		<description><![CDATA[Barack Hussein Obama II (Honolulu, 4 de agosto de 1961) é um político dos Estados Unidos da América, sendo o 44º e atual presidente de seu país, pelo Partido Democrata. Sua candidatura foi formalizada pela Convenção do Partido Democrata em 28 de agosto de 2008. Tomou posse a 20 de janeiro de 2009. Até então, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-229" href="http://www.oquee.net/biografia/barack-obama.html/attachment/440px-official_portrait_of_barack_obama"><img class="alignleft size-medium wp-image-229" title="Barack obama" src="http://www.oquee.net/wp-content/uploads/2009/01/440px-official_portrait_of_barack_obama-220x300.jpg" alt="Barack obama" width="220" height="300" /></a><strong>Barack Hussein Obama II</strong> (Honolulu, 4 de agosto de 1961) é um político dos Estados Unidos da América, sendo o 44º e atual presidente de seu país, pelo Partido Democrata. Sua candidatura foi formalizada pela Convenção do Partido Democrata em 28 de agosto de 2008. Tomou posse a 20 de janeiro de 2009. Até então, era senador pelo estado de Illinois. Obama foi o primeiro negro (afro-americano no contexto estadunidense) a ser eleito presidente estadunidense. Foi também o único senador afro-americano na legislatura anterior.</p>
<p>Graduou-se em Ciências Políticas pela Universidade Columbia em Nova Iorque, para depois cursar Direito na Universidade de Harvard, graduando-se em 1991. Foi o primeiro afro-americano a ser presidente da Harvard Law Review.</p>
<p>Obama atuou como líder comunitário e como advogado na defesa de direitos civis até que, em 1996, foi eleito ao Senado de Illinois (Orgão integrante da Assembléia Geral de Illinois, que constitui o poder legislativo local), mandato para o qual foi reeleito em 2000. Entre 1992 e 2004, ensinou direito constitucional na escola de direito da Universidade de Chicago.</p>
<p>Tendo tentado, em 2000, eleger-se, sem sucesso, ao Congresso dos Estados Unidos, anunciou, em janeiro de 2003, sua candidatura ao Senado dos Estados Unidos. Após vitória na eleições primárias, foi escolhido como orador de honra para a Convenção Nacional do Partido Democrata em julho de 2004. Em novembro, foi eleito Senador dos Estados Unidos pelo estado de Illinois com 70% dos votos. Em 4 de janeiro de 2005 assumiu o atual mandato, o qual tem duração até 2011.</p>
<p>Como membro da minoria democrata no período entre 2005 e 2007, ajudou a criar leis para controlar o uso de armas de fogo e para promover maior controle público sobre o uso de recursos federais. Neste período, fez viagens oficiais para o leste europeu, o oriente médio e África. Na atual legislatura, contribuiu para a adoção de leis que tratam de fraude eleitoral, da atuação de lobistas, mudança climática, terrorismo nuclear e assistência para militares americanos após o período de serviço.</p>
<p><span id="more-228"></span></p>
<h2><span class="mw-headline">Infância, formação e início da carreira</span></h2>
<p><strong>Barack Hussein Obama II</strong> nasceu em 4 de agosto de 1961 em Honolulu, no estado estadunidense do Havaí, filho de Barack Obama, Sr., um economista queniano, nascido em Nyang’oma Kogelo, distrito de Siaya, Quénia e de Ann Dunham, antropóloga estadunidense, branca, nascida em Wichita, no estado do Kansas, Estados Unidos. Seus pais conheceram-se enquanto frequentavam a Universidade do Havaí em Manoa, onde seu pai era um estudante estrangeiro.</p>
<p>Eles separam-se quando Obama tinha 2 anos de idade, divorciando-se em seguida. Seu pai retornou ao Quênia, encontrando-se com o filho apenas mais uma vez antes de falecer em um acidente de automóvel em 1982, quando seu filho Obama tinha vinte e um anos.</p>
<p>Após o seu divórcio, Ann Duham casou-se com o indonésio Lolo Soetoro. A família mudou-se para o país natal de Soetoro em 1967, tendo Obama frequentado escolas em Jakarta até os dez anos de idade. Ele então retornou para Honolulu para morar com seus avós maternos. Em Honolulu, frequentou a escola Punahou, desde a quinta série do ensino elementar americano, em 1971, até a graduação no ensino secundário, em 1979, com 18 anos.</p>
<p>A mãe de Obama retornou ao Havaí em 1972, quando o filho tinha 11 anos, lá permanencendo por muitos anos. Voltou à Indonésia por alguns períodos para o desenvolvimento de trabalho de campo. Ela defendeu tese de doutoramento em antropologia pela Universidade do Havaí em 1992. Faleceu de câncer nos ovários em 1995, quando Obama tinha 34 anos.</p>
<p>Já adulto, Obama admitiu ter usado cocaína, maconha e álcool durante o ensino médio, tendo classificado, em evento na atual campanha eleitoral como seu maior erro do ponto de vista moral.</p>
<p>Após concluir o ensino secundário, com 18 anos, Barack Obama mudou-se para Los Angeles, onde estudou no Occidental College por dois anos.  Em 1981, com 20 anos, transferiu-se para a Universidade de Columbia, em Nova Iorque, onde graduou-se 2 anos depois em ciência política, com especialização em relações internacionais. Seu pai faleceu neste período. Obama obteve o título de bacharel de artes em 1983, com 22 anos, quando foi trabalhar por um ano na empresa Business International Corporation, hoje parte do grupo que publica a revista The Economist e em seguida para a organização sem fins lucrativos New York Public Interest Research Group.</p>
<p>Após quatro anos na cidade de Nova Iorque, Obama mudou-se para Chicago com 24 anos, para trabalhar como agente comunitário entre junho de 1985 a maio de 1988 como diretor da Developing Communities Project (DCP), uma associação comunitária religiosa originalmente composta por oito paróquias católicas, na região da grande Roseland (Roseland, West Pullman, e Riverdale) ao sul de Chicago. Nos seus três anos como diretor da DCP, sua equipe passou de 1 para 13 pessoas e seu orçamento anual cresceu de 70 mil dólares para 400 mil dólares, tendo conseguido, entre outros resultados, auxiliar :</p>
<ul>
<li>a criação de um programa de educação para o trabalho,</li>
<li>a criação de um programa de mentoria para a preparação para o estudo universitário, e</li>
<li>o estabelecimento de uma organização de defesa dos direitos de inquilinos na região de Altgeld Gardens, em Chicago.</li>
</ul>
<p>Obama também trabalhou como um consultor e instrutor para a fundação Gamaliel, um instituto que dá consultoria e treinamento para associações comunitárias. Em meados de 1988, com 27 anos, ele viajou pela primeira vez para a Europa, onde permaneceu por três semanas, indo em seguida ao Quênia, onde permaneceu por cinco semanas, lá encontrando-se pela primeira vez com alguns de seus parentes.</p>
<p>Obama ingressou na escola de direito de Harvard no final do mesmo ano de 1988. Ao final do seu primeiro ano na escola, foi escolhido como editor da revista <em>Harvard Law Review</em>, em função das suas notas e de uma competição de redação. Em seu segundo ano na escola, foi escolhido presidente da revista, uma posição voluntária de tempo-integral, assumindo as responsabilidades de editor-chefe e supervisionando a equipe de 80 editores. A eleição de Obama como primeiro presidente afro-americano da revista teve ampla cobertura jornalística, sendo objeto de longas reportagem sobre ele. Ele obteve o título de doutor em direito por Harvard em 1991, com 30 anos, graduando-se com louvor. Retornou então para Chicago onde já havia trabalhado, inclusive nos períodos de férias de verão de 1989 e 1990, para os escritórios de direito Sidley &amp; Austin e Hopkins &amp; Sutter, respectivamente.</p>
<p>Em 1992, casa-se com Michelle Obama.</p>
<p>A publicidade associada à sua eleição como primeiro afro-americano presidente da <em>Harvard Law Review</em> resultou em um contrato e adiantamento para que ele escrevesse um livro sobre questões relacionadas à raça. Em um esforço para contratar Obama para o seu corpo docente, a escola de direito da Universidade de Chicago ofereceu a ele uma posição em pesquisa e um escritório onde poderia trabalhar no seu livro. Ele planejara terminar o livro em um ano, no entanto a tarefa consumiu muito mais tempo à medida que evoluiu para um livro de memórias. A fim de trabalhar sem interrupções, Obama e sua esposa, viajaram para Bali, onde passou meses escrevendo. O manuscrito foi finalmente publicado como <em>Dreams from My Father</em> em meados de 1995, quando Obama estava com 34 anos.</p>
<p>Obama dirigiu a iniciativa Project Vote em Illinois entre abril e outubro de 1992. O projeto, voltado para o registro de eleitores, contava com 10 funcionários e 700 voluntários. Ele atingiu seu objetivo de registrar 150 mil dos 400 mil afro-americanos não registrados do Estado, motivando a revista <em>Crain&#8217;s Chicago Business</em> a incluir, em 1993, Obama na sua lista de líderes promissores com menos de 40 anos.</p>
<p>Obama ensinou direito constitucional na escola de direito da Universidade de Chicago por doze anos.</p>
<p>Em 1993, Obama juntou-se à firma Davis, Miner, Barnhill &amp; Galland, um escritório de direito composto por 12 advogados especializado em casos de direitos individuais e desenvolvimento econômico de vizinhanças, atuando como advogado associado por três anos, entre 1993 e 1996. Entre 1996 a 2004 possuiu o título de <em>Counsel, posição de maior independência, não tendo porém atuado entre 2002 e 2004.</em></p>
<p>Em 1992, Obama foi membro fundador da mesa diretora da organização sem fins lucrativos Public Allies, renunciando ao cargo antes de sua esposa tornar-se a primeira diretora executiva da Public Allies, Chicago, no início de 1993. Entre 1993 e 2002, foi membro da mesa diretora da fundação filantrópica Woods Fund of Chicago, que, em 1985, foi a primeira fundação a financiar o trabalho de Obama no DCP. Participou da mesa diretora da fundação Joyce entre 1994 e 2002. . Entre 1995 e 2002 atuou na mesa diretora do Chicago Annenberg Challenge, tendo sido fundador e presidente. Participou também da mesa diretora das seguintes organizações: Chicago Lawyers&#8217; Committee for Civil Rights Under Law, Center for Neighborhood Technology, e Lugenia Burns Hope Center.</p>
<h2><span class="mw-headline">Carreira política</span></h2>
<h3><span class="mw-headline">Carreira no Senado pelo Illinois</span></h3>
<dl>
<dd> </dd>
</dl>
<p>Fez sua carreira política em Chicago, Illinois, cidade onde trabalhou, conheceu sua esposa, constituiu família e onde durante anos foi líder comunitário e professor de Direito Constitucional numa universidade local.</p>
<p>Em 1996, Obama foi eleito senador por Illinois.</p>
<p>Em 2004, fez campanha pelo lugar que o senador anterior, Peter Fitzgerald, deixara. Nas eleições primárias para a candidatura democrata, os seus opositores foram Blair Hull, um homem de negócios, e Dan Hynes, procurador do estado de Illinois. Obama começou abaixo de Hull nas sondagens de opinião, mas isso mudaria depois de um escândalo de violência doméstica que implicava Hull. A partir daí, melhorou notavelmente a sua imagem, começando a liderar nas sondagens. Foi recebendo apoios dos líderes democráticos. Nas primárias, Obama somou mais votos que os outros seis candidatos combinados, ganhando com 52% dos sufrágios.</p>
<p>Obama enfrentou o candidato Jack Ryan, o vencedor da primária republicana. Durante a campanha, contudo, um escândalo sexual implicou Ryan (foi acusado de levar a sua mulher a clubes de sexo). Devido a isso, Ryan retirou-se da campanha. O partido republicano no Illinois então escolheu como candidato conservador Alan Keyes para substituir Ryan. Finalmente, Obama venceu as eleições por uma diferença considerável: 69,97% contra 27,05% de Keyes.</p>
<h3><span class="mw-headline">Eleição presidencial de 2008</span></h3>
<dl>
<dd> </dd>
</dl>
<div class="thumb tleft"></div>
<p>Em 16 de Janeiro de 2007, anunciou a criação de um comité exploratório para recolha de fundos para uma candidatura à presidência; a 10 de Fevereiro de 2007, declara-se candidato às primárias embora a sua pouca experiência governativa e a grande concorrência no seu partido, por parte de Hillary Clinton, sejam grandes obstáculos. A 15 de Dezembro de 2007, recebeu o apoio do prestigiado jornal diário nacional <em>The Boston Globe</em>.</p>
<p>Obama ganhou a primeira eleição primária pelo Partido Democrata, em Iowa, no dia 3 de janeiro de 2008, saindo na frente de Hillary Clinton e John Edwards. Já na segunda, Hillary Clinton bateu Obama por três pontos percentuais nas primárias do Nova Hampshire.</p>
<p>Obama venceu em 26 de Janeiro de 2008 com uma larga vantagem as primárias do partido democrata na Carolina do Sul, onde recebeu o dobro dos votos da senadora Hillary Clinton, devido ao grande apoio recebido dos negros que representaram metade dos cidadãos que foram votar.</p>
