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		<title>Dia do Indio</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Apr 2010 23:04:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O que é</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dia do Indio]]></category>
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		<description><![CDATA[Saiba mais sobre o Dia do Indio Para entendermos a data, devemos voltar para 1940. Neste ano, foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste contimente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1>Saiba mais sobre o Dia do Indio</h1>
<p>Para entendermos a data, devemos voltar para 1940. Neste ano, foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste contimente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”.</p>
<h2>19 de Abril, o Dia do Indio</h2>
<p>No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia<br />
<strong>19 de abril</strong>, que depois foi escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio.</p>
<p>Referências / Relacionados:</p>
<ul>
<li><a rel="nofollow" href="http://sitediadoindio.blogspot.com/"><b>Dia do indio</b></a></li>
<li><a rel="nofollow"  href="http://www.diadasmaes.net/">Dia das maes</a></li>
<li><a rel="nofollow" href="http://apascoa.net/">Pascoa</a></li>
<li><a rel="nofollow"  href="http://sitediadoindio.blogspot.com/2010/04/indios-fotos.html">Fotos de indio</a></li>
<li><a rel="nofollow"  href="http://diadamulher.tudoblogs.com/">Dia da mulher</a></li>
</ul>
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		<title>São Jorge &#8211;  Dia 23 de abril</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Apr 2010 22:59:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O que é</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[santos]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[dicas]]></category>
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		<description><![CDATA[São Jorge é o santo patrono da Inglaterra, Portugal, Geórgia, Catalunha, Lituânia, da cidade de Moscou e, extra-oficialmente, da cidade do Rio de Janeiro (título oficialmente atribuído a São Sebastião), além de ser padroeiro dos escoteiros e do S.C Corinthians Paulista. No dia 23 de Abril comemora-se seu martírio. Ele também é lembrado no dia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-337" title="250px-stgeorge-dragon" src="http://www.oquee.net/wp-content/uploads/2009/04/250px-stgeorge-dragon.jpg" alt="250px-stgeorge-dragon" width="250" height="319" /><strong>São Jorge</strong> é o santo patrono da Inglaterra, Portugal, Geórgia, Catalunha, Lituânia, da cidade de Moscou e, extra-oficialmente, da cidade do Rio de Janeiro (título oficialmente atribuído a São Sebastião), além de ser padroeiro dos escoteiros e do S.C Corinthians Paulista. No dia 23 de Abril comemora-se seu martírio. Ele também é lembrado no dia 3 de novembro, quando, por toda parte, se comemora a reconstrução da igreja dedicada a ele, em Lida (Israel), onde se encontram suas relíquias, erguida a mando do imperador romano Constantino I. Há uma tradição que aponta o ano 303 como ano da sua morte. Apesar de sua história se basear em documentos lendários e apócrifos (decreto gelasiano do século VI), a devoção a São Jorge se espalhou por todo o mundo. A devoção a São Jorge pode ter também suas origens na mitologia nórdica, pela figura de Sigurd, o caçador de dragões</p>
<p><strong>História</strong></p>
<p>De acordo com a lenda, Jorge teria nascido na antiga Capadócia, região do sudeste da Anatólia que, atualmente, faz parte da República da Turquia. Ainda criança, mudou-se para a Palestina com sua mãe após seu pai morrer em batalha. Sua mãe, ela própria originária da Palestina, Lida, possuía muitos bens e o educou com esmero. Ao atingir a adolescência, Jorge entrou para a carreira das armas, por ser a que mais satisfazia à sua natural índole combativa. Logo foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade — qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde da Capadócia. Aos 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo a função de Tribuno Militar.</p>
<p>Nesse tempo sua mãe faleceu e ele, tomando grande parte nas riquezas que lhe ficaram, foi-se para a corte do Imperador. Vendo, Jorge, que urdia tanta crueldade contra os cristãos, parecendo-lhe ser aquele tempo conveniente para alcançar a verdadeira salvação, distribuiu com diligência toda a riqueza que tinha aos pobres.</p>
<p>O imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos e no dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses.</p>
<p>Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo. Indagado por um cônsul sobre a origem dessa ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da Verdade. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: &#8220;O que é a Verdade?&#8221;. Jorge respondeu-lhe: &#8220;A Verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e Nele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade.&#8221;</p>
<p>Como Jorge mantinha-se fiel ao cristianismo, o imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Todavia, Jorge reafirmava sua fé, tendo seu martírio aos poucos ganhado notoriedade e muitos romanos tomado as dores daquele jovem soldado, inclusive a mulher do imperador, que se converteu ao cristianismo. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito, mandou degolá-lo no dia 23 de abril de 303, em Nicomédia (Ásia Menor).</p>
<p>Os restos mortais de São Jorge foram transportados para Lida (Antiga Dióspolis), cidade em que crescera com sua mãe. Lá ele foi sepultado, e mais tarde o imperador cristão Constantino, mandou erguer suntuoso oratório aberto aos fiéis para que a devoção ao santo fosse espalhada por todo o Oriente.</p>
<p>Pelo século V, já havia cinco igrejas em Constantinopla dedicadas a São Jorge. Só no Egito, nos primeiros séculos após sua morte, construíram-se quatro igrejas e quarenta conventos dedicados ao mártir. Na Armênia, em Bizâncio, no Estreito de Bósforo na Grécia, São Jorge era inscrito entre os maiores santos da Igreja Católica.</p>