<p>Durante os cinco primeiros meses de 2008, Obama e a sra. Clinton protagonizaram uma renhida disputa pela nomeação que ficou decidida em fins de Maio, quando o senador ultrapassou os 2118 delegados necessários para lhe garantir a nomeação (2156 de Obama contra 1923 de Hillary Clinton). A 4 de Junho, depois de vencer as primárias do partido no estado de Montana, Barak Obama assumiu-se como o candidato dos democratas para as eleições de 4 de Novembro, embora tenha ainda de aguardar pela convenção do Partido Democrata, a ter lugar em Agosto, em que será formalmente nomeado. No dia 7 de Junho Hillary Clinton desiste a sua candidatura apoiando Obama a concorrer às presidenciais.</p>
<p>Em 28 de agosto de 2008, Obama foi nomeado oficialmente para concorrer à Casa Branca contra o republicano John McCain.</p>
<p>Devido à sua história pessoal (pai negro, mãe branca e padrasto asiático) é visto por muitos como um unificador, alguém que consegue transpor a barreira racial. O próprio Obama, já brincou com isso no programa da popular apresentadora estadunidense Oprah Winfrey, quando disse que jantares de sua família &#8220;são sempre uma mini-ONU, com parentes de todas as etnias&#8221;. Ainda assim, chegou a ser acusado de racismo contra indivíduos de etnia branca, por ter participado da Igreja do Pastor Jeremiah Wright,considerado racista negro. Obama negou a associação. Associações racistas e nazistas consideraram-no um extremista racial negro, de origem islâmica , Daniel Pipes o considerou muçulmano, por ser filho de pai muçulmano, ainda que não praticante. Apesar disso, alguns grupos supremacistas brancos chegaram a declarar-lhe apoio</p>
<p>Recebeu o importante apoio da Família Kennedy, sendo comparado muitas vezes ao ex-presidente John Kennedy na sua capacidade de animar os eleitores e oferecer uma nova liderança.</p>
<p>Ainda recebeu o apoio de artistas como o cantor Will.I.Am e a líder das Pussycat Dolls, Nicole Scherzinger, que chegaram a gravar um vídeo denominado <em>Yes We Can</em> para a campanha do senador.</p>
<p>Em 4 de novembro de 2008, Barack Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos da América, derrotando John McCain.</p>
<h2><span class="mw-headline">Presidência</span></h2>
<dl>
<dd> </dd>
</dl>
<p>No pleito de 4 de novembro de 2008 Obama foi eleito o 44º presidente dos Estados Unidos da América, vencendo seu adversário John McCain, por uma diferença de 52% a 47% no total de votos.</p>
<p>Entre a eleição e a tomada de posse, Obama formará a equipe da nova administração. Para ela têm sido apontados vários nomes, como o de Rahm Emanuel para Chefe de Gabinete da Casa Branca.</p>
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		<title>Richard Nixon</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 04:34:18 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-225" href="http://www.oquee.net/biografia/richard-nixon.html/attachment/nixon_30-0316a1"><img class="alignleft size-medium wp-image-225" title="Nixon" src="http://www.oquee.net/wp-content/uploads/2009/01/nixon_30-0316a1-237x300.gif" alt="Nixon" width="237" height="300" /></a><strong>Richard Milhous Nixon</strong> (9 de Janeiro de 1913, Yorba Linda, Califórnia — 22 de Abril de 1994, Nova Iorque) foi o 37° presidente dos Estados Unidos da América (1969-1974).</p>
<p>Em 1960, fora derrotado pelo democrata John Kennedy na eleição presidencial, por menos de 80 mil votos de diferença e por pequena margem no Colégio Eleitoral. Persistente, voltou a candidatar-se pelo Partido Republicano em 1968, vencendo a eleição contra o democrata Hubert Humphrey. Em 1972, foi reeleito com esmagadora maioria no Colégio Eleitoral (520 votos a 17) sobre o oponente George McGovern.</p>
<p>Nixon negociou a retirada das forças dos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã, aproximou os Estados Unidos da República Popular da China e viajou a Moscou, onde deu impulso às negociações com a União Soviética sobre a redução de armamento.</p>
<p>Na política interna, Nixon travou dura luta contra a inflação, mediante o controle de preços e salários e a redução dos gastos públicos.</p>
<p>Renunciou em 9 de Agosto de 1974, em virtude do escândalo Watergate, pouco antes da votação pelo Congresso da cassação de seu mandato &#8211; o impeachment. O trauma político causado pelo episódio foi grande (tanto que os americanos acabariam por escolher na eleição seguinte Jimmy Carter, um candidato religioso e apegado a valores morais). Nixon só retornaria à vida pública americana 20 anos depois do fiasco de Watergate, ao qual está permanentemente ligada a sua declaração: I&#8217;m not a crook (Eu não sou um criminoso).</p>
<p>Morreu no dia 22 de Abril de 1994, aos 81 anos. Nixon era membro do movimento religioso protestante quaker mas não era um praticante activo.</p>
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		<title>Jayme Monjardim</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 04:25:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Jayme Monjardim Matarazzo (São Paulo, 19 de maio de 1956) é um diretor brasileiro de televisão e cinema, no qual estreou com o filme Olga. É primo do senador Eduardo Suplicy. Biografia É considerado uma personalidade polêmica dentro da televisão, principalmente devido aos não raros conflitos que trava com autores dos textos que dirige. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-199" href="http://www.oquee.net/biografia/jayme-monjardim.html/attachment/200px-jayme_monjardim"><img class="alignleft size-medium wp-image-199" title="200px-jayme_monjardim" src="http://www.oquee.net/wp-content/uploads/2009/01/200px-jayme_monjardim-189x300.jpg" alt="200px-jayme_monjardim" width="189" height="300" /></a><strong>Jayme Monjardim Matarazzo</strong> (São Paulo, 19 de maio de 1956) é um diretor brasileiro de televisão e cinema, no qual estreou com o filme Olga. É primo do senador Eduardo Suplicy.</p>
<p><strong>Biografia</strong></p>
<p>É considerado uma personalidade polêmica dentro da televisão, principalmente devido aos não raros conflitos que trava com autores dos textos que dirige.<br />
<span id="more-198"></span></p>
<p>É bisneto do conde Francesco Matarazzo e filho do empresário André Matarazzo e da cantora Maysa, iniciou sua carreira na televisão em meados dos anos 80, co-dirigindo telenovelas como Partido Alto, Roque Santeiro e Sinhá Moça. Sua primeira direção-geral ocorre em Direito de Amar, telenovela de época de Walter Negrão, exibida na faixa das 18 horas. Em 1989 é contratado pela extinta Rede Manchete, dirigindo o grande sucesso Pantanal, de Benedito Ruy Barbosa. Na emissora ainda dirige a macrossérie O Fantasma da Ópera. Durante a primeira metade da década de 1990, participa de várias produções independentes, como a telenovela A Idade da Loba, da produtora TV Plus, exibida na Rede Bandeirantes.</p>
<p>Descende também de Alfeu Adolfo Monjardim de Andrade e Almeida, primeiro e único barão de Monjardim, (Vitória, 20 de abril de 1836 — Vitória, 7 de junho de 1924) foi um nobre e político brasileiro. Era filho do coronel José Francisco de Andrade e Almeida Monjardim e Ana Francisca de Paula. Foi inspetor da Alfândega do Rio de Janeiro, aposentado em 1881. Era Cavaleiro da Ordem de Cristo, Rosa e Cruzeiro. Deputado provincial e federal. Foi durante quatro períodos presidente da província do Espírito Santo e uma vez presidente do estado após a República. Foi vice-presidente da província do Espírito Santo, presidindo-a interinamente, de 19 de fevereiro a 4 de abril de 1878, de 2 de janeiro a 7 de março de 1879, de 19 de julho a 6 de agosto de 1880, de 13 de fevereiro a 2 de abril de 1882, de 17 de março a 1 de maio de 1884, de 29 de janeiro a 3 de março de 1885, de 28 de julho a 21 de agosto de 1885 e de 18 de julho a 19 de julho de 1889. Primeiro presidente do estado eleito, de 7 de junho a 18 de dezembro de 1891. Teve numerosa descendência, dentre os quais a cantora Maysa, mãe de Jaime.</p>
<p>Volta para a Globo em grande estilo, dirigindo a minissérie Chiquinha Gonzaga, em 1999. No mesmo ano, reata sua parceria com Benedito Ruy Barbosa, dirigindo a telenovela Terra Nostra, grande sucesso do ano de 1999. Em 2000, dirige a minissérie Aquarela do Brasil, de Lauro César Muniz, um fracasso. Rompe com Benedito, que o acusa de ter &#8220;roubado&#8221; a ambientação, uma vez que pretendia fazer uma continuação de Terra Nostra ambientada na década de 1940, retratada por Aquarela. Nesse mesmo trabalho conseguiu também arrumar outro desafeto: o próprio Lauro César Muniz, que se pronunciou publicamente contra a interferência de Jayme no seu trabalho.</p>
<p>Em 2001 inicia uma parceria de grande sucesso com Glória Perez, dirigindo a telenovela O Clone. Em 2003 dirige e produz a minissérie A Casa das Sete Mulheres.</p>
<p>Jayme tem um estilo peculiar de direção, dando tons oníricos às cenas, criticado por muitos pela sua lentidão e pelo uso excessivo de closes. Desde Pantanal mantém como parceiro o produtor musical Marcus Viana. As opiniões da imprensa e dos fãs não são unânimes quanto a Marcus. Muitos consideram suas trilhas insuportáveis e repetitivas, ao mesmo tempo que são consideradas por outros poéticas e belas.</p>
<p>Em 2005 rompe sua parceria com Glória Perez, devido a discrepâncias relativas aos rumos que a telenovela América tomava. Glória desagradou-se com a &#8220;sujeira&#8221; na fotografia da telenovela e com o tom exagerado e irreal que a direção de Jayme dava à personagem Sol, de Déborah Secco. Com Jayme fora, tudo na telenovela foi trocado e a audiencia melhorou. A trama ganhou um tom mais alegre, a música de abertura e a própria abertura foram mudadas e toda a trilha sonora composta por Marcus Viana saiu do ar. Ele foi substituído por Marcos Schetchman na direção da trama.</p>
<p>Seu ultimo trabalho foi a telenovela do horário-nobre da Globo, Páginas da Vida, de Manoel Carlos, na sua primeira parceria com o &#8220;autor do Leblon&#8221;, desta vez, segundo a imprensa, sem a participação de Marcus Viana na trilha-sonora (de acordo com o que foi divulgado, por pedido do próprio Manoel Carlos).</p>
<p>Em 2008, gravou a minissérie Maysa &#8211; Quando fala o coração, contando a história de sua mãe, uma cantora de vida boemia e depressiva. A minissérie é protagonizada por Larissa Maciel e seus dois filhos Jayme Matarazzo e André Matarazzo interpretam o próprio pai na minissérie.</p>
<p><strong>Vida conjugal</strong></p>
<p>Foi casado com a querida atriz Daniela Escobar em 1995, com quem tem um filho, André. Separou-se dela em 2003, durante a gravação de A Casa das Sete Mulheres. Anteriormente, Jayme foi casado com a atriz Ingra Liberato em 1990, separando-se em 1995, e com Fernanda Lauer, mãe dos seus dois filhos mais velhos, Maria Fernanda e Jayme Filho. A 10 de março de 2007 Jayme casou-se com a cantora Tania Mara.</p>
<p><span class="mw-headline">Trabalhos na televisão</span></p>
<ul>
<li>2009 &#8211; <em>Maysa &#8211; Quando Fala o Coração</em></li>
<li>2008 &#8211; <em>Casos e Acasos</em></li>
<li>2006/2007 &#8211; <em>Páginas da Vida</em></li>
<li>2005 &#8211; <em>América</em></li>
<li>2004 &#8211; <em>Olga</em> (drama-biográfico)</li>
<li>2003 &#8211; <em>A Casa das Sete Mulheres</em></li>
<li>2001/2002 &#8211; <em>O Clone</em></li>
<li>2000 &#8211; <em>Aquarela do Brasil</em></li>
<li>1999/2000 &#8211; <em>Terra Nostra</em></li>
<li>1999 &#8211; <em>Chiquinha Gonzaga</em></li>
<li>1995/1996 &#8211; <em>A Idade da Loba</em></li>
<li>1991 &#8211; <em>O Fantasma da Ópera</em></li>
<li>1990/1991 &#8211; <em>A História de Ana Raio e Zé Trovão</em></li>
<li>1990 &#8211; <em>Rosa dos Rumos</em> &#8211; diretor artístico</li>
<li>1990 &#8211; <em>Mãe de Santo</em> &#8211; diretor artístico</li>
<li>1990 &#8211; <em>O Canto das Sereias</em></li>
<li>1990/1991 &#8211; <em>Fronteiras do Desconhecido</em> &#8211; diretor artístico</li>
<li>1990 &#8211; <em>Pantanal</em></li>
<li>1989/1990- <em>Kananga do Japão</em></li>
<li>1987 &#8211; <em>Direito de Amar</em></li>
<li>1986 &#8211; <em>Sinhá Moça</em></li>
<li>1985/1986 &#8211; <em>Roque Santeiro</em></li>
<li>1984/1985 &#8211; <em>Corpo a Corpo</em></li>
<li>1984 &#8211; <em>Partido Alto</em></li>
<li>1984 &#8211; <em>Amor com Amor se Paga &#8211; De Ivani Ribeiro</em></li>
<li>1983 &#8211; <em>Braço de Ferro &#8211; De Marcos Caruso</em> &#8211; 1ª Novela</li>
</ul>