<p><span id="more-336"></span><br />
<strong>Disseminação da devoção a São Jorge</strong></p>
<p>Na Itália, era padroeiro da cidade de Gênova. Frederico III da Alemanha dedicou a ele uma Ordem Militar. Na França, Gregório de Tours era conhecido por sua devoção ao santo cavaleiro; o Rei Clóvis dedicou-lhe um mosteiro, e sua esposa, Santa Clotilde, mandou erguer várias igrejas e conventos em sua honra. A Inglaterra foi o país ocidental onde a devoção ao santo teve papel mais relevante.</p>
<p>O monarca Eduardo III colocou sob a proteção de São Jorge a Ordem da Jarreteira, fundada por ele em 1330. Por considerá-lo o protótipo dos cavaleiros medievais, o rei inglês Ricardo I, comandante de uma das primeiras Cruzadas, constituiu São Jorge padroeiro daquelas expedições que tentavam conquistar a Terra Santa dos muçulmanos. No século XIII, a Inglaterra já celebrava o dia dedicado ao santo e, em 1348, criou a Ordem dos Cavaleiros de São Jorge. Os ingleses acabaram por adotar São Jorge como padroeiro do país, imitando os gregos, que também trazem a cruz de São Jorge na sua bandeira.</p>
<p>Ainda durante a Grande Guerra, muitas medalhas de São Jorge foram cunhadas e oferecidas aos enfermeiros militares e às irmãs de caridade que se sacrificaram ao tomar conta dos feridos de guerra.</p>
<p>As artes, também, divulgaram amplamente a imagem do santo. Em Paris, no Museu do Louvre, há um quadro famoso de Rafael, intitulado São Jorge vencedor do Dragão. Na Itália, existem diversos quadros célebres, como um de autoria de Donatello.</p>
<p>A imagem brasileira de São Jorge seria, possivelmente, de autoria de Martinelli.</p>
<p><strong>Padroeiro da Inglaterra</strong></p>
<p>Não há consenso, porém, a respeito da maneira como teria se tornado patrono da Inglaterra. Seu nome era conhecido pelos ingleses e irlandeses muito antes da conquista normanda, o que leva a crer que os soldados que retornavam das cruzadas influíram bastante na disseminação de sua popularidade. Acredita-se que o santo tenha sido escolhido o padroeiro do reino quando o rei Eduardo III fundou a Ordem da Jarreteira, também conhecida como Ordem dos Cavaleiros de São Jorge, em 1348.De acordo com a história da Ordem da Jarreteira, Rei Artur, no século VI,colocou a imagem de São Jorge em suas bandeiras.[2] Em 1415, a data de sua comemoração tornou-se um dos feriados mais importantes do país.</p>
<p>Hoje em dia na Inglaterra, todavia, a festa de São Jorge comemorada todo dia 23 de abril tem tido menos popularidade ao longo das últimas décadas. Algumas rádios locais, como a BBC já chegaram a promover enquetes perguntando qual seria, de acordo com a opinião pública, o orago dos ingleses, e eis que o eleito foi Santo Alba. Muitos fatores contribuíram a isso. Primeiramente por ter sido substituído, segundo bula do Papa Leão XIII de 2 de junho de 1893, por São Pedro como padroeiro da Inglaterra — recomendação que perdura até hoje.</p>
<p>Posteriormente, pelas reformas do Papa Paulo VI, São Jorge foi rebaixado a santo menor de terceira categoria (segundo hierarquia católica), cujo culto seria opcional nos calendários locais e não mais em caráter universal. No entanto, a reabilitação do santo como figura de primeira instância, e arcanjo, lembrando a figura do próprio Jesus Cristo; pelo Papa João Paulo II em 2000, conferiu nova relevância a São Jorge. Atualmente, haja vista a grande popularidade e apelo turístico de festas como a escocesa St. Andrew&#8217;s Day, a irlandesa St. Patrick&#8217;s Day e mesmo a galesa St. Dave&#8217;s Day, têm-se formado grande iniciativa de setores nacionalistas para que o St. George&#8217;s Day volte a gozar da mesma popularidade entre os ingleses como antigamente.</p>
<p>Referência:<br />
- <a href="http://diadesaojorge.blogspot.com/">Dia de São Jorge</a></p>
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		<title>Tiradentes</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Apr 2010 22:55:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O que é</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Tiradentes]]></category>

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		<description><![CDATA[Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (Fazenda do Pombal[1], batizado em 12 de novembro de 1746 — Rio de Janeiro, 21 de abril de 1792) foi um dentista, tropeiro, minerador, comerciante, militar e ativista político que atuou no Brasil colonial, mais especificamente nas capitanias de Minas Gerais e Rio de Janeiro. No Brasil, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oquee.net/wp-content/uploads/2010/04/tiradentes.jpg"><img src="http://www.oquee.net/wp-content/uploads/2010/04/tiradentes.jpg" alt="" title="tiradentes" width="240" height="361" class="aligncenter size-full wp-image-522" /></a></p>
<p><strong>Joaquim José da Silva Xavier</strong>, o Tiradentes (Fazenda do Pombal[1], batizado em 12 de novembro de 1746 — Rio de Janeiro, 21 de abril de 1792) foi um dentista, tropeiro, minerador, comerciante, militar e ativista político que atuou no Brasil colonial, mais especificamente nas capitanias de Minas Gerais e Rio de Janeiro. No Brasil, é reconhecido como mártir da Inconfidência Mineira, patrono cívico do Brasil e herói nacional.</p>
<p>O dia de sua execução, 21 de abril, é feriado nacional. A cidade de Tiradentes (Minas Gerais), antiga Vila de São José do Rio das Mortes, foi nomeada em sua homenagem.</p>
<h2>Biografia Tiradentes</h2>
<p>Nascido em uma fazenda no distrito de Pombal, próximo ao arraial de Santa Rita do Rio Abaixo, à época território disputado entre as vilas de São João del-Rei e São José do Rio das Mortes, na Minas Gerais. O Marquês de Pombal foi arqui-inimigo de Dona Maria I contra a qual Tiradentes conspirou, e que comutou as penas dos inconfidentes.</p>
<p>Joaquim José da Silva Xavier era filho do reinol Domingos da Silva Santos, proprietário rural, e da brasileira Maria Antônia da Encarnação Xavier (prima em primeiro grau de Jose Pereira de Magalhães), tendo sido o quarto dos sete filhos.</p>
<p>Em 1755, após o falecimento de sua mãe, segue junto a seu pai e irmãos para a sede da Vila de São José; dois anos depois, já com onze anos, morre seu pai. Com a morte prematura dos pais, logo sua família perde as propriedades por dívidas. Não fez estudos regulares e ficou sob a tutela de um padrinho, que era cirurgião. Trabalhou como mascate e minerador, tornou-se sócio de uma botica de assistência à pobreza na ponte do Rosário, em Vila Rica, e se dedicou também às práticas farmacêuticas e ao exercício da profissão de dentista, o que lhe valeu o apelido (alcunha) de Tiradentes, um tanto depreciativa. Não teve êxito em suas experiências no comércio.</p>
<p>Com os conhecimentos que adquirira no trabalho de mineração, tornou-se técnico em reconhecimento de terrenos e na exploração dos seus recursos. Começou a trabalhar para o governo no reconhecimento e levantamento do sertão brasileiro. Em 1780, alistou-se na tropa da Capitania de Minas Gerais; em 1781, foi nomeado comandante do destacamento dos Dragões na patrulha do &#8220;Caminho Novo&#8221;, estrada que servia como rota de escoamento da produção mineradora da capitania mineira ao porto Rio de Janeiro. Foi a partir desse período que Tiradentes começou a se aproximar de grupos que criticavam a exploração do Brasil pela metrópole, o que ficava evidente quando se confrontava o volume de riquezas tomadas pelos portugueses e a pobreza em que o povo permanecia. Insatisfeito por não conseguir promoção na carreira militar, tendo alcançando apenas o posto de alferes, patente inicial do oficialato à época, e por ter perdido a função de comandante da patrulha do Caminho Novo, pediu licença da cavalaria em 1787.</p>
<p>Morou por volta de um ano na cidade carioca, período em que idealizou projetos de vulto, como o bondinho do Pão-de-Açúcar e a canalização dos rios Andaraí e Maracanã para a melhoria do abastecimento d&#8217;água no Rio de Janeiro; porém, não obteve aprovação para a execução das obras. Esse desprezo fez com que aumentasse seu desejo de liberdade para a colônia. De volta às Minas Gerais, começou a pregar em Vila Rica e arredores, a favor da independência daquela província. Organizou um movimento aliado a integrantes do clero e da elite mineira, como Cláudio Manuel da Costa, antigo secretário de governo, Tomás Antônio Gonzaga, ex-ouvidor da comarca, e Inácio José de Alvarenga Peixoto, minerador. O movimento ganhou reforço ideológico com a independência das colônias estadunidenses e a formação dos Estados Unidos da América. Ressalta-se que, à época, oito de cada dez alunos brasileiros em Coimbra eram oriundos das Minas Gerais, o que permitiu à elite regional acesso aos ideais liberais que circulavam na Europa.</p>
<h2>Inconfidência Mineira</h2>
<p>Além das influências externas, fatores regionais e econômicos contribuíram também para a articulação da conspiração nas Minas Gerais. Com a constante queda na receita provincial, devido ao declínio da atividade da cana de açúcar, a administração de Martinho de Melo e Castro instituiu medidas que garantissem o quarto, imposto que obrigava os moradores das Minas Gerais a pagar, anualmente, cem arrobas de prata, destinadas à Real Fazenda. A partir da nomeação de Antônio da Cunha Meneses como governador da província, em 1782, ocorreu a marginalização de parte da elite local em detrimento de seu grupo de amigos. O sentimento de revolta atingiu o máximo com a decretação da derrama, uma medida administrativa que permitia a cobrança forçada de impostos atrasados, mesmo que preciso fosse confiscar todo o dinheiro e bens do devedor, a ser executada pelo novo governador das Minas Gerais, Luís Antônio Furtado de Mendonça, 6.º Visconde de Barbacena (futuro Conde de Barbacena), o que afetou especialmente as elites mineiras. Isso se fez necessário para se saldar a dívida mineira acumulada, desde 1762, do quinto, que à altura somava 538 arrobas de ouro em impostos atrasados.</p>
<p>O movimento se iniciaria na noite da insurreição: os líderes da &#8220;inconfidência&#8221; sairiam às ruas de Vila Rica dando vivas à República, com o que ganhariam a imediata adesão da população. Porém, antes que a conspiração se transformasse em revolução, em 15 de março de 1789 foi delatada aos portugueses por Joaquim Silvério dos Reis, coronel, Basílio de Brito Malheiro do Lago, tenente-coronel, e Inácio Correia de Pamplona, luso-açoriano, em troca do perdão de suas dívidas com a Real Fazenda. Anos depois, por sua delação e outros serviços prestados à Coroa, Silvério dos Reis receberia o título de Fidalgo.</p>
<p>Entrementes, em 14 de março, o Visconde de Barbacena já havia suspendido a derrama o que de esvaziara por completo o movimento. Ao tomar conhecimento da conspiração, Barbacena enviou Silvério dos Reis ao Rio para apresentar-se ao vice-rei, que imediatamente (em 7 de maio) abriu uma investigação (devassa). Avisado, o alferes Tiradentes, que estava em viagem licenciada ao Rio de Janeiro escondeu-se na casa de um amigo, mas foi descoberto ao tentar fazer contato com Silvério dos Reis e foi preso em 10 de maio. Dez dias depois o Visconde de Barbacena iniciava as prisões dos inconfidentes em Minas.</p>
<p>Dentre os inconfidentes, destacaram-se os padres Carlos Correia de Toledo e Melo, José da Silva e Oliveira Rolim e Manuel Rodrigues da Costa, o tenente-coronel Francisco de Paula Freire de Andrade, comandante dos Dragões, os coronéis Domingos de Abreu Vieira e Joaquim José dos Reis (um dos delatores do movimento), os poetas Cláudio Manuel da Costa, Inácio José de Alvarenga Peixoto e Tomás Antônio Gonzaga, ex-ouvidor.</p>
<p>Os principais planos dos inconfidentes eram: estabelecer um governo republicano independente de Portugal, criar manufaturas no país que surgiria, uma universidade em Vila Rica e fazer de São João del-Rei a capital. Seu primeiro presidente seria, durante três anos, Tomás Antônio Gonzaga, após o qual haveria eleições. Nessa república não haveria exército – em vez disso, toda a população deveria usar armas, e formar uma milícia quando necessária. Há que se ressaltar que os inconfidentes visavam a autonomia somente da província das Minas Gerais, e em seus planos não estava prevista a libertação dos escravos africanos, apenas daqueles nascidos no Brasil.</p>