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		<title>Cesare Battisti</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 04:25:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Cesare Battisti (Sermoneta, 18 de dezembro de 1955) é um escritor de livros de suspense e um ex-ativista de extrema-esquerda italiano condenado à prisão perpétua no seu país por crimes cometidos na década de 1970, tendo sido preso no Rio de Janeiro em 18 de março de 2007. Recentemente, o Ministro da Justiça brasileiro, Tarso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oquee.net/wp-content/uploads/2009/01/610x.jpg"><img src="http://www.oquee.net/wp-content/uploads/2009/01/610x-300x240.jpg" alt="BRAZIL-ITALY-BATTISTI" title="BRAZIL-ITALY-BATTISTI" width="300" height="240" class="alignleft size-medium wp-image-196" /></a><strong>Cesare Battisti </strong>(Sermoneta, 18 de dezembro de 1955) é um escritor de livros de suspense e um ex-ativista de extrema-esquerda italiano condenado à prisão perpétua no seu país por crimes cometidos na década de 1970, tendo sido preso no Rio de Janeiro em 18 de março de 2007. Recentemente, o Ministro da Justiça brasileiro, Tarso Genro, concedeu asilo político ao militante por ter receio de que seja vítima de perseguição política em seu país natal.</p>
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		<title>Ronaldo boscoli</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 16:25:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ronaldo Fernando Esquerdo Bôscoli (Rio de Janeiro, 28 de outubro de 1928 — 18 de novembro de 1994) foi um compositor, produtor musical e jornalista brasileiro. Nascido numa família de artistas, era sobrinho-bisneto da compositora Chiquinha Gonzaga, e primo do ator Jardel Filho, teve como primeira profissão (em 1951) o trabalho num jornal, Diário da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-180" href="http://www.oquee.net/biografia/ronaldo-boscoli.html/attachment/ronaldo"><img class="alignleft size-full wp-image-180" title="ronaldo" src="http://www.oquee.net/wp-content/uploads/2009/01/ronaldo.jpg" alt="ronaldo" width="116" height="140" /></a><strong>Ronaldo Fernando Esquerdo Bôscoli </strong>(Rio de Janeiro, 28 de outubro de 1928 — 18 de novembro de 1994) foi um compositor, produtor musical e jornalista brasileiro.</p>
<p>Nascido numa família de artistas, era sobrinho-bisneto da compositora Chiquinha Gonzaga, e primo do ator Jardel Filho, teve como primeira profissão (em 1951) o trabalho num jornal, Diário da Noite, como jornalista esportivo, período limitado à juventude. Época que iniciou amizade com Vinicius de Moraes, que já havia jogado o seu charme para sua irmã, Lila, com quem se casaria tempos depois.</p>
<p>Amigo de vários músicos e artistas e disposto a trocar as redações pela noite carioca. Em 1957 escreveu sua primeira letra &#8220;Sente&#8221;, musicada por Chico Feitosa e interpretada por Norma Benguel no mesmo ano. Nesta época, reunia-se no apartamento de Nara Leão, com quem tinha um relacionamento. Compunha com outros artistas as canções que ficariam conhecidas como estilo bossa nova. Um dos grandes nomes do movimento, compôs com Roberto Menescal, a célebre O Barquinho, &#8220;Nós e o Mar&#8221;, &#8220;Telefone&#8221; e &#8220;Balançamba”. Escreveu com Carlos Lyra duas canções – &#8220;Lobo Lobo&#8221; e &#8220;Saudade Fez Um Samba&#8221; – para o histórico disco &#8220;Chega de Saudade&#8221;, de João Gilberto, lançado em 1959.</p>
<p><span id="more-179"></span></p>
<p>Teve também um relacionamento com a cantora Maysa Monjardim, ex-Matarazzo.</p>
<p>Com Luís Carlos Miele produziu diversos espetáculos, o primeiro pocket-show, expressão criada por ele, apresentando, no Little Club, Odete Lara com Sergio Mendes e Conjunto. Organizou e dirigiu dezenas de shows em boates no lendário Beco das Garrafas, onde ganhou o apelido de &#8220;O Véio&#8221;, não só por ser mais velho que a turma de artistas, mas pelo jeito ranzinza e reacionário. Também a produção televisiva de O Fino da Bossa, apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues. Ronaldo Bôscoli se casou com Elis Regina em 1967.</p>
<p>Ainda ao lado de Miéle trabalhou como produtor musical durante 24 anos produzindo os espetáculos de Roberto Carlos, e na Rede Globo, originando programas como Brasil Pandeiro (com Beth Faria), Alerta Geral (com Alcione) e Bibi 78 e 79 (com Bibi Ferreira).</p>
<p>É pai do produtor musical João Marcelo Bôscoli, filho que teve com Elis Regina.</p>
<p>Durante a década de 80 seguiu escrevendo programas para a TV Globo e produzindo um show anual de Roberto Carlos, mas deixou de ter a mesma influência no cenário musical.</p>
<p>Lutou contra o câncer na próstata até morrer em 1994.</p>
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		<title>Radiohead</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 16:57:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Radiohead é uma banda inglesa de rock alternativo, formada no ano de 1988 em Oxford por Thom Yorke (vocais, guitarra, piano), Jonny Greenwood (guitarra), Ed O&#8217;Brien (guitarra), Colin Greenwood (baixo, sintetizador) e Phil Selway (bateria, percussão). O Radiohead lançou seu primeiro single, &#8220;Creep&#8221;, no ano de 1992 e seu primeiro álbum de estúdio, Pablo Honey, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oquee.net"><img class="alignleft" src="http://img291.imageshack.us/img291/1889/radioheadgx2.jpg" border="0" alt="Radiohead" /></a><strong>Radiohead</strong> é uma banda inglesa de rock alternativo, formada no ano de 1988 em Oxford por Thom Yorke (vocais, guitarra, piano), Jonny Greenwood (guitarra), Ed O&#8217;Brien (guitarra), Colin Greenwood (baixo, sintetizador) e Phil Selway (bateria, percussão).</p>
<p>O Radiohead lançou seu primeiro single, &#8220;Creep&#8221;, no ano de 1992 e seu primeiro álbum de estúdio, <em>Pablo Honey</em>, em 1993. Ainda que o single de &#8220;Creep&#8221; não tenha feito sucesso quando foi lançado, seu relançamento, no ano seguinte, fez da canção um hit internacional. A popularidade desta banda no Reino Unido aumentou com o lançamento de seu segundo álbum de estúdio, <em>The Bends</em>, em 1995. A textura atmosférica das guitarras e o falsete de Thom Yorke foram bastante aclamados por críticos e fãs. Com o lançamento de <em>OK Computer</em> em 1997, o Radiohead ganhou fama mundial. Contando com um som bastante expansivo e temas sobre a alienação moderna, <em>OK Computer</em> é aclamado até hoje como um marco dos anos 90.</p>
<p>O lançamento de <em>Kid A</em>, em 2000, e de <em>Amnesiac</em>, em 2001, marcou o pico da popularidade do Radiohead, ainda que estes dois álbuns tenham tido opiniões controversas entre críticos e fãs. Este período marcou uma considerável mudança no som do Radiohead, com a banda incorporando elementos experimentais de música eletrônica e jazz em suas composições. <em>Hail to the Thief</em> (2003), sexto álbum de estúdio da banda, mesclou todos os estilos que a banda já empregou em sua carreira, como as guitarras distorcidas, música eletrônica e letras contemporâneas. Dando seqüência ao lançamento de <em>Hail to the Thief</em>, o Radiohead entrou em hiato, saiu de sua gravadora EMI e lançou seu sétimo álbum, <em>In Rainbows</em>, em 2007, por meio de download digital, pelo qual os compradores escolhiam o quanto queriam pagar.</p>
<p><span class="mw-headline"><strong>História</strong></span></p>
<h3><span class="mw-headline">Formação e primeiros anos (1986 &#8211; 1991)</span></h3>
<h3><span id="more-206"></span></h3>
<p>Os músicos que viriam a formar os Radiohead estudaram juntos numa escola pública só para rapazes chamada Abingdon. Thom Yorke e Colin Greenwood eram do mesmo ano, Phil Selway e Ed O&#8217;Brien eram um ano mais velhos do que eles e Jonny Greenwood era um ano mais novo. Em 1986, eles formaram a banda On a Friday, fazendo referência ao único dia da semana em que podiam ensaiar. O primeiro concerto da banda ocorreu no final do mesmo ano, no Jericho Tavern, em Oxford. Originalmente, Jonny Greenwood juntou-se à banda como teclista mas, algum tempo depois, tornou-se o guitarrista principal. Ainda que Thom, Ed, Phil e Colin tenham terminado seus estudos em 1987, o grupo continuou a reunir-se aos fins-de-semana e feriados.</p>
<p>Em 1991, quando todos os membros haviam completado seus estudos universitários (excepto Jonny), On a Friday reagrupou-se e começou a gravar algumas demos (como o &#8220;Manic Hedgehog&#8221;) e a fazer concertos nos arredores de Oxford. Ainda que esta região tenha tido uma intensa movimentação de grupos indie nos anos 80, essa cena dava mais atenção à bandas shoegaze (como Ride e Slowdive).</p>
<p>Conforme o número de concertos dos On a Friday foi aumentando, gravadoras e produtores começaram a demonstrar algum interesse na banda. Chris Hufford, sócio da Oxford&#8217;s Courtyard Studios, esteve presente num concerto do grupo no Jericho Tavern. Impressionado pela banda, ele e seu sócio Bryce Edge produziram uma demo deles e tornaram-se seus produtores.</p>
<p>Após um encontro de Colin Greenwood e Keith Wozencroft, um representante da EMI, na loja de discos onde Colin trabalhava, os On a Friday assinaram um contrato de seis álbuns com esta gravadora, no fim de 1991. A pedido da EMI, a banda mudou seu nome para Radiohead, inspirado no título de uma canção do álbum <em>True Stories</em>, dos Talking Heads.</p>
<h3><span class="mw-headline"><em>Pablo Honey</em>, <em>The Bends</em> e o sucesso (1992 &#8211; 1995)</span></h3>
<p><em>Drill</em>, o primeiro EP do Radiohead, foi produzido por Hufford e Edge no Courtyard Studios e lançado em março de 1992. A performance deste EP nas paradas musicais não foi satisfatória e, por conseqüência deste fiasco comercial, a banda contratou Paul Kolderie e Sean Slade &#8211; que, previamente, haviam trabalhado com Pixies e Dinosaur Jr. &#8211; para produzir seu primeiro álbum, que foi gravado em um estúdio de Oxford em 1992. Com o lançamento do single &#8220;Creep&#8221;, ainda neste ano, o Radiohead passou a receber atenção da imprensa britânica, ainda que esta não tenha sido favorável; a revista NME os descreveu como &#8220;uma farsa&#8221;, e &#8220;Creep&#8221; não foi tocada na BBC Radio 1 porque era &#8220;muito depressiva&#8221;.</p>
<p>O Radiohead lançou seu primeiro álbum, <em>Pablo Honey</em>, em fevereiro de 1993. Seu estilo musical foi comparado ao grunge, estilo bastante popular nos anos 90 mas, mesmo assim, <em>Pablo Honey</em> não se saiu muito bem comercialmente, atingindo baixas posições nas paradas musicais britânicas. Inesperadamente, durante sua turnê norte-americana, o videoclipe de &#8220;Creep&#8221; recebeu intensa rotação na MTV. A canção atingiu a segunda posição na Billboard Modern Rock Tracks e a sétima posição nas paradas britânicas, quando foi relançada no fim daquele ano. A banda, entretanto, quase cedeu à pressão do sucesso repentino, como no segundo ano da turnê de divulgação do álbum <em>Pablo Honey</em>. Eles descreveram esta turnê como uma experiência miserável, como disse Phil Selway em uma entrevista: &#8220;<em>Ainda estávamos tocando as mesmas canções que nós gravamos dois anos antes&#8230; era como estar preso no tempo.</em>&#8221;</p>
<p>Após a turnê norte-americana, a banda passou a trabalhar em seu segundo álbum. Para isso, eles contrataram o experiente produtor dos estúdios da Abbey Road John Leckie. A tensão era grande, não apenas pelo sucesso de &#8220;Creep&#8221;, mas pela expectativa da crítica e dos fãs para um álbum superior à <em>Pablo Honey</em>. Para fugir desta pressão, a banda viajou para a Oceania e para a Ásia, mas a popularidade do Radiohead voltou-se contra eles. Thom Yorke foi acusado de estar aderindo ao estilo de vida de astros da MTV, e que essa viagem da banda era apenas um artifício para que seu álbum vendesse mais. O EP <em>My Iron Lung</em>, lançado em 1994, que contém o <em>single</em> homônimo, foi a reação da banda, marcando uma transição de maior profundidade do que a planejada para o seu segundo álbum. Este <em>single</em> foi promovido através de grande rotação em estações de rádio underground; comercialmente, <em>My Iron Lung</em> se saiu melhor do que o esperado, e esse período marcou o surgimento de uma base leal de fãs do Radiohead. Tendo desenvolvido algumas canções novas enquanto estavam em turnê, o Radiohead terminou de gravar seu segundo álbum, <em>The Bends</em>, no fim de 1994, tendo o lançado em Maio de 1995. Enquanto a cena de bandas de Britpop dominava a atenção da mídia, o Radiohead finalmente havia feito sucesso em sua terra natal com <em>The Bends</em>. Este álbum foi baseado em densos <em>riffs</em> e na atmosfera etérea dos três guitarristas da banda, além de ter um uso maior de teclados do que em <em>Pablo Honey</em>. Os singles &#8220;Fake Plastic Trees&#8221;, &#8220;Just&#8221; e &#8220;Street Spirit (Fade Out)&#8221; atingiram boas posições nas paradas musicais. Na metade de 1995, a banda estava abrindo os shows do R.E.M., uma de suas influências e que era, naquela época, uma das maiores bandas de rock do mundo. Introduzindo o ato de abertura do Radiohead, Michael Stipe, vocalista do R.E.M., disse: &#8220;<em>Radiohead é tão bom, eles me assustam.</em>&#8221; A atenção gerada com fãs tão famosos e videoclipes como os de &#8220;Just&#8221; e &#8220;Street Spirit (Fade Out)&#8221; ajudaram a expandir a popularidade do Radiohead para além do Reino Unido. Jonny Greenwood disse, &#8220;<em>Eu acho que o ponto de transição para nós veio cerca de nove ou doze meses após o lançamento de</em> The Bends<em>, e ele começou a aparecer nas listas dos melhores álbuns do ano. Foi aí que eu comecei a achar que nós tínhamos feito a escolha certa em formar uma banda.</em>&#8221;</p>
<h3><span class="mw-headline"><em>OK Computer</em>, fama e aclamação da crítica (1996 &#8211; 1998)</span></h3>
<p>Duas novas canções haviam sido gravadas para o sucessor de <em>The Bends</em>: &#8220;Lucky&#8221;, lançado como um <em>single</em> para promover o álbum de caridade <em>The Help Album</em>, da fundação <em>War Child</em>; e &#8220;Exit Music (For a Film)&#8221;, para a adaptação cinematográfica de <em>Romeu e Julieta</em> de Baz Luhrmann, em 1996. Com a assistência do produtor musical Nigel Godrich, seu colaborador em &#8220;Lucky&#8221; e no lado B &#8220;Talk Show Host&#8221;, o Radiohead produziu seu terceiro álbum sozinho, começando a trabalhar no começo de 1996. Em Julho daquele ano eles haviam gravado quatro canções com Godrich em seu estúdio, em Oxford. Antes de completarem estas gravações, eles decidiram tocar estas canções ao vivo, enquanto abriam os shows de Alanis Morissette. O resto do álbum foi gravado na mansão do século XV da atriz inglesa Jane Seymour. As sessões de gravação foram tranqüilas, com a banda tocando o dia inteiro, gravando as músicas em cômodos diferentes e ouvindo Beatles, DJ Shadow, Ennio Morricone e Miles Davis, para buscar inspiração. A gravação do álbum completou-se ainda em 1996, e em Março de 1997, ele foi mixado e masterizado.</p>
<p><em>OK Computer</em>, o terceiro álbum de estúdio da banda, foi lançado em Junho de 1997. Consideravelmente composto por canções de rock bastante melódicas, o novo álbum também mostrou o Radiohead experimentando novas estruturas em suas canções, incorporando música ambiente, elementos de noise e influências eletrônicas. <em>OK Computer</em> foi a primeira gravação da banda que atingiu a primeira posição na parada britânica, o que fez com que o sucesso comercial do Radiohead aumentasse ao redor do mundo. Ainda que tenha atingido a modesta 21ª posição nas paradas norte-americanas, <em>OK Computer</em> foi bastante aclamado neste país, tendo recebido o Grammy de Melhor Álbum Alternativo, e uma indicação para Álbum do Ano. Os singles de <em>OK Computer</em> foram &#8220;Paranoid Android&#8221;, &#8220;Karma Police&#8221; e &#8220;No Surprises&#8221;, sendo &#8220;Karma Police&#8221; o que mais fez sucesso nos Estados Unidos, atingindo a 14ª posição no Billboard Modern Rock Tracks.</p>
<p>Thom Yorke admitiu que ficou impressionado com <em>OK Computer</em>. Segundo ele, &#8220;nenhum de nós sabia se estava bom ou ruim. O que realmente me impressionou foi o fato das pessoas conseguirem entender todas as coisas, todas as texturas e todos os sons e atmosferas que estávamos tentando criar.&#8221;</p>
<p>Ao lançamento de <em>OK Computer</em> seguiu-se a turnê mundial &#8220;Against Demons&#8221;. Grant Gee, o diretor do videoclipe de &#8220;No Surprises&#8221;, acompanhou e filmou a banda nesta turnê, o que resultou no documentário de 1998 <em>Meeting People Is Easy</em>. O documentário mostra o desafeto da banda com a indústria fonográfica e com a imprensa, e o progresso deles em relação à turnê que foi de 1997 a 1998. Durante este tempo, a banda lançou uma compilação de videoclipes &#8211; <em>7 Television Commercials</em> &#8211; e dois EPs que compilaram lados B de <em>OK Computer</em>.</p>
<h3><span class="mw-headline"><em>Kid A</em>, <em>Amnesiac</em> e a mudança no som (1999 &#8211; 2001)</span></h3>
<p>Após a turnê de 1997-1998, o Radiohead passou um grande tempo inativo; após o fim desta turnê, a única performance pública do grupo foi em 1998, em Paris, em um concerto para a Anistia Internacional. Algum tempo depois, Thom Yorke admitiu que durante este período a banda esteve muito próxima do fim, e que ele desenvolveu uma considerável depressão: &#8220;O Ano Novo [de 1998] foi um dos pontos mais baixos da minha vida&#8230; Eu senti que estava ficando maluco. Todas as vezes em que eu pegava minha guitarra, eu só conseguia horrores.&#8221;</p>
<p>No começo de 1999 o Radiohead passou a trabalhar no sucessor de <em>OK Computer</em>. Ainda que não houvesse mais pressão sobre eles ou um prazo da gravadora, a tensão durante este período foi alta. Os membros da banda tinham visões diferentes do futuro do Radiohead, e Thom Yorke ainda passava por um bloqueio criativo, o que o influenciou a escrever de uma forma mais dadaísta. Ainda assim, os membros da banda concordaram em tomar uma nova direção musical, redefinindo suas funções instrumentais dentro da banda.</p>
<p>O Radiohead, junto com seu produtor, ficou recluso em estúdios de Paris, Copenhague e Gloucester e no seu quase pronto estúdio em Oxford. Após aproximados dezoito meses, as sessões de gravação da banda terminaram, em Abril de 2000. O quarto álbum de estúdio da banda, <em>Kid A</em>, foi lançado em Outubro de 2000, e era um de dois álbuns desse extenso período de gravações da banda. <em>Kid A</em> não foi uma seqüela de <em>OK Computer</em>, contando com uma textura minimalista de guitarras e menos distorção nestas, além da inserção de muitos elementos eletrônicos e de jazz nas composições. Foi o maior sucesso comercial do Radiohead até hoje, estreando na primeira posição nas paradas de vários países, incluindo nos Estados Unidos (onde <em>OK Computer</em> não tinha feito tanto sucesso). O sucesso foi atribuído a diversos fatores, embora os principais tenham sido o vazamento do álbum no Napster alguns meses antes de seu lançamento e a grande expectativa gerada ao redor do sucessor de <em>OK Computer</em>. Ainda que a banda não tenha lançado nenhum <em>single</em> para divulgar <em>Kid A</em>, promos de &#8220;Optimistic&#8221; e &#8220;Idioteque&#8221; foram tocadas nas rádios, e uma grande variedade de pequenos vídeos com pedaços das faixas foram tocadas em canais televisivos e lançados de graça na Internet. No começo de 2001, tal como havia ocorrido com <em>OK Computer</em>, <em>Kid A</em> recebeu o Grammy de Melhor Álbum Alternativo e uma indicação para Álbum do Ano. Ainda que o sucesso comercial deste álbum tenha sido inegável, <em>Kid A</em> foi tão aclamado quanto criticado. Muitos críticos definiram <em>Kid A</em> como &#8220;um suicídio comercial&#8221;, e pediram por um retorno do antigo estilo da banda A opinião dos fãs também foi dividida; enquanto alguns acharam a nova sonoridade estranha, outros aclamaram este álbum como o melhor trabalho do Radiohead. Thom Yorke, entretanto, negou que o Radiohead tenha feito <em>Kid A</em> para que eles não fizessem mais tanto sucesso: &#8220;Eu fiquei realmente muito impressionado em como [Kid A] estava sendo mal visto&#8230; porque a música não é tão difícil de engolir. Não estamos tentando ser difíceis&#8230; Nós atualmente estamos tentando nos comunicar mas em algum lugar, parece que enraivecemos as pessoas. O que estamos fazendo não é tão radical.&#8221; Enquanto promoviam <em>Kid A</em>, a banda (tendo lido o livro <em>No Logo</em> de Naomi Klein)), decidiu fazer uma turnê européia em um palco feito sob encomenda, livre de propagandas, e na América do Norte, tocando em pequenos teatros.</p>
<p><em>Amnesiac</em>, o quinto álbum de estúdio do Radiohead, foi lançado em Junho de 2001, contendo faixas adicionais das sessões de gravações de <em>Kid A</em>. O estilo musical da banda neste álbum permaneceu o mesmo de <em>Kid A</em>, com a fusão de rock e música eletrônica, mas este álbum incorporou mais elementos de jazz. <em>Amnesiac</em> foi um sucesso comercial e de crítica ao redor do mundo, atingindo a segunda posição nos Estados Unidos e sendo indicado para o Grammy e ao Mercury Music Prize. Os singles de <em>Amnesiac</em>, &#8220;Pyramid Song&#8221; e &#8220;Knives Out&#8221;, os primeiros singles da banda desde 1997, foram bem recebidos comercialmente. &#8220;I Might Me Wrong&#8221; estava planejado para ser o terceiro <em>single</em> deste álbum, mas foi estendido para um álbum ao vivo &#8211; <em>I Might Be Wrong &#8211; Live Recordings</em> foi lançado em Novembro de 2001, contando com performances ao vivo de canções dos álbuns <em>Kid A</em> e <em>Amnesiac</em>, e uma performance acústica da canção previamente não-lançada &#8220;True Love Waits&#8221;. Após o lançamento de <em>Amnesiac</em>, a banda embarcou em uma turnê mundial, visitando a América do Norte, a Europa e o Japão.</p>
<h3><span class="mw-headline"><em>Hail to the Thief</em> e o hiato (2002 &#8211; 2004)</span></h3>
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<div class="thumbinner" style="width: 152px;">
<p>Jonny Greenwood em 2003</p></div>
</div>
<p>Durante Julho e Agosto de 2002, o Radiohead tocou algumas canções novas em Portugal e na Espanha. Eles completaram seu sexto álbum de estúdio em duas semanas, num estúdio em Los Angeles com Nigel Godrich, embora tenham adicionado algumas faixas depois, em Oxford. Os membros do Radiohead descreveram o processo de gravação como bastante relaxante, contrastando com a tensão durante as gravações de <em>Kid A</em> e <em>Amnesiac</em>. O novo álbum, <em>Hail to the Thief</em>, foi lançado em Junho de 2003. Misturando as influências de toda a carreira do grupo, <em>Hail to the Thief</em> combinou as guitarras distorcidas com sons eletrônicos e as letras de Thom Yorke, já livre de seu bloqueio criativo. Este álbum desfrutou de um considerável sucesso comercial, estreando na terceira posição na Billboard e sendo certificado com disco de platina no Reino Unido e disco de ouro nos Estados Unidos. Os <em>singles</em> deste álbum, &#8220;There There&#8221;, &#8220;Go To Sleep&#8221; e &#8220;2+2=5&#8243; foram bem tocados nas rádios. No Grammy de 2003, o álbum foi indicado para Melhor Álbum Alternativo, enquanto os produtores de <em>Hail to the Thief</em>, Nigel Godrich e Darrel Thorp, receberam o Grammy de Melhores Engenheiros de Álbum.</p>
<p>Thom Yorke negou que o título de <em>Hail to the Thief</em> tenha sido uma crítica à controversa eleição presidencial norte-americana de 2000, explicando que ele havia ouvido a frase durante uma discussão na Radio 4 sobre John Quincy Adams, &#8220;que roubou a eleição e ficou conhecido como &#8216;O Ladrão&#8217; durante todo seu governo.&#8221; Thom explicou que, ainda que o álbum tenha sido influenciado pelos eventos mundiais do fim de 2001 e do começo de 2002, ele também &#8220;impressionou [ele] como a mais incrível e forte frase&#8230; Vai me chatear se as pessoas disserem que é um protesto direto, porque eu realmente me sinto forte pelo fato de que nós [Radiohead] nunca gravamos um protesto. Isso [Hail to the Thief] não é um protesto.&#8221; Após o lançamento de <em>Hail to the Thief</em>, o Radiohead realizou uma turnê internacional, que começou em junho de 2003 com a banda sendo a principal atração do Festival de Glastonbury, e terminou no meio de 2004, com uma performance no festival Coachella. Durante a turnê a banda lançou o EP <em>COM LAG</em>, com a maior parte dos lados B de <em>Hail to the Thief</em>. Após essa turnê, a banda passou a compor no seu estúdio, em Oxford, mas logo entrou em hiato; livre de obrigações contratuais, os membros do Radiohead passaram o resto de 2004 trabalhando em seus projetos solo.</p>
<h3><span class="mw-headline"><em>In Rainbows</em> e um novo estilo de marketing (2005 &#8211; presente)</span></h3>
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<p>Thom Yorke em concerto com o Radiohead em 2006.</p></div>
</div>
<p>A banda começou a trabalhar em seu sétimo álbum de estúdio em Fevereiro de 2005. Em Setembro daquele ano, eles gravaram uma música baseada apenas no piano, chamada &#8220;I Want None of This&#8221;, para o álbum <em>Help: A Day In The Life</em>, da War Child. Este álbum foi vendido online, com &#8220;I Want None of This&#8221; sendo a faixa mais baixada, embora não tenha sido lançada como <em>single</em>. Nesta época, o Radiohead já havia cancelado seu contrato com a EMI, e passou a gravar seu novo álbum com o produtor Mark Stent, mas no final de 2006, após apresentarem treze canções novas em turnê pela Europa e pela América do Norte, eles retornaram a Nigel Godrich e passaram a trabalhar em algumas localidades rurais na Inglaterra. O álbum foi completado em Junho de 2007 e masterizado no mês seguinte, em um estúdio de Nova York. O sétimo álbum de estúdio da banda, <em>In Rainbows</em>, foi lançado em outubro de 2007 sob a forma de download digital, onde os compradores escolhiam o quanto queriam pagar pelas músicas. Ainda que tenha sido divulgado que as vendas online de <em>In Rainbows</em> tenham atingido a marca de 1,2 milhões de downloads no dia do lançamento do álbum, a banda não divulgou nenhuma informação oficial, dizendo que o lançamento virtual do álbum foi apenas um método de aumentar as vendas físicas de <em>In Rainbows</em>, que incluem um &#8220;discbox&#8221; contendo um CD bônus destas sessões de gravação, uma edição dupla em vinil e um livro de capa dura, que foram lançados em Dezembro daquele ano.Este método de vendas pela internet acabou por estimular o processo criativo de outras bandas, começando por Nine Inch Nails, que decidiu lançar em seu site o álbum instrumental <em>Ghosts I-IV</em>, sob uma licença Creative Commons e com uma variedade de embalagens e diferentes preços de escolha, incluíndo <em>art-works</em>, capa e verso. Pouco tempo depois também é lançado outro álbum, <em>The Slip</em>, desta vez com ainda mais influência do lançamento do Radiohead, sendo disponível inteiramente de graça.</p>