<h2>Julgamento e sentença</h2>
<p>Negando a princípio sua participação, Tiradentes foi o único a, posteriormente, assumir toda a responsabilidade pela &#8220;inconfidência&#8221;, inocentando seus companheiros. Presos, todos os inconfidentes aguardaram durante três anos pela finalização do processo. Alguns foram condenados à morte e outros ao degredo; algumas horas depois, por carta de clemência de D. Maria I, todas as sentenças foram alteradas para degredo, à exceção apenas para Tiradentes, que continuou condenado à pena capital, porém não por morte cruel como previam as Ordenações do Reino: Tiradentes foi enforcado.</p>
<p>Os réus foram sentenciados pelo crime de &#8220;lesa-majestade&#8221;, definida, pelas ordenações afonsinas e as Ordenações Filipinas, como traição contra o rei. Crime este comparado à hanseníase pelas Ordenações Filipinas:</p>
<p>-“Lesa-majestade quer dizer traição cometida contra a pessoa do Rei, ou seu Real Estado, que é tão grave e abominável crime, e que os antigos Sabedores tanto estranharam, que o comparavam à lepra; porque assim como esta enfermidade enche todo o corpo, sem nunca mais se poder curar, e empece ainda aos descendentes de quem a tem, e aos que ele conversam, pelo que é apartado da comunicação da gente: assim o erro de traição condena o que a comete, e empece e infama os que de sua linha descendem, posto que não tenham culpa.”</p>
<p><span id="more-521"></span></p>
<p>Por igual crime de lesa-majestade, em 1759, no reinado de D. José I de Portugal, a família Távora, no processo dos Távora, havia padecido de morte cruel.</p>
<p>Em parte por ter sido o único a assumir a responsabilidade, em parte, provavelmente, por ser o inconfidente de posição social mais baixa, haja vista que todos os outros ou eram mais ricos, ou detinham patente militar superior. Por esse mesmo motivo é que se cogita que Tiradentes seria um dos poucos inconfidentes que não era tido como maçom.</p>
<p>E assim, numa manhã de sábado, 21 de abril de 1792, Tiradentes percorreu em procissão as ruas do centro da cidade do Rio de Janeiro, no trajeto entre a cadeia pública e onde fora armado o patíbulo. O governo geral tratou de transformar aquela numa demonstração de força da coroa portuguesa, fazendo verdadeira encenação. A leitura da sentença estendeu-se por dezoito horas, após a qual houve discursos de aclamação à rainha, e o cortejo munido de verdadeira fanfarra e composta por toda a tropa local. Bóris Fausto aponta essa como uma das possíveis causas para a preservação da memória de Tiradentes, argumentando que todo esse espetáculo acabou por despertar a ira da população que presenciou o evento, quando a intenção era, ao contrário, intimidar a população para que não houvesse novas revoltas.</p>
<p>Executado e esquartejado, com seu sangue se lavrou a certidão de que estava cumprida a sentença, tendo sido declarados infames a sua memória e os seus descendentes. Sua cabeça foi erguida em um poste em Vila Rica, tendo sido rapidamente cooptada e nunca mais localizada; os demais restos mortais foram distribuídos ao longo do Caminho Novo: Santana de Cebolas (atual Inconfidência, distrito de Paraíba do Sul), Varginha do Lourenço, Barbacena e Queluz (antiga Carijós, atual Conselheiro Lafaiete), lugares onde fizera seus discursos revolucionários. Arrasaram a casa em que morava, jogando-se sal ao terreno para que nada lá germinasse.</p>
<p>Portanto condenam o réu Joaquim José da Silva Xavier, por alcunha o Tiradentes, alferes que foi do Regimento pago da Capitania de Minas, a que, com baraço e pregão seja conduzido pelas ruas públicas ao lugar da forca, e nela morra morte natural para sempre, e que depois de morto lhe seja cortada a cabeça e levada a Vila Rica, onde no lugar mais público dela, será pregada em um poste alto, até que o tempo a consuma, e o seu corpo será dividido em quatro quartos, e pregados em postes, pelo caminho de Minas, no sítio da Varginha e das Cebolas, onde o réu teve as suas infames práticas, e os mais nos sítios das maiores povoações, até que o tempo também os consuma, declaram o réu infame, e seus filhos e netos tendo-os, e os seus bens aplicam para o Fisco e Câmara Real, e a casa em que vivia em Vila Rica será arrasada e salgada, para que nunca mais no chão se edifique, e não sendo própria será avaliada e paga a seu dono pelos bens confiscados, e mesmo chão se levantará um padrão pelo qual se conserve em memória a infâmia deste abominável réu; [...]<br />
— Sentença proferida contra os réus do levante e conjuração de Minas Gerais</p>
<h2>Referência:</h2>
<p>- <a href="http://sitetiradentes.blogspot.com/">Tiradentes</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Monteiro lobato</title>
		<link>http://www.oquee.net/biografia/monteiro-lobato.html</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Apr 2010 21:55:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O que é</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Monteiro Lobato]]></category>

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		<description><![CDATA[Monteiro Lobato Vida e Obra José Bento Renato Monteiro Lobato (Taubaté, 18 de abril de 1882 – São Paulo, 4 de julho de 1948) foi um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX. Foi um importante editor de livros inéditos e autor de importantes traduções. Seguido a seu precursor Figueiredo Pimentel(&#8220;Contos da Carochinha&#8221;) da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1>Monteiro Lobato Vida e Obra</h1>