<p><em>In Rainbows</em> foi fisicamente lançado no Reino Unido no fim de Dezembro, pela XL Recordings, e na América do Norte em janeiro de 2008, pela TBD Records, estreando nas primeiras posições em ambos os locais. O sucesso de <em>In Rainbows</em> nos Estados Unidos da América marcou o maior sucesso da banda nas paradas desde <em>Kid A</em>, ainda que tenha sido o quinto álbum da banda a atingir a primeira posição no Reino Unido. O primeiro single do álbum, &#8220;Jigsaw Falling Into Place&#8221;, foi lançada no dia 14 de janeiro de 2008, seguido de uma turnê pela América do Norte, Europa, América do Sul e Japão.</p>
<h2><span class="mw-headline">Estilo</span></h2>
<h3><span class="mw-headline">Influências musicais</span></h3>
<p>A maioria das influências dos membros do Radiohead foram Queen e Elvis Costello, bandas de post-punk como Joy Division e Magazine e bandas alternativas dos anos 80, como R.E.M., Pixies, The Smiths e Sonic Youth. Em meados dos anos 90, a banda começou a demonstrar interesse em música eletrônica, especialmente no grupo de trip-hop Massive Attack, no rock experimentalista do Nine Inch Nails e no ato de hip-hop instrumental do DJ Shadow, citado como a principal influência para o álbum <em>OK Computer</em>. Outras influências deste álbum incluem Miles Davis e Ennio Morricone, junto com outros grupos de música pop dos anos 60, como The Beatles e The Beach Boys. Jonny Greenwood também citou o compositor Krzysztof Penderecki como inspiração para <em>OK Computer</em>. Durante essa época, muitos críticos notaram a semelhança musical entre <em>OK Computer</em> e álbuns de bandas de rock progressivo, como Pink Floyd, mas a banda negou que sua música tenha sido influenciada pelo rock progressivo. O estilo eletrônico de <em>Kid A</em> e <em>Amnesiac</em> foi o resultado da admiração de Thom Yorke por música ambiente, techno e outras vertentes da música eletrônica. O jazz de Charles Mingus e Alice Coltrane e bandas Krautrock dos anos 70 foram outras importantes influências durante esse período. O interesse de Jonny Greenwood em música clássica do século XX tornou-se aparente em algumas faixas de <em>Kid A</em>, onde ele tocava um ondas Martenot, um instrumento eletrônico popularizado por Penderecki e Olivier Messiaen. Em <em>Hail to the Thief</em>, a banda não abandonou as influências eletrônicas dos dois álbuns anteriores, mas retornou à antiga ênfase nas guitarras. The Beatles e Neil Young foram a fonte de inspirações musicais durante esse período, mas os membros do Radiohead não negaram a influência da música clássica e do Krautrock nesse álbum. Desde 2005, enquanto trabalhavam no álbum <em>In Rainbows</em>, a banda continuou a mencionar rock experimental e música eletrônica, dentre outros gêneros musicais.</p>
<h3><span class="mw-headline">Colaboradores</span></h3>
<p>A banda mantém uma relação bastante próxima com seus produtores e engenheiros, particularmente com Nigel Godrich, e com o artista gráfico Stanley Donwood. Godrich tornou-se famoso junto com o Radiohead, estando junto com a banda como produtor desde <em>The Bends</em>, e como co-produtor desde <em>OK Computer</em>. Em algumas ocasiões ele é chamado de &#8220;sexto membro&#8221; do Radiohead, uma alusão ao trabalho de George Martin com os Beatles. Stanley Donwood, outra pessoa fortemente associada à banda, produziu todas as capas de todos os discos do Radiohead desde 1994. Ele algumas vezes também trabalha diretamente com Thom Yorke, o qual ele conheceu na escola; nessas colaborações, os créditos dados à Thom Yorke são sob seus pseudônimos, como &#8220;Tchock&#8221; ou &#8220;The White Chocolate Farm&#8221;. Junto com Thom Yorke, Stanley Donwood ganhou um Grammy, em 2002, por uma edição especial de <em>Amnesiac</em>, lançada sob a forma de livro. Outros colaboradores incluem Graeme Stewart, Dilly Gent e Peter Clemens. Graeme Stewart tem trabalhado com o Radiohead desde as sessões de gravação de <em>Kid A</em>/<em>Amnesiac</em>. Ele também foi o engenheiro dos álbuns solo de Jonny Greenwood e Thom Yorke (<em>Bodysong</em> e <em>The Eraser</em>, respectivamente). Dilly Gent tem sido responsável pela comissão de todos os videoclipes do Radiohead desde <em>OK Computer</em>, trabalhando com a banda para achar o diretor certo para cada projeto. Peter Clemens é o técnico da banda em apresentações ao vivo, também conhecido como &#8220;Plank&#8221;, e trabalha com o Radiohead desde <em>The Bends</em>.</p>
<h2><span class="mw-headline">Membros</span></h2>
<ul>
<li>Thom Yorke &#8211; vocal, guitarra, piano e sintetizador</li>
<li>Ed O&#8217;Brien &#8211; guitarra e sintetizador</li>
<li>Jonny Greenwood &#8211; guitarra , teclado e sintetizador</li>
<li>Colin Greenwood &#8211; baixo</li>
<li>Phil Selway &#8211; bateria e percussão</li>
</ul>
<h2><span class="mw-headline">Discografia</span></h2>
<dl>
<dd> </dd>
</dl>
<h3><span class="mw-headline">Álbuns de estúdio</span></h3>
<ul>
<li><em>Pablo Honey</em> (1993)</li>
<li><em>The Bends</em> (1995)</li>
<li><em>OK Computer</em> (1997)</li>
<li><em>Kid A</em> (2000)</li>
<li><em>Amnesiac</em> (2001)</li>
<li><em>Hail to the Thief</em> (2003)</li>
<li><em>In Rainbows</em> (2007)</li>
</ul>
<h3><span class="mw-headline">Compilações</span></h3>
<ul>
<li><em>Radiohead Box Set</em> (2007)</li>
<li><em>Radiohead: The Best of</em> (2008)</li>
</ul>
<h3><span class="mw-headline">EPs</span></h3>
<ul>
<li><em>Manic Hedgehog</em> (1991)</li>
<li><em>Drill</em> (1992)</li>
<li><em>Itch</em> (1994)</li>
<li><em>My Iron Lung</em> (1994)</li>
<li><em>No Surprises/Running from Demons</em> (1997)</li>
<li><em>Airbag/How Am I Driving?</em> (1998)</li>
<li><em>I Might Be Wrong: Live Recordings</em> (2001)</li>
<li><em>COM LAG (2plus2isfive)</em> (2004)</li>
</ul>
<h2><span class="mw-headline">Vídeo/DVD</span></h2>
<ul>
<li><em>Live at the Astoria</em> (1995, VHS/2005, DVD)</li>
<li><em>7 Television Commercials</em> (1998, VHS/DVD)</li>
<li><em>Meeting People Is Easy</em> (1999, VHS/DVD)</li>
<li><em>The Most Gigantic Lying Mouth Of All Time</em> (2004, DVD)</li>
</ul>
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		<title>Monteiro lobato</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 04:30:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O que é</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Monteiro Lobato]]></category>

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		<description><![CDATA[Monteiro Lobato Vida e Obra José Bento Renato Monteiro Lobato (Taubaté, 18 de abril de 1882 – São Paulo, 4 de julho de 1948) foi um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX. Foi um importante editor de livros inéditos e autor de importantes traduções. Seguido a seu precursor Figueiredo Pimentel(&#8220;Contos da Carochinha&#8221;) da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1>Monteiro Lobato Vida e Obra</h1>
<p><strong>José Bento Renato Monteiro Lobato</strong> (Taubaté, 18 de abril de 1882 – São Paulo, 4 de julho de 1948) foi um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX. Foi um importante editor de livros inéditos e autor de importantes traduções. Seguido a seu precursor Figueiredo Pimentel(&#8220;Contos da Carochinha&#8221;) da literatura infantil brasileira, ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo, bem como divertido, de sua obra de livros infantis, que constitui aproximadamente a metade da sua produção literária. A outra metade, consistindo de inúmeros e deliciosos contos (geralmente sobre temas brasileiros), artigos, críticas, crônicas, prefácios, cartas, um livro sobre a importância do petróleo e do ferro e um único romance, O Presidente Negro, o qual não alcançou a mesma popularidade que suas obras para crianças.</p>
<h3><span id="Os_primeiros_anos" class="mw-headline">Os primeiros anos</span></h3>
<p>Criado em um rancho, Monteiro Lobato foi alfabetizado pela mãe Olímpia Augusta Lobato e depois por um professor particular. Aos sete anos, entrou em um colégio. Nessa idade descobrira os livros de seu avô materno, o Visconde de Tremembé, dono de uma biblioteca imensa no interior da casa. Leu tudo o que havia para crianças em língua portuguesa. Nos primeiros anos de estudante já escrevia pequenos contos para os jornaizinhos das escolas que frequentou.</p>
<p>Aos onze anos, em 1893, foi transferido para o Colégio São João Evangelista. Ao receber como herança antecipada uma bengala do pai, que trazia gravada no castão as iniciais J.B.M.L., mudou seu nome de José Renato para José Bento, a fim de utilizá-la. No ano seguinte, os pais o presentearam com uma calça comprida, que usou bastante envergonhado. Em dezembro de 1896 foi para São Paulo e, em janeiro, prestou exames das matérias estudadas na cidade natal, mas foi reprovado no curso preparatório e retornou a Taubaté.</p>
<p>Quando retornou ao Colégio Paulista, fez as suas primeiras incursões literárias como colaborador dos jornaizinhos &#8220;Pátria&#8221;, &#8220;H2S&#8221; e &#8220;O Guarany&#8221;, sob o pseudônimo de Josben e Nhô Dito. Passou a colecionar avidamente textos e recortes que o interessavam, e lia bastante. Em dezembro prestou novamente os exames para o curso preparatório e foi aprovado. Escreveu minuciosas cartas à família, descrevendo a cidade de São Paulo. Colaborou com &#8220;O Patriota&#8221; e &#8220;A Pátria&#8221;. Então, se mudou de vez para São Paulo, e tornou-se estudante interno do Instituto Ciências e Letras.</p>
<p>No ano seguinte, a 13 de junho de 1898, perdeu o pai, José Bento Marcondes Lobato, vítima de congestão pulmonar. Decidiu, pela primeira vez, participar das sessões do Grêmio Literário Álvares de Azevedo do Instituto Ciências e Letras. Sua mãe, vítima de uma depressão profunda, veio a falecer no dia 22 de junho de 1899.</p>
<p>Tendo forte talento para o desenho, pois desde menino retrata a Fazenda Buquira, tornou-se desenhista e caricaturista(como fonte de renda) nessa época. Em busca de aproveitar as suas duas maiores paixões, decidiu ir para São Paulo após completar 17 anos.</p>
<p>Seu sonho era a Faculdade de Belas-Artes, mas, por imposição do avô, que o tinha como um sucessor na administração de seus negócios, acabou ingressando na Faculdade do Largo São Francisco para cursar Direito. Mesmo assim seguiu colaborando em diversas publicações estudantis e fundou, com os colegas de sua turma, a &#8220;Arcádia Acadêmica&#8221;, em cuja sessão inaugural fez um discurso intitulado: <em>Ontem e Hoje</em>. Lobato, a essas alturas, já era elogiado por todos como um comentarista original e dono de um senso fino e sutil, de um &#8220;espírito à francesa&#8221; e de um &#8220;humor inglês&#8221; imbatível, que carregou pela vida afora. Dois anos depois, foi eleito presidente da Arcádia Acadêmica, e colaborou com o jornal &#8220;Onze de Agosto&#8221;, onde escreveu artigos sobre teatro. De tais estudos surgiu, em 1903, o grupo O Cenáculo, fundado junto com Ricardo Gonçalves, Cândido Negreiros, Godofredo Rangel, Raul de Freitas, Tito Lívio Brasil, Lino Moreira e José Antônio Nogueira.</p>
<p>Era anticonvencional por excelência, dizendo sempre o que pensava, agradasse ou não. Defendia a sua verdade com unhas e dentes, contra tudo e todos, quaisquer que fossem as consequências. Venceu um concurso de contos, sendo que o texto <em>Gens Ennuyeux</em> foi publicado no jornal &#8220;Onze de Agosto&#8221;.</p>
<h3><span id="O_advogado" class="mw-headline">O advogado</span></h3>
<p>Em 1904 diplomou-se bacharel em Direito e regressou a Taubaté. No ano seguinte fez planos de fundar uma fábrica de geleias, em sociedade com um amigo, mas passou a ocupar interinamente a promotoria de Taubaté e conheceu Maria Pureza da Natividade (&#8220;Purezinha&#8221;). Em maio de 1907 foi nomeado promotor público em Areias e casou-se com Purezinha, a 28 de março de 1908. Exatamente um ano depois nasceu Marta, a primogênita do casal. Insatisfeito com a vida bucólica de Areias, planejou abrir um estabelecimento comercial de secos e molhados.</p>
<p>Em 1910 associou-se a um negócio de estradas de ferro e nasceu o seu segundo filho, Edgar. Viveu no interior e nas cidades pequenas da região, escrevendo paralelamente para jornais e revistas, como &#8220;Tribuna de Santos&#8221;, &#8220;Gazeta de Notícias&#8221; do Rio de Janeiro e a revistaFon-Fon, para onde também mandava caricaturas e desenhos. Passou a traduzir artigos do <em>Weekly Times</em> para o jornal O Estado de São Paulo, e obras da literatura universal, também enviando artigos para um jornal de Caçapava. Contudo, era visível a sua insatisfação com a vida que levava e com os negócios que não prosperavam.</p>
<p>No ano seguinte, aos 29 anos, Lobato recebeu a notícia do falecimento de seu avô, o Visconde de Tremembé, tornando-se então herdeiro da Fazenda Buquira, para onde se mudou com toda a família. De promotor a fazendeiro, dedicou-se à modernização da lavoura e à criação. Com o lucro dos negócios, abriu um externato em Taubaté, que confiou aos cuidados de seu cunhado. Em 1912 nasceu Guilherme, o seu terceiro filho. Ainda insatisfeito, mas desta vez com a vida na fazenda, planejou explorar comercialmente o Viaduto do Chá, na cidade de São Paulo, em parceria com Ricardo Gonçalves.</p>
<h3><span id="A_fama" class="mw-headline">A fama</span></h3>
<div class="thumb tright"></div>
<p>Em 12 de novembro de 1914, o jornal O Estado de São Paulo publicou o seu artigo <em>Velha Praga</em>. Era véspera de Natal quando o mesmo jornal publicou um conto daquele que mais tarde seria o seu primeiro livro, <em>Urupês</em>. Na Vila de Buquira, , hoje município de Monteiro Lobato (São Paulo), nessa mesma época, envolveu-se com a política e logo a deixou de lado. Sua quarta e última filha, Rute, nasceu em fevereiro de 1916, quando iniciava colaboração na recém fundada Revista do Brasil. Era uma publicação nacionalista que agradou em cheio o gosto de Lobato.</p>
<p>Somente em 1914, como fazendeiro em Buquira, um fato definiria de vez a sua carreira literária: durante o inverno seco daquele ano, cansado de enfrentar as constantes queimadas praticadas pelos caboclos, o fazendeiro escreveu uma &#8220;indignação&#8221; intitulada <em>Velha Praga</em>, e a enviou para a seção Queixas e Reclamações do jornal O Estado de S. Paulo, edição da tarde, o &#8220;<em>Estadinho</em>&#8220;. O jornal, percebendo o valor daquela carta, publicou-a fora da seção que era destinada aos leitores, no que acertou, pois a carta provocou polêmica e fez com que Lobato escrevesse outros artigos como, por exemplo, <em>Urupês</em>, dando vida a um de seus mais famosos personagens, o Jeca Tatu.</p>
<p>Jeca era um grande preguiçoso, totalmente diferente dos caipiras e índios idealizados pela literatura romântica de então. Seu aparecimento gerou uma enorme polêmica, em todo o país, pois o personagem era símbolo do atraso e da miséria que representava o campo no Brasil. Monteiro Lobato conheceu apenas o caipira caboclo, e generalizou o comportamento destes para todos os caipiras, causando então muita polêmica. Foi apoiado por Rui Barbosa e contraditado pelo especialista em caipiras, o folclorista Cornélio Pires, que explicou que Lobato só conheceu o caipira caboclo.</p>
<p>A partir daí, os fatos se sucederam: a geada, (sobre a qual deixou uma crônica), e as dificuldades financeiras levaram-no a vender a fazenda Buquira, em 1916, e a partir com a família para São Paulo, com o intuito de tornar-se um &#8220;escritor-jornalista&#8221;. Fundou, em Caçapava, a revista &#8220;Paraíba&#8221;, e organizou, para o jornal &#8220;O Estado de São Paulo&#8221;, uma imensa e acalentada pesquisa sobre o saci. Lobato percorreu o interior de São Paulo, durante a <em>Grande Geada de 1918</em>, escrevendo um importante crônica a respeito, impressionado que ficou com a queima dos cafezais paulistas. Ainda em 1918, ano dos 4 G (Geada, Greve, I Guerra Mundial e Gripe espanhola), Lobato, escrevia no jornal &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221;, o mais importante jornal da capital, e, como todos os editorialistas acabaram pegando a gripe espanhola, vários editoriais do jornal &#8220;O Estado&#8221;, daqueles dias, foram escritos unicamente por Lobato.</p>
<p>A Fazenda Buquira, a qual Lobato visitava na infância quando pertencia a seu avô, o Visconde de Tremembé, e onde Lobato viu a geada, conheceu o caipira caboclo, e teve inspiração para seus personagens e paisagens de seus livros (como a pequena cachoeira que inspirou o Reino das Águas Claras), é atualmente centro de visitação, sendo que a casa-sede da fazenda ainda se encontra em seu estado original, situada à margem da rodovia atualmente denominada &#8220;<em>Estrada do Livro</em>&#8220;, que liga a cidade de Monteiro Lobato à Caçapava.</p>
<p>Em 20 de dezembro publicou <em>Paranoia ou Mistificação</em>, a famosa crítica desfavorável à exposição de pintura de Anita Malfatti, que culminaria como o estopim para a criação da Semana de Arte Moderna de 1922. Muitos passaram a ver Lobato como reacionário, inclusive os modernistas, mas hoje, após tantos anos, percebe-se que o que Lobato criticava eram os &#8220;ismos&#8221; que vinham da Europa: cubismo, futurismo, dadaísmo, surrealismo, que ele achava que eram &#8220;colonialismos&#8221;, &#8220;europeizações&#8221;, assim como ocorrera com os acadêmicos das gerações anteriores.</p>
<p>Lobato era a favor de uma arte devidamente brasileira, autóctone, criada aqui. Por isso criticou Anita Malfatti, embora admitisse que ela fosse talentosa. Isso tudo gerou o estranhamento entre ele e os modernistas mas, no fundo, todos eles tinham razão, apenas viam as coisas de ângulos diferentes. Mesmo assim Oswald de Andrade continuou a ser um profundo admirador de Lobato: quando ocorrera a Semana de Arte Moderna, as provas de <em>Urupês</em> ficaram dois dias em cima do sofá da <em>garçonière</em> onde Oswald de Andrade se encontrava com os amigos.</p>
<h3><span id="O_editor" class="mw-headline">O editor</span></h3>
<p>Em 1918, Monteiro Lobato comprou a Revista do Brasil e passou a dar espaço para novos talentos, ao lado de pessoas famosas. Tornou-se, dessa forma, um intelectual engajado na causa do nacionalismo, a qual dedicou uma preocupação fundamental, tanto na ficção quanto no ensaio e no panfleto. Crítico de costumes, no qual não faltava a nota do sarcasmo e da caricatura, de sua obra elevou-se largo sopro de humanidade e brasileirismo. Nas mãos de Monteiro Lobato, a Revista do Brasil prosperou e ele pode montar uma empresa editorial, sempre dando espaço para os novatos e divulgando obras de artistas modernistas.</p>
<p>Lobato também foi precursor de algumas ideias muito interessantes no campo editorial. Ele dizia que <em>&#8220;livro é sobremesa: tem que ser posto debaixo do nariz do freguês&#8221;</em>. Com isso em mente, passou a tratar os livros como produtos de consumo, com capas coloridas e atraentes, e uma produção gráfica impecável. Criou também uma política de distribuição, novidade na época: vendedores autônomos e distribuidores espalhados por todo o país. Logo fundou a editora Monteiro Lobato &amp; Cia., depois chamada Companhia Editora Nacional, com a obra <em>O Problema Vital</em>, um conjunto de artigos sobre a saúde pública, seguido pela tese <em>O Saci Pererê: Resultado de um Inquérito</em>. Priveligiava a edição de autores estreantes como a senhora Leandro Dupré, com o sucesso &#8220;Éramos Seis&#8221;. Traduziu também muitos livros e editou obras importantes e polêmicas como &#8220;A Luta pelo Petróleo&#8221;, de Essad Bey, para o qual fez uma introdução tratando da questão do petróleo no Brasil.</p>
<p>Em julho de 1918, dois meses depois da compra, publicou em forma de livro <em>Urupês</em>, com retumbante sucesso e alcançando grande repercussão ao dividir o país sobre a veracidade da figura do caipira, fiel para alguns, exagerada para outros. O livro chamou a atenção de Rui Barbosa que, num discurso em 1919 durante a sua campanha eleitoral, reacendeu a polêmica ao citar Jeca Tatu como um &#8220;protótipo do camponês brasileiro, abandonado à miséria pelos poderes públicos&#8221;. A popularidade fez com que Lobato publicasse, nesse mesmo ano, <em>Cidades Mortas</em> e <em>Ideias de Jeca Tatu</em>.</p>
<p>Em 1920, o conto <em>Os Faroleiros</em> serviu de argumento para um filme dirigido pelos cineastas Antônio Leite e Miguel Milani. Meses depois, publicou <em>Negrinha</em> e <em>A Menina do Narizinho Arrebitado</em>, sua primeira obra infantil, e que deu origem a Lúcia, mais conhecida como a Narizinho do <em>Sítio do Picapau Amarelo</em>. O livro foi lançado em dezembro de 1920 visando aproveitar a época de Natal. A capa e os desenhos eram de Lemmo Lemmi, um famoso ilustrador da época.</p>
<p>Em janeiro de 1921, os anúncios na imprensa noticiaram a distribuição de exemplares gratuitos de <em>A Menina do Narizinho Arrebitado</em> nas escolas, num total de 500 doações, tornando-se um fato inédito na indústria editorial. Fora atendendo um pedido do presidente de São Paulo, Dr. Washington Luís que Lobato era admirador, que fizera o livro. O sucesso entre as crianças gerou continuações: <em>Fábulas de Narizinho</em> (1921), <em>O Saci</em> (1921), <em>O Marquês de Rabicó</em> (1922), <em>A Caçada da Onça</em> (1924), <em>O Noivado de Narizinho</em> (1924), <em>Jeca Tatuzinho</em> (1924) e <em>O Garimpeiro do Rio das Garças</em> (1924), entre outros.</p>
<p>Tais novidades repercutiram em altas tiragens dos livros que editava, a ponto de dedicar-se à editora em tempo integral, entregando a direção da Revista do Brasil a Paulo Prado e Sérgio Millet. A demanda pelos livros era tão grande que ele importou mais máquinas dos Estados Unidos e da Europa para aumentar seu parque gráfico. Porém, uma grave seca cortou o fornecimento de energia elétrica, e a gráfica só podia funcionar dois dias por semana. Por fim, o presidente Artur Bernardes desvalorizou a moeda e suspendeu o redesconto de títulos pelo Banco do Brasil, gerando um enorme rombo financeiro e muitas dívidas ao escritor.</p>
<p>Lobato só teve uma escolha: entrou com pedido de falência em julho de 1925. Mesmo assim não significou o fim de seu projeto editorial. Ele já se preparava para abrir outra empresa, a Companhia Editora Nacional, em sociedade com Octalles Marcondes e, em vista disso, transferiu-se para o Rio de Janeiro.</p>
<p>Os &#8220;produtos&#8221; dessa nova editora abrangiam uma variedade de títulos, inclusive traduções de Hans Staden e Jean de Léry. Além disso, os livros garantiam o &#8220;selo de qualidade&#8221; de Monteiro Lobato, tendo projetos gráficos muito bons e com enorme sucesso de público.</p>
<p>A partir daí, Lobato continuou escrevendo livros infantis de sucesso, especialmente com Narizinho e outros personagens, como Dona Benta, Pedrinho, Tia Nastácia, o boneco de sabugo de milho Visconde de Sabugosa e Emília, a boneca de pano.</p>
<p>Além disso, por não gostar muito das traduções dos livros europeus para crianças, e sendo um nacionalista convicto, criou aventuras com personagens bem ligados à cultura brasileira, recuperando inclusive costumes da roça e lendas do folclore.</p>
<p>Mas não parou por aí. Monteiro Lobato pegou essa mistura de personagens brasileiros e os enriqueceu, &#8216;&#8221;misturando-os&#8221; a personagens da literatura universal, da mitologia grega, dos quadrinhos e do cinema. Também foi pioneiro na literatura paradidática, ensinando história, geografia e matemática, de forma divertida.</p>
<h3><span id="Em_Nova_York" class="mw-headline">Em Nova York</span></h3>
<p>Em 1926, Lobato concorreu a uma vaga na Academia Brasileira de Letras, mas acabou derrotado. Era a segunda vez que isso acontecia. Na primeira vez, em 1921, iria concorrer á vaga de Pedro Lessa, mas desistiu antes da eleição, por não querer fazer as visitas de praxe aos acadêmicos para pedir seus votos. Desta vez, estava concorrendo à vaga do renomado jurista João Luís Alves. Na primeira, recebera um voto no terceiro escrutínio, e, na segunda, dois votos no quarto. Em artigo à imprensa, Múcio Leão chegou a afirmar que esse <em>&#8220;escritor de talento fora duas vezes repelido&#8221;</em>. No mesmo ano saíram em folhetim os livros <em>O Presidente Negro</em> (1926) e <em>&#8220;How Henry Ford is Regarded in Brazil</em> (1926).</p>
<p>Depois, enviou uma carta ao recém empossado Washington Luís, onde defendeu os interesses da indústria editorial. O presidente, reconhecendo nele um representante promissor dos interesses culturais do país, nomeou-o adido comercial nos Estados Unidos, em 1927. Lobato escreve confirmando a tese de Washington Luís de que &#8220;<em>Governar é abrir Estradas</em>&#8220;, as quais Lobato atribui o progresso dos Estados Unidos. Lobato ficara impressionado com a quantidade e qualidade das estradas norte americanas. Monteiro Lobato mudou-se para Nova York e deixou a Companhia sob a direção de seu sócio, Octalles Marcondes Ferreira. Entusiasmado com o progresso material que viu nos Estados Unidos, passou a acompanhar todas as inovações tecnológicas estadunidenses e fez de tudo para convencer o governo brasileiro a propiciar a criação de atividades semelhantes no Brasil. Com interesses voltados no que diz respeito às questões de petróleo e ferro, planejou a fundação da <em>Tupy Publishing Company</em>.</p>