<p><strong>José Bento Renato Monteiro Lobato</strong> (Taubaté, 18 de abril de 1882 – São Paulo, 4 de julho de 1948) foi um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX. Foi um importante editor de livros inéditos e autor de importantes traduções. Seguido a seu precursor Figueiredo Pimentel(&#8220;Contos da Carochinha&#8221;) da literatura infantil brasileira, ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo, bem como divertido, de sua obra de livros infantis, que constitui aproximadamente a metade da sua produção literária. A outra metade, consistindo de inúmeros e deliciosos contos (geralmente sobre temas brasileiros), artigos, críticas, crônicas, prefácios, cartas, um livro sobre a importância do petróleo e do ferro e um único romance, O Presidente Negro, o qual não alcançou a mesma popularidade que suas obras para crianças.</p>
<h3><span id="Os_primeiros_anos" class="mw-headline">Os primeiros anos</span></h3>
<p>Criado em um rancho, Monteiro Lobato foi alfabetizado pela mãe Olímpia Augusta Lobato e depois por um professor particular. Aos sete anos, entrou em um colégio. Nessa idade descobrira os livros de seu avô materno, o Visconde de Tremembé, dono de uma biblioteca imensa no interior da casa. Leu tudo o que havia para crianças em língua portuguesa. Nos primeiros anos de estudante já escrevia pequenos contos para os jornaizinhos das escolas que frequentou.</p>
<p>Aos onze anos, em 1893, foi transferido para o Colégio São João Evangelista. Ao receber como herança antecipada uma bengala do pai, que trazia gravada no castão as iniciais J.B.M.L., mudou seu nome de José Renato para José Bento, a fim de utilizá-la. No ano seguinte, os pais o presentearam com uma calça comprida, que usou bastante envergonhado. Em dezembro de 1896 foi para São Paulo e, em janeiro, prestou exames das matérias estudadas na cidade natal, mas foi reprovado no curso preparatório e retornou a Taubaté.</p>
<p>Quando retornou ao Colégio Paulista, fez as suas primeiras incursões literárias como colaborador dos jornaizinhos &#8220;Pátria&#8221;, &#8220;H2S&#8221; e &#8220;O Guarany&#8221;, sob o pseudônimo de Josben e Nhô Dito. Passou a colecionar avidamente textos e recortes que o interessavam, e lia bastante. Em dezembro prestou novamente os exames para o curso preparatório e foi aprovado. Escreveu minuciosas cartas à família, descrevendo a cidade de São Paulo. Colaborou com &#8220;O Patriota&#8221; e &#8220;A Pátria&#8221;. Então, se mudou de vez para São Paulo, e tornou-se estudante interno do Instituto Ciências e Letras.</p>
<p>No ano seguinte, a 13 de junho de 1898, perdeu o pai, José Bento Marcondes Lobato, vítima de congestão pulmonar. Decidiu, pela primeira vez, participar das sessões do Grêmio Literário Álvares de Azevedo do Instituto Ciências e Letras. Sua mãe, vítima de uma depressão profunda, veio a falecer no dia 22 de junho de 1899.</p>
<p>Tendo forte talento para o desenho, pois desde menino retrata a Fazenda Buquira, tornou-se desenhista e caricaturista(como fonte de renda) nessa época. Em busca de aproveitar as suas duas maiores paixões, decidiu ir para São Paulo após completar 17 anos.</p>
<p>Seu sonho era a Faculdade de Belas-Artes, mas, por imposição do avô, que o tinha como um sucessor na administração de seus negócios, acabou ingressando na Faculdade do Largo São Francisco para cursar Direito. Mesmo assim seguiu colaborando em diversas publicações estudantis e fundou, com os colegas de sua turma, a &#8220;Arcádia Acadêmica&#8221;, em cuja sessão inaugural fez um discurso intitulado: <em>Ontem e Hoje</em>. Lobato, a essas alturas, já era elogiado por todos como um comentarista original e dono de um senso fino e sutil, de um &#8220;espírito à francesa&#8221; e de um &#8220;humor inglês&#8221; imbatível, que carregou pela vida afora. Dois anos depois, foi eleito presidente da Arcádia Acadêmica, e colaborou com o jornal &#8220;Onze de Agosto&#8221;, onde escreveu artigos sobre teatro. De tais estudos surgiu, em 1903, o grupo O Cenáculo, fundado junto com Ricardo Gonçalves, Cândido Negreiros, Godofredo Rangel, Raul de Freitas, Tito Lívio Brasil, Lino Moreira e José Antônio Nogueira.</p>
<p>Era anticonvencional por excelência, dizendo sempre o que pensava, agradasse ou não. Defendia a sua verdade com unhas e dentes, contra tudo e todos, quaisquer que fossem as consequências. Venceu um concurso de contos, sendo que o texto <em>Gens Ennuyeux</em> foi publicado no jornal &#8220;Onze de Agosto&#8221;.</p>
<h3><span id="O_advogado" class="mw-headline">O advogado</span></h3>
<p>Em 1904 diplomou-se bacharel em Direito e regressou a Taubaté. No ano seguinte fez planos de fundar uma fábrica de geleias, em sociedade com um amigo, mas passou a ocupar interinamente a promotoria de Taubaté e conheceu Maria Pureza da Natividade (&#8220;Purezinha&#8221;). Em maio de 1907 foi nomeado promotor público em Areias e casou-se com Purezinha, a 28 de março de 1908. Exatamente um ano depois nasceu Marta, a primogênita do casal. Insatisfeito com a vida bucólica de Areias, planejou abrir um estabelecimento comercial de secos e molhados.</p>
<p>Em 1910 associou-se a um negócio de estradas de ferro e nasceu o seu segundo filho, Edgar. Viveu no interior e nas cidades pequenas da região, escrevendo paralelamente para jornais e revistas, como &#8220;Tribuna de Santos&#8221;, &#8220;Gazeta de Notícias&#8221; do Rio de Janeiro e a revistaFon-Fon, para onde também mandava caricaturas e desenhos. Passou a traduzir artigos do <em>Weekly Times</em> para o jornal O Estado de São Paulo, e obras da literatura universal, também enviando artigos para um jornal de Caçapava. Contudo, era visível a sua insatisfação com a vida que levava e com os negócios que não prosperavam.</p>
<p>No ano seguinte, aos 29 anos, Lobato recebeu a notícia do falecimento de seu avô, o Visconde de Tremembé, tornando-se então herdeiro da Fazenda Buquira, para onde se mudou com toda a família. De promotor a fazendeiro, dedicou-se à modernização da lavoura e à criação. Com o lucro dos negócios, abriu um externato em Taubaté, que confiou aos cuidados de seu cunhado. Em 1912 nasceu Guilherme, o seu terceiro filho. Ainda insatisfeito, mas desta vez com a vida na fazenda, planejou explorar comercialmente o Viaduto do Chá, na cidade de São Paulo, em parceria com Ricardo Gonçalves.</p>
<h3><span id="A_fama" class="mw-headline">A fama</span></h3>
<div class="thumb tright"></div>
<p>Em 12 de novembro de 1914, o jornal O Estado de São Paulo publicou o seu artigo <em>Velha Praga</em>. Era véspera de Natal quando o mesmo jornal publicou um conto daquele que mais tarde seria o seu primeiro livro, <em>Urupês</em>. Na Vila de Buquira, , hoje município de Monteiro Lobato (São Paulo), nessa mesma época, envolveu-se com a política e logo a deixou de lado. Sua quarta e última filha, Rute, nasceu em fevereiro de 1916, quando iniciava colaboração na recém fundada Revista do Brasil. Era uma publicação nacionalista que agradou em cheio o gosto de Lobato.</p>
<p>Somente em 1914, como fazendeiro em Buquira, um fato definiria de vez a sua carreira literária: durante o inverno seco daquele ano, cansado de enfrentar as constantes queimadas praticadas pelos caboclos, o fazendeiro escreveu uma &#8220;indignação&#8221; intitulada <em>Velha Praga</em>, e a enviou para a seção Queixas e Reclamações do jornal O Estado de S. Paulo, edição da tarde, o &#8220;<em>Estadinho</em>&#8220;. O jornal, percebendo o valor daquela carta, publicou-a fora da seção que era destinada aos leitores, no que acertou, pois a carta provocou polêmica e fez com que Lobato escrevesse outros artigos como, por exemplo, <em>Urupês</em>, dando vida a um de seus mais famosos personagens, o Jeca Tatu.</p>
<p>Jeca era um grande preguiçoso, totalmente diferente dos caipiras e índios idealizados pela literatura romântica de então. Seu aparecimento gerou uma enorme polêmica, em todo o país, pois o personagem era símbolo do atraso e da miséria que representava o campo no Brasil. Monteiro Lobato conheceu apenas o caipira caboclo, e generalizou o comportamento destes para todos os caipiras, causando então muita polêmica. Foi apoiado por Rui Barbosa e contraditado pelo especialista em caipiras, o folclorista Cornélio Pires, que explicou que Lobato só conheceu o caipira caboclo.</p>
<p>A partir daí, os fatos se sucederam: a geada, (sobre a qual deixou uma crônica), e as dificuldades financeiras levaram-no a vender a fazenda Buquira, em 1916, e a partir com a família para São Paulo, com o intuito de tornar-se um &#8220;escritor-jornalista&#8221;. Fundou, em Caçapava, a revista &#8220;Paraíba&#8221;, e organizou, para o jornal &#8220;O Estado de São Paulo&#8221;, uma imensa e acalentada pesquisa sobre o saci. Lobato percorreu o interior de São Paulo, durante a <em>Grande Geada de 1918</em>, escrevendo um importante crônica a respeito, impressionado que ficou com a queima dos cafezais paulistas. Ainda em 1918, ano dos 4 G (Geada, Greve, I Guerra Mundial e Gripe espanhola), Lobato, escrevia no jornal &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221;, o mais importante jornal da capital, e, como todos os editorialistas acabaram pegando a gripe espanhola, vários editoriais do jornal &#8220;O Estado&#8221;, daqueles dias, foram escritos unicamente por Lobato.</p>
<p>A Fazenda Buquira, a qual Lobato visitava na infância quando pertencia a seu avô, o Visconde de Tremembé, e onde Lobato viu a geada, conheceu o caipira caboclo, e teve inspiração para seus personagens e paisagens de seus livros (como a pequena cachoeira que inspirou o Reino das Águas Claras), é atualmente centro de visitação, sendo que a casa-sede da fazenda ainda se encontra em seu estado original, situada à margem da rodovia atualmente denominada &#8220;<em>Estrada do Livro</em>&#8220;, que liga a cidade de Monteiro Lobato à Caçapava.</p>
<p>Em 20 de dezembro publicou <em>Paranoia ou Mistificação</em>, a famosa crítica desfavorável à exposição de pintura de Anita Malfatti, que culminaria como o estopim para a criação da Semana de Arte Moderna de 1922. Muitos passaram a ver Lobato como reacionário, inclusive os modernistas, mas hoje, após tantos anos, percebe-se que o que Lobato criticava eram os &#8220;ismos&#8221; que vinham da Europa: cubismo, futurismo, dadaísmo, surrealismo, que ele achava que eram &#8220;colonialismos&#8221;, &#8220;europeizações&#8221;, assim como ocorrera com os acadêmicos das gerações anteriores.</p>
<p>Lobato era a favor de uma arte devidamente brasileira, autóctone, criada aqui. Por isso criticou Anita Malfatti, embora admitisse que ela fosse talentosa. Isso tudo gerou o estranhamento entre ele e os modernistas mas, no fundo, todos eles tinham razão, apenas viam as coisas de ângulos diferentes. Mesmo assim Oswald de Andrade continuou a ser um profundo admirador de Lobato: quando ocorrera a Semana de Arte Moderna, as provas de <em>Urupês</em> ficaram dois dias em cima do sofá da <em>garçonière</em> onde Oswald de Andrade se encontrava com os amigos.</p>
<h3><span id="O_editor" class="mw-headline">O editor</span></h3>
<p>Em 1918, Monteiro Lobato comprou a Revista do Brasil e passou a dar espaço para novos talentos, ao lado de pessoas famosas. Tornou-se, dessa forma, um intelectual engajado na causa do nacionalismo, a qual dedicou uma preocupação fundamental, tanto na ficção quanto no ensaio e no panfleto. Crítico de costumes, no qual não faltava a nota do sarcasmo e da caricatura, de sua obra elevou-se largo sopro de humanidade e brasileirismo. Nas mãos de Monteiro Lobato, a Revista do Brasil prosperou e ele pode montar uma empresa editorial, sempre dando espaço para os novatos e divulgando obras de artistas modernistas.</p>
<p>Lobato também foi precursor de algumas ideias muito interessantes no campo editorial. Ele dizia que <em>&#8220;livro é sobremesa: tem que ser posto debaixo do nariz do freguês&#8221;</em>. Com isso em mente, passou a tratar os livros como produtos de consumo, com capas coloridas e atraentes, e uma produção gráfica impecável. Criou também uma política de distribuição, novidade na época: vendedores autônomos e distribuidores espalhados por todo o país. Logo fundou a editora Monteiro Lobato &amp; Cia., depois chamada Companhia Editora Nacional, com a obra <em>O Problema Vital</em>, um conjunto de artigos sobre a saúde pública, seguido pela tese <em>O Saci Pererê: Resultado de um Inquérito</em>. Priveligiava a edição de autores estreantes como a senhora Leandro Dupré, com o sucesso &#8220;Éramos Seis&#8221;. Traduziu também muitos livros e editou obras importantes e polêmicas como &#8220;A Luta pelo Petróleo&#8221;, de Essad Bey, para o qual fez uma introdução tratando da questão do petróleo no Brasil.</p>