<p>Em Nova York escreveu <em>Mr. Slang e o Brasil</em> (1927), <em>As Aventuras de Hans Staden</em> (1927), <em>Aventuras do Príncipe</em> (1928), <em>O Gato Félix</em> (1928), <em>A Cara de Coruja</em> (1928), <em>O Circo de Escavalinho</em> (1929) e <em>A Pena de Papagaio</em> (1930). As obras infantis que datam dessa época foram publicadas no Brasil e reunidas num único volume, intitulado <em>Reinações de Narizinho</em> (1931).</p>
<p>Foi para Detroit no ano seguinte e, em visita à Ford e a General Motors, organizou uma empresa brasileira para produzir aço pelo processo Smith. Com isso, jogou na Bolsa de Valores de Nova York e perdeu tudo o que tinha com a crise de 1929. Para cobrir suas perdas com a quebra da Bolsa, Lobato vendeu suas ações da Companhia Editora Nacional em 1930. Voltou para São Paulo em 1931 e passou a defender que o &#8220;tripé&#8221; para o progresso brasileiro seria o ferro, o petróleo e as estradas para escoar os produtos.</p>
<p>Entusiasmado com Washington Luís e com seu candidato a presidente, em 1930, o Dr. Júlio Prestes, que, como presidente de São Paulo, realizara explorações de petróleo em território paulista, Lobato dá apoio irrestrito ao candidato Júlio Prestes nas eleições de 1930.</p>
<p>Em 28 de agosto de 1929, em carta ao dr. Júlio Prestes, Monteiro Lobato transmite-lhe votos pela &#8220;vitória na campanha em perspectiva&#8221;, afirmando que:</p>
<table style="background-color: transparent; border-collapse: collapse; border-style: none;" cellpadding="10" align="center">
<tbody>
<tr>
<td width="20" valign="top"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/4d/Cquote1.svg/20px-Cquote1.svg.png" alt="Cquote1.svg" width="20" height="15" /></td>
<td><em>Sua política na presidência significará o que de mais precisa o Brasil: continuidade administrativa!</em></td>
<td valign="bottom"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1a/Cquote2.svg/20px-Cquote2.svg.png" alt="Cquote2.svg" width="20" height="15" /></p>
<div>— <small><strong>Monteiro Lobato<sup id="cite_ref-1" class="reference">[2]</sup></strong></small></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Com a deposição de Washington Luís e o impedimento da posse de Júlio Prestes, começa a antipatia de Lobato por Getúlio Vargas e seu infortúnio.</p>
<h3><span id="O_petr.C3.B3leo" class="mw-headline">O petróleo</span></h3>
<p>Após implantar a Companhia Petróleos do Brasil, e graças à grande facilidade com que foram subscritas suas ações, Monteiro Lobato fundou várias empresas para fazer perfuração de petróleo, como a a Companhia Petróleo Nacional, a Companhia Petrolífera Brasileira e a Companhia de Petróleo Cruzeiro do Sul, e a maior de todas (fundada em julho de 1938) a Companhia Matogrossense de Petróleo, que visava perfurar próximo da fronteira com a Bolívia, país vizinho que já havia encontrado seu petróleo.<sup id="cite_ref-CIAS_2-0" class="reference">[3]</sup>. Com isso Lobato prejudicou os interesses de gente muito importante na política brasileira, e de grandes empresas estrangeiras. Começava a luta que o deixou pobre, doente e desgostoso. Havia interesse oficial em se dizer que no Brasil não havia petróleo. Tendo-os como adversários, passou a enfrentá-los publicamente.</p>
<p>Por alguns anos, seu tempo foi dedicado integralmente à campanha do petróleo, e a sua sobrevivência garantiu-se pela publicação de histórias infantis e da tradução magistral de livros estrangeiros, como <em>O Livro da Selva</em>, de Rudyard Kipling (1933), <em>O Doutor Negro</em>, de <em>Arthur Conan Doyle</em> (1934), <em>Caninos Brancos</em> (1933) e <em>A Filha da Neve</em> (1934), ambos de Jack London, entre outros. Teimava em dizer que era preciso explorar o petróleo nacional para dar ao povo um padrão de vida à altura de suas necessidades. Tentou, sem êxito, organizar uma companhia petrolífera mediante subscrições populares.</p>
<p>Muitas dificuldades apareceram e, mesmo assim, sua produção literária manteve-se e chegou ao ápice. Em <em>América</em> (1932) publicou as suas primeiras impressões sobre a luta na qual se engajara. Em seguida vieram <em>História do Mundo para Crianças</em> (1933), <em>Na Antevéspera</em> e <em>Emília no País da Gramática</em> (1934), na qual defendia uma gramática normativa revisada. Meses depois, seu livro <em>História do Mundo Para Crianças</em> sofreu crítica, censura e perseguição da Igreja Católica.</p>
<p>Aceitou o convite para ingressar na Academia Paulista de Letras e, com isso, apresentou um dossiê de sua campanha em prol do petróleo, <em>O Escândalo do Petróleo</em> (1936) <sup id="cite_ref-ESCANDALO_3-0" class="reference">[4]</sup>, no qual acusava o governo de <em>&#8220;não perfurar e não deixar que se perfure&#8221;</em>. O livro esgotou várias edições em menos de um mês. Aturdido, o governo de Getúlio Vargas proibiu e mandou recolher todas as edições. Em seguida, morreu Heitor de Moraes, seu correspondente e grande amigo.</p>
<p>Com isso, criou a União Jornalística Brasileira, uma empresa destinada a redigir e distribuir notícias pelos jornais. Em fevereiro de 1939 morreu Guilherme, seu terceiro filho. Abalado, Monteiro Lobato enviou uma carta ao ministro de Agricultura, que precipitara a abertura de um inquérito sobre o petróleo. Recebeu convite de Getúlio Vargas para dirigir um ministério de Propaganda, mas Lobato recusou. Numa outra carta ao presidente, fez severas críticas à política brasileira de minérios <sup id="cite_ref-CARTA_4-0" class="reference">[5]</sup>. O teor da carta foi tido como subversivo e desrespeitoso e isso fez com que fosse detido pelo Estado Novo, acusado de tentar desmoralizar o Conselho Nacional do Petróleo, ironicamente presidido à época pelo general Horta Barbosa que foi o responsável por colocar Lobato atrás das grades do Presídio Tiradentes <sup id="cite_ref-5" class="reference">[6]</sup> e que, abraçando as idéias de Lobato, se tornaria em 1947 um dos maiores líderes da nacionalista Campanha do Petróleo. Lobato foi condenado a seis meses de prisão, e permaneceu encarcerado de março a junho de 1941.</p>
<p>Uma campanha promovida por intelectuais e amigos conseguiu fazer com que Getúlio Vargas concedesse o indulto que o libertaria, reduzindo a pena de seis para três meses na prisão. Apesar disso, Lobato continuou sendo perseguido e o governo fazia de tudo para abafar suas ideias. Foi então que passou a denunciar as torturas e maus tratos praticados pela polícia do Estado Novo.</p>
<dl>
<dd>
<div class="noprint"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/ef/Crystal_Clear_app_xmag.png/18px-Crystal_Clear_app_xmag.png" alt="" width="18" height="18" /><em>Ver artigo principal: Companhia Petróleos do Brasil</em></div>
</dd>
</dl>
<p>Curiosamente o petróleo no Brasil seria encontrado, por uma ironia da história, em um local chamado Lobato (Salvador) em 1939 e justamente pelo então ministro da agricultura Dr. Fernando de Souza Costa que fora justamente o secretário da agricultura do Dr. Júlio Prestes, que, na década de 1920, procurara petróleo em São Paulo.</p>
<h3><span id="O_fim" class="mw-headline">O fim</span></h3>
<p>Mesmo em liberdade, Monteiro Lobato não teve mais tranquilidade, e seu filho mais velho, Edgar, morreu em fevereiro de 1942, exatamente três anos depois do falecimento de Guilherme.</p>
<p>Em 1943 foi fundada a Editora Brasiliense por Caio Prado Júnior, que negociou com Lobato a publicação de suas obras completas. Logo em seguida, por ironia do destino, recusou a indicação para a Academia Brasileira de Letras. Entretanto integrou a delegação paulista do I Congresso Brasileiro de Escritores reunidos em São Paulo, que divulgou, no encerramento, uma declaração de princípios exigindo legalidade democrática como garantia da completa liberdade de expressão do pensamento e redemocratização plena do país.</p>
<p>Suas companhias foram liquidadas e a censura da ditadura faz com que Lobato se aproximasse dos comunistas, chegando a receber convite do Partido Comunista para integrar a bancada de candidatos. Recusou, mas enviou uma nota de saudação que foi lida por Luís Carlos Prestes num grande comício realizado em 1945, no estádio do Pacaembu. Meses depois foi publicado <em>Nasino</em>, edição italiana de <em>Narizinho</em>, ilustrada por Vincenzo Nicoletti. Em maio <em>A Menina do Narizinho Arrebitado</em> foi transformada em radionovela para crianças pela Rádio Globo no Rio de Janeiro.</p>
<p>Tornou-se diretor do Instituto Cultural Brasil-URSS, mas foi obrigado a se afastar do cargo em setembro de 1945, quando foi levado para ser operado às pressas de um cisto no pulmão. A entrevista que concedeu ao Diário de São Paulo causou grande repercussão e, em 1946, muda-se para Buenos Aires, na Argentina, <em>&#8220;atraído pelos belos e gordos bifes, pelo magnífico pão branco e fugindo da escassez que assolava o Brasil&#8221;</em>, conforme declarou à imprensa. Antes de partir, tornou-se sócio da Editora Brasiliense a convite de Caio Prado Júnior que, na sua editora, preparava as <em>Obras Completas</em> já traduzidas para o espanhol e editadas na Argentina. Em outubro fundou a Editorial Acteon, com Manuel Barreiro, Miguel Pilato e Ramón Prieto.</p>
<p>Voltou em 1947 por não se ambientar ao clima local e, em entrevista aos repórteres que o aguardavam no aeroporto, classificou o governo de Eurico Gaspar Dutra de <em>&#8220;Estado Novíssimo, no qual a constituição seria pendurada (suspensa) num ganchinho no quarto dos badulaques&#8221;</em>. Dessa indignação surgiu o seu último livro <em>Zé Brasil</em>, publicado pela Editorial Vitória, em que Lobato mais uma vez reelaborava o seu personagem Jeca Tatu, transformando-o em trabalhador sem-terra e esmagado pelo latifúndio. Diante da proibição das atividades do Partido Comunista em todo o país, determinada pelo ministro da Justiça, escreveu <em>A Parábola do Rei Vesgo</em> para um comício de protesto, lido e aclamado pela multidão reunida no Vale do Anhangabaú, na noite de 18 de junho. O texto refletia o desencanto de Lobato com a democracia restritiva do general Dutra. Em dezembro foi a Salvador assistir a opereta <em>Narizinho Arrebitado</em>. Lobato escreveria novo libreto para o espetáculo, considerado a sua última criação infantil. Publicou <em>O Problema Econômico de Cuba</em>, também a sua última tradução.</p>
<p>Em abril de 1948 sofreu um primeiro espasmo vascular que afetou a sua motricidade. Mesmo assim, afiliou-se à revista Fundamentos e publicou os folhetos <em>De Quem É o Petróleo na Bahia</em> e <em>Georgismo e Comunismo</em>.</p>
<p>Dois dias após conceder a Murilo Antunes Alves, da Rádio Record, a sua última entrevista, Monteiro Lobato sofreu um segundo espasmo cerebral e faleceu às 4 horas da madrugada, no dia 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade. Sob forte comoção nacional, seu corpo foi velado na Biblioteca Municipal de São Paulo e o sepultamento realizado no Cemitério da Consolação.</p>
<p>O Repórter Esso, na voz de Heron Domingues, assim anunciou sua morte, depois de um pequeno silêncio:</p>
<table style="background-color: transparent; border-collapse: collapse; border-style: none;" cellpadding="10" align="center">
<tbody>
<tr>
<td width="20" valign="top"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/4d/Cquote1.svg/20px-Cquote1.svg.png" alt="Cquote1.svg" width="20" height="15" /></td>
<td><em>Agora uma notícia que entristece a todos: Acaba de falecer o grande escritor patrício Monteiro Lobato</em>!</td>
<td valign="bottom"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1a/Cquote2.svg/20px-Cquote2.svg.png" alt="Cquote2.svg" width="20" height="15" /></p>
<div>— <small><strong>Heron Domingues</strong></small></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Sua vida e sua obra ainda hoje servem de inspiração e exemplo para milhares de crianças, jovens e adultos do Brasil.</p>
<h3><span id="Disputa" class="mw-headline">Disputa</span></h3>
<p>Em 1996, os herdeiros de Monteiro Lobato tomaram a iniciativa de sugerir à Editora Brasiliense, até então detentora única das obras (conforme acordo assinado entre Lobato e Caio Prado Júnior em 1945) a reformulação dos livros e da coleção infantil, a fim de que apresentassem um aspecto moderno com relação a ilustrações coloridas e nova paginação.</p>