<p>Em julho de 1918, dois meses depois da compra, publicou em forma de livro <em>Urupês</em>, com retumbante sucesso e alcançando grande repercussão ao dividir o país sobre a veracidade da figura do caipira, fiel para alguns, exagerada para outros. O livro chamou a atenção de Rui Barbosa que, num discurso em 1919 durante a sua campanha eleitoral, reacendeu a polêmica ao citar Jeca Tatu como um &#8220;protótipo do camponês brasileiro, abandonado à miséria pelos poderes públicos&#8221;. A popularidade fez com que Lobato publicasse, nesse mesmo ano, <em>Cidades Mortas</em> e <em>Ideias de Jeca Tatu</em>.</p>
<p>Em 1920, o conto <em>Os Faroleiros</em> serviu de argumento para um filme dirigido pelos cineastas Antônio Leite e Miguel Milani. Meses depois, publicou <em>Negrinha</em> e <em>A Menina do Narizinho Arrebitado</em>, sua primeira obra infantil, e que deu origem a Lúcia, mais conhecida como a Narizinho do <em>Sítio do Picapau Amarelo</em>. O livro foi lançado em dezembro de 1920 visando aproveitar a época de Natal. A capa e os desenhos eram de Lemmo Lemmi, um famoso ilustrador da época.</p>
<p>Em janeiro de 1921, os anúncios na imprensa noticiaram a distribuição de exemplares gratuitos de <em>A Menina do Narizinho Arrebitado</em> nas escolas, num total de 500 doações, tornando-se um fato inédito na indústria editorial. Fora atendendo um pedido do presidente de São Paulo, Dr. Washington Luís que Lobato era admirador, que fizera o livro. O sucesso entre as crianças gerou continuações: <em>Fábulas de Narizinho</em> (1921), <em>O Saci</em> (1921), <em>O Marquês de Rabicó</em> (1922), <em>A Caçada da Onça</em> (1924), <em>O Noivado de Narizinho</em> (1924), <em>Jeca Tatuzinho</em> (1924) e <em>O Garimpeiro do Rio das Garças</em> (1924), entre outros.</p>
<p>Tais novidades repercutiram em altas tiragens dos livros que editava, a ponto de dedicar-se à editora em tempo integral, entregando a direção da Revista do Brasil a Paulo Prado e Sérgio Millet. A demanda pelos livros era tão grande que ele importou mais máquinas dos Estados Unidos e da Europa para aumentar seu parque gráfico. Porém, uma grave seca cortou o fornecimento de energia elétrica, e a gráfica só podia funcionar dois dias por semana. Por fim, o presidente Artur Bernardes desvalorizou a moeda e suspendeu o redesconto de títulos pelo Banco do Brasil, gerando um enorme rombo financeiro e muitas dívidas ao escritor.</p>
<p>Lobato só teve uma escolha: entrou com pedido de falência em julho de 1925. Mesmo assim não significou o fim de seu projeto editorial. Ele já se preparava para abrir outra empresa, a Companhia Editora Nacional, em sociedade com Octalles Marcondes e, em vista disso, transferiu-se para o Rio de Janeiro.</p>
<p>Os &#8220;produtos&#8221; dessa nova editora abrangiam uma variedade de títulos, inclusive traduções de Hans Staden e Jean de Léry. Além disso, os livros garantiam o &#8220;selo de qualidade&#8221; de Monteiro Lobato, tendo projetos gráficos muito bons e com enorme sucesso de público.</p>
<p>A partir daí, Lobato continuou escrevendo livros infantis de sucesso, especialmente com Narizinho e outros personagens, como Dona Benta, Pedrinho, Tia Nastácia, o boneco de sabugo de milho Visconde de Sabugosa e Emília, a boneca de pano.</p>
<p>Além disso, por não gostar muito das traduções dos livros europeus para crianças, e sendo um nacionalista convicto, criou aventuras com personagens bem ligados à cultura brasileira, recuperando inclusive costumes da roça e lendas do folclore.</p>
<p>Mas não parou por aí. Monteiro Lobato pegou essa mistura de personagens brasileiros e os enriqueceu, &#8216;&#8221;misturando-os&#8221; a personagens da literatura universal, da mitologia grega, dos quadrinhos e do cinema. Também foi pioneiro na literatura paradidática, ensinando história, geografia e matemática, de forma divertida.</p>
<h3><span id="Em_Nova_York" class="mw-headline">Em Nova York</span></h3>
<p>Em 1926, Lobato concorreu a uma vaga na Academia Brasileira de Letras, mas acabou derrotado. Era a segunda vez que isso acontecia. Na primeira vez, em 1921, iria concorrer á vaga de Pedro Lessa, mas desistiu antes da eleição, por não querer fazer as visitas de praxe aos acadêmicos para pedir seus votos. Desta vez, estava concorrendo à vaga do renomado jurista João Luís Alves. Na primeira, recebera um voto no terceiro escrutínio, e, na segunda, dois votos no quarto. Em artigo à imprensa, Múcio Leão chegou a afirmar que esse <em>&#8220;escritor de talento fora duas vezes repelido&#8221;</em>. No mesmo ano saíram em folhetim os livros <em>O Presidente Negro</em> (1926) e <em>&#8220;How Henry Ford is Regarded in Brazil</em> (1926).</p>
<p>Depois, enviou uma carta ao recém empossado Washington Luís, onde defendeu os interesses da indústria editorial. O presidente, reconhecendo nele um representante promissor dos interesses culturais do país, nomeou-o adido comercial nos Estados Unidos, em 1927. Lobato escreve confirmando a tese de Washington Luís de que &#8220;<em>Governar é abrir Estradas</em>&#8220;, as quais Lobato atribui o progresso dos Estados Unidos. Lobato ficara impressionado com a quantidade e qualidade das estradas norte americanas. Monteiro Lobato mudou-se para Nova York e deixou a Companhia sob a direção de seu sócio, Octalles Marcondes Ferreira. Entusiasmado com o progresso material que viu nos Estados Unidos, passou a acompanhar todas as inovações tecnológicas estadunidenses e fez de tudo para convencer o governo brasileiro a propiciar a criação de atividades semelhantes no Brasil. Com interesses voltados no que diz respeito às questões de petróleo e ferro, planejou a fundação da <em>Tupy Publishing Company</em>.</p>
<p>Em Nova York escreveu <em>Mr. Slang e o Brasil</em> (1927), <em>As Aventuras de Hans Staden</em> (1927), <em>Aventuras do Príncipe</em> (1928), <em>O Gato Félix</em> (1928), <em>A Cara de Coruja</em> (1928), <em>O Circo de Escavalinho</em> (1929) e <em>A Pena de Papagaio</em> (1930). As obras infantis que datam dessa época foram publicadas no Brasil e reunidas num único volume, intitulado <em>Reinações de Narizinho</em> (1931).</p>
<p>Foi para Detroit no ano seguinte e, em visita à Ford e a General Motors, organizou uma empresa brasileira para produzir aço pelo processo Smith. Com isso, jogou na Bolsa de Valores de Nova York e perdeu tudo o que tinha com a crise de 1929. Para cobrir suas perdas com a quebra da Bolsa, Lobato vendeu suas ações da Companhia Editora Nacional em 1930. Voltou para São Paulo em 1931 e passou a defender que o &#8220;tripé&#8221; para o progresso brasileiro seria o ferro, o petróleo e as estradas para escoar os produtos.</p>
<p>Entusiasmado com Washington Luís e com seu candidato a presidente, em 1930, o Dr. Júlio Prestes, que, como presidente de São Paulo, realizara explorações de petróleo em território paulista, Lobato dá apoio irrestrito ao candidato Júlio Prestes nas eleições de 1930.</p>
<p>Em 28 de agosto de 1929, em carta ao dr. Júlio Prestes, Monteiro Lobato transmite-lhe votos pela &#8220;vitória na campanha em perspectiva&#8221;, afirmando que:</p>
<table style="background-color: transparent; border-collapse: collapse; border-style: none;" cellpadding="10" align="center">
<tbody>
<tr>
<td width="20" valign="top"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/4d/Cquote1.svg/20px-Cquote1.svg.png" alt="Cquote1.svg" width="20" height="15" /></td>
<td><em>Sua política na presidência significará o que de mais precisa o Brasil: continuidade administrativa!</em></td>
<td valign="bottom"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1a/Cquote2.svg/20px-Cquote2.svg.png" alt="Cquote2.svg" width="20" height="15" /></p>
<div>— <small><strong>Monteiro Lobato<sup id="cite_ref-1" class="reference">[2]</sup></strong></small></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Com a deposição de Washington Luís e o impedimento da posse de Júlio Prestes, começa a antipatia de Lobato por Getúlio Vargas e seu infortúnio.</p>
<h3><span id="O_petr.C3.B3leo" class="mw-headline">O petróleo</span></h3>
<p>Após implantar a Companhia Petróleos do Brasil, e graças à grande facilidade com que foram subscritas suas ações, Monteiro Lobato fundou várias empresas para fazer perfuração de petróleo, como a a Companhia Petróleo Nacional, a Companhia Petrolífera Brasileira e a Companhia de Petróleo Cruzeiro do Sul, e a maior de todas (fundada em julho de 1938) a Companhia Matogrossense de Petróleo, que visava perfurar próximo da fronteira com a Bolívia, país vizinho que já havia encontrado seu petróleo.<sup id="cite_ref-CIAS_2-0" class="reference">[3]</sup>. Com isso Lobato prejudicou os interesses de gente muito importante na política brasileira, e de grandes empresas estrangeiras. Começava a luta que o deixou pobre, doente e desgostoso. Havia interesse oficial em se dizer que no Brasil não havia petróleo. Tendo-os como adversários, passou a enfrentá-los publicamente.</p>
<p>Por alguns anos, seu tempo foi dedicado integralmente à campanha do petróleo, e a sua sobrevivência garantiu-se pela publicação de histórias infantis e da tradução magistral de livros estrangeiros, como <em>O Livro da Selva</em>, de Rudyard Kipling (1933), <em>O Doutor Negro</em>, de <em>Arthur Conan Doyle</em> (1934), <em>Caninos Brancos</em> (1933) e <em>A Filha da Neve</em> (1934), ambos de Jack London, entre outros. Teimava em dizer que era preciso explorar o petróleo nacional para dar ao povo um padrão de vida à altura de suas necessidades. Tentou, sem êxito, organizar uma companhia petrolífera mediante subscrições populares.</p>
<p>Muitas dificuldades apareceram e, mesmo assim, sua produção literária manteve-se e chegou ao ápice. Em <em>América</em> (1932) publicou as suas primeiras impressões sobre a luta na qual se engajara. Em seguida vieram <em>História do Mundo para Crianças</em> (1933), <em>Na Antevéspera</em> e <em>Emília no País da Gramática</em> (1934), na qual defendia uma gramática normativa revisada. Meses depois, seu livro <em>História do Mundo Para Crianças</em> sofreu crítica, censura e perseguição da Igreja Católica.</p>
<p>Aceitou o convite para ingressar na Academia Paulista de Letras e, com isso, apresentou um dossiê de sua campanha em prol do petróleo, <em>O Escândalo do Petróleo</em> (1936) <sup id="cite_ref-ESCANDALO_3-0" class="reference">[4]</sup>, no qual acusava o governo de <em>&#8220;não perfurar e não deixar que se perfure&#8221;</em>. O livro esgotou várias edições em menos de um mês. Aturdido, o governo de Getúlio Vargas proibiu e mandou recolher todas as edições. Em seguida, morreu Heitor de Moraes, seu correspondente e grande amigo.</p>
<p>Com isso, criou a União Jornalística Brasileira, uma empresa destinada a redigir e distribuir notícias pelos jornais. Em fevereiro de 1939 morreu Guilherme, seu terceiro filho. Abalado, Monteiro Lobato enviou uma carta ao ministro de Agricultura, que precipitara a abertura de um inquérito sobre o petróleo. Recebeu convite de Getúlio Vargas para dirigir um ministério de Propaganda, mas Lobato recusou. Numa outra carta ao presidente, fez severas críticas à política brasileira de minérios <sup id="cite_ref-CARTA_4-0" class="reference">[5]</sup>. O teor da carta foi tido como subversivo e desrespeitoso e isso fez com que fosse detido pelo Estado Novo, acusado de tentar desmoralizar o Conselho Nacional do Petróleo, ironicamente presidido à época pelo general Horta Barbosa que foi o responsável por colocar Lobato atrás das grades do Presídio Tiradentes <sup id="cite_ref-5" class="reference">[6]</sup> e que, abraçando as idéias de Lobato, se tornaria em 1947 um dos maiores líderes da nacionalista Campanha do Petróleo. Lobato foi condenado a seis meses de prisão, e permaneceu encarcerado de março a junho de 1941.</p>
<p>Uma campanha promovida por intelectuais e amigos conseguiu fazer