<p>Essas tentativas continuaram em 1997 e fracassaram, simplesmente porque a editora não efetuou o investimento necessário, continuando a publicar os livros com ilustrações em branco e preto como fazia há décadas e continuou a fazer. Com isso, desde 1998, a obra de Monteiro Lobato virou centro de uma polêmica entre a Brasiliense e os herdeiros, que a acusam de negligenciar a obra. Há o desejo de uma divulgação maior e edições melhores. Entre os editores há o desejo de reciclar o texto dos livros.</p>
<p>São várias as ações movidas pelos herdeiros contra a Brasiliense, como contrato de cessão a terceiros (no caso à Editora Saraiva) e a publicação de um livro falsamente atribuído a Monteiro Lobato, que a editora intitulou <em>Contos Escolhidos</em>, sem autorização da família. Por outro lado, a Brasiliense alega ter um contrato <em>ad infinitum</em> assinado por Monteiro Lobato quando vivo.</p>
<p>Em setembro de 2007, por meio de acordo com os herdeiros, o STJ estabeleceu a rescisão contratual definitiva e concedeu à Editora Globo os direitos exclusivos sobre a obra de Monteiro Lobato, até 2018, ano em que o legado do autor deverá entrar em domínio público, pois se passarão 70 anos de sua morte.</p>
<h2>Negrinha Monteiro Lobato</h2>
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<h2>Monteiro Lobato Sitio do Picapau Amarelo</h2>
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<h2>Referências:</h2>
<ul>
<li>Site não oficial: <a href="http://diademonteirolobato.blogspot.com/">Monteiro Lobato</a></li>
<li><a href="http://diademonteirolobato.blogspot.com/2010/04/monteiro-lobato-biografia.html">Biografia monteiro lobato</a></li>
<li><a href="http://diademonteirolobato.blogspot.com/2010/04/monteiro-lobato-obras.html">Monteiro Lobato Obras</a></li>
<li><a href="http://www.monteirolobato.tur.br/">Cidade Monteiro Lobato</a></li>
<li><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1bulas_(livro)">Monteiro Lobato Fabulas</a></li>
</ul>
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		<title>Maysa</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Dec 2011 16:29:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O que é</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Maysa Figueira Monjardim, mais conhecida como Maysa Matarazzo ou simplesmente Maysa (São Paulo ou Rio de Janeiro , 6 de junho de 1936 — Niterói, 22 de janeiro de 1977), foi uma cantora, compositora e atriz brasileira. Biografia Maysa nasceu na capital paulista numa família tradicional do Espírito Santo que logo se mudou para o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-184" href="http://www.oquee.net/biografia/maysa.html/attachment/maysa-matarazzo"><img class="alignleft size-medium wp-image-184" title="maysa-matarazzo" src="http://www.oquee.net/wp-content/uploads/2009/01/maysa-matarazzo-204x300.jpg" alt="maysa-matarazzo" width="204" height="300" /></a><strong>Maysa Figueira Monjardim</strong>, mais conhecida como <strong>Maysa Matarazzo</strong> ou simplesmente <strong>Maysa</strong> (São Paulo ou Rio de Janeiro , 6 de junho de 1936 — Niterói, 22 de janeiro de 1977), foi uma cantora, compositora e atriz brasileira.</p>
<p><strong>Biografia</strong><br />
Maysa nasceu na capital paulista numa família tradicional do Espírito Santo que logo se mudou para o Rio de Janeiro. Em 1947, transferiram-se para Bauru, no interior paulista. Logo depois, mudaram-se novamente para a capital. Mesmo fixada em São Paulo, a família ainda mudaria de endereço várias vezes.</p>
<p>Maysa estudou nos tradicionais colégios paulistanos Assunção, Sacré-Cœur de Marie. As férias, ela passava em Vitória, onde reencontrava os tios e os primos.</p>
<p>Casou-se aos dezoito anos com o empresário André Matarazzo, dezessete anos mais velho, amigo de seus pais, e membro da conhecida família italo-brasileira Matarazzo de cuja união nasceu Jayme Monjardim Matarazzo, diretor de telenovelas e cinema, que foi criado pela avó e, posteriormente, num colégio interno na Espanha.</p>
<p>Separada do marido (1959), que se opôs à carreira musical, e com o temperamento boêmio herdado de seu pai, teve relacionamentos amorosos com o compositor Ronaldo Bôscoli, o empresário Miguel Azanza, o ator Carlos Alberto, o maestro Julio Medaglia, dentre vários outros.</p>
<p><span id="more-183"></span></p>
<p>Fez inúmeras temporadas de sucesso em diversas casas de São Paulo — como o João Sebastião Bar — e no Rio de Janeiro — como o Au Bon Gourmet dentre outras casas tradicionais e famosas. Excursionou pela América Latina, passando diversas vezes por Buenos Aires, Montevidéu e Lima. Apresentou-se em Paris, Lisboa e Luanda. A lua-de-mel com André Matarazzo consistiu numa viagem por toda a Europa, passando primeiro por Buenos Aires (na Argentina).</p>
<p>O uso de álcool e moderadores de apetite deixavam seu temperamento instável. Foram conhecidos os escândalos que promoveu em hotéis e aviões de diversos países. Tentou o suicídio várias vezes. Supõe-se que o efeito de anfetaminas somado à ingestão de álcool, teria provocado o acidente de carro, na Ponte Rio-Niterói, que a matou, quando dirigia a &#8220;Brasilia azul&#8221; em alta velocidade, indo para a casa de praia em Maricá, litoral fluminense.</p>
<h2><span class="mw-headline">Biografia</span></h2>
<p>Maysa nasceu na capital paulista numa família tradicional do Espírito Santo que logo se mudou para o Rio de Janeiro. Em 1947, transferiram-se para Bauru, no interior paulista. Logo depois, mudaram-se novamente para a capital. Mesmo fixada em São Paulo, a família ainda mudaria de endereço várias vezes.</p>
<p>Maysa estudou nos tradicionais colégios paulistanos Assunção, <em>Sacré-Cœur de Marie</em>. As férias, ela passava em Vitória, onde reencontrava os tios e os primos.</p>
<p>Casou-se aos dezoito anos com o empresário André Matarazzo, dezessete anos mais velho, amigo de seus pais, e membro da conhecida família italo-brasileira Matarazzo de cuja união nasceu Jayme Monjardim Matarazzo, diretor de telenovelas e cinema, que foi criado pela avó e, posteriormente, num colégio interno na Espanha.</p>
<p>Separada do marido (1959), que se opôs à carreira musical, e com o temperamento boêmio herdado de seu pai, teve relacionamentos amorosos com o compositor Ronaldo Bôscoli, o empresário Miguel Azanza, o ator Carlos Alberto, o maestro Julio Medaglia, dentre vários outros.</p>
<p>Fez inúmeras temporadas de sucesso em diversas casas de São Paulo — como o João Sebastião Bar — e no Rio de Janeiro — como o Au Bon Gourmet dentre outras casas tradicionais e famosas. Excursionou pela América Latina, passando diversas vezes por Buenos Aires, Montevidéu e Lima. Apresentou-se em Paris, Lisboa e Luanda. A lua-de-mel com André Matarazzo consistiu numa viagem por toda a Europa, passando primeiro por Buenos Aires (na Argentina).</p>
<p>O uso de álcool e moderadores de apetite deixavam seu temperamento instável. Foram conhecidos os escândalos que promoveu em hotéis e aviões de diversos países. Tentou o suicídio várias vezes. Supõe-se que o efeito de anfetaminas somado à ingestão de álcool, teria provocado o acidente de carro, na Ponte Rio-Niterói, que a matou, quando dirigia a &#8220;Brasilia azul&#8221; em alta velocidade, indo para a casa de praia em Maricá, litoral fluminense.</p>
<h2><span class="mw-headline">Carreira</span></h2>
<p>Manteve contato com vários músicos da Bossa Nova, com os quais pôde expandir referências musicais. Excursionou pelo país ao lado do pianista Pedrinho Mattar, lotando casas de espetáculos como a <em>Urso Branco</em> , São Paulo.</p>
<h3><span class="mw-headline">Estilo</span></h3>
<p>As composições e as canções foram escolhidas de maneira a formar um repertório sob medida para o seu timbre, que não era o de uma voz vulgar &#8212; pelo contrário, possuía um viés melancólico e triste, que se tornou emblemática do gênero <em>fossa</em> ou samba-canção. Ao lado de Maysa, destacam-se Nora Ney, Ângela Maria e Dolores Duran. O gênero, comparado ao bolero, pela exaltação do tema amor-romântico ou pelo sofrimento de um amor não realizado, foi chamado também de <em>dor-de-cotovelo</em>. O <em>samba canção</em> (surgido na década de 30) antecedeu o movimento da <em>bossa nova</em> (surgido ao final da década de 50, em 1957), com o qual Maysa se identificou. Mas este último representou um refinamento e uma maior leveza nas melodias e interpretações em detrimento do drama e das melodias ressentidas, da dor-de-cotovelo. O legado de Maysa, ainda que aponte para dívidas históricas com a <em>bossa</em>, é o de uma cantora de voz mais arrastada do que as intérpretes da <em>bossa</em> e por isso aproxima-se antes do bolero.</p>
<p>Foram celebrizadas as seguintes interpretações: <em>Felicidade Infeliz</em> (Maysa), <em>Solidão</em> (Antônio Bruno), <em>Bom dia, Tristeza</em> (Adoniran Barbosa/ Vinicius de Moraes), <em>Tristeza</em> (Haroldo Lobo/ Niltinho), <em>Ne Me Quitte Pas</em> (Jacques Brel) e <em>Bloco da Solidão</em> (Jair Amorim/ Evaldo Gouveia). Também foram consagradas as seguintes interpretações: <em>Adeus</em>, <em>Agonia</em>, <em>Dindi</em>, <em>Eu sei que vou te amar</em>, <em>Marcada</em>, <em>Meu mundo caiu</em>, <em>Não vou querer</em>, <em>Ouça</em>, <em>Resposta</em>, <em>Rindo de mim</em>, <em>Tarde triste</em>, <em>O barquinho</em>.</p>
<p>Contemporânea da compositora e cantora Dolores Duran, Maysa compôs 26 canções, numa época em que havia poucas mulheres nessa atividade. Todas foram gravadas em <em>Maysa por ela mesma</em>, que alcançou grande sucesso. Maysa interpretava de maneira muito singular, personalista, com toda a voz, sentimento e expressão. Um canto gutural, ensejando momentos de solidão e de grande expressão afetiva. Um dos momentos antológicos desta caracterização dramática foi a apresentação, em 1974, de <em>Chão de Estrelas</em> (Silvio Caldas e Orestes Barbosa), e de <em>Ne Me Quitte Pas</em> (10 de junho de 1976), tendo sido apresentadas em duas edições do programa <em>Fantástico</em> da Rede Globo. Esse <em>estilo Maysa</em> exerceu influência nas gerações seguintes, com grande ascendência nas obras de Simone, Cazuza, Leila Pinheiro, Fafá de Belém, Ângela Rô Rô, entre outros.</p>
<p>Em 1977, um trágico acidente automobilístico na Ponte Rio-Niterói encerrava a carreira e o brilho da estrela, que foi um dos grandes nomes da música brasileira.</p>
<p>A carreira está sendo retratada pela Rede Globo na microssérie Maysa &#8211; Quando Fala o Coração, tendo estreado em 5 de janeiro de 2009. A série é de autoria de Manuel Carlos, protagonizada pela estreante atriz Larissa Maciel e dirigida por Jayme Monjardim, filho da cantora.</p>
<h2><span class="mw-headline">Discografia</span></h2>
<ul>
<li>Convite para ouvir Maysa (1956) RGE 10 polg</li>
<li>Maysa (1957) RGE LP</li>
<li>Convite para ouvir Maysa nº 2 (1958) RGE LP</li>
<li>Convite para ouvir Maysa nº 3 (1958) RGE LP</li>
<li>Convite para ouvir Maysa nº 4 (1959) RGE LP</li>
<li>Maysa é Maysa&#8230; é Maysa&#8230; é Maysa (1959) LP</li>
<li>Maysa canta sucessos (1960) LP</li>
<li>Voltei (1960) LP</li>
<li>Barquinho (1961) Columbia LP</li>
<li>Maysa, amor&#8230; e Maysa (1961) LP</li>
<li>Canção do amor mais triste (1962) LP</li>
<li>Maysa (1964) LP</li>
<li>Maysa (1966) LP</li>
<li>Canecão apresentação Maysa (1969) Copacabana LP</li>
<li>Maysa (1969) LP</li>
<li>Ando só numa multidão de amores (1970) Philips LP</li>
<li>Maysa (1974) Evento LP</li>
<li>Para sempre Maysa (1977) RGE LP Álbum duplo</li>
<li>Convite para ouvir Maysa [S/D] LP</li>
<li>Maysa por ela mesma (1991) RGE CD</li>
<li>Canecão apresenta Maysa (1992) Movieplay CD</li>
<li>Tom Jobim por Maysa (1997) RGE CD</li>
<li>Barquinho (2000) Sony Music/Columbia CD</li>
<li>Simplesmente Maysa-Vol. 1 a 4 (2000) CD</li>
</ul>
<h2><span class="mw-headline">Curiosidade</span></h2>
<p>Num dos programas <em>Show do dia 7</em>, da TV Record, canal 7 de São Paulo, nos anos 1960, os artistas tinham que cumprir tarefas. A Maysa coube destrinchar um frango. Sonia Ribeiro, a apresentadora, ofereceu-lhe uma tesoura de cortar frango (trinchante). Para surpresa de todos, Maysa pegou o frango com as mãos e o cortou todo nas juntas ignorando a apresentadora.</p>
<div id="crp_related"><h2>O que é</h2><ul><li><a href="http://www.oquee.net/biografia/ronaldo-boscoli.html" rel="bookmark" class="crp_title">Ronaldo boscoli</a></li><li><a href="http://www.oquee.net/biografia/jayme-monjardim.html" rel="bookmark" class="crp_title">Jayme Monjardim</a></li><li><a href="http://www.oquee.net/biografia/renato-consorte.html" rel="bookmark" class="crp_title">Renato Consorte</a></li><li><a href="http://www.oquee.net/michael-jackson/michael-jackson.html" rel="bookmark" class="crp_title">Michael Jackson</a></li><li><a href="http://www.oquee.net/musica/o-teatro-magico.html" rel="bookmark" class="crp_title">O Teatro Mágico</a></li></ul></div>]]></content:encoded>
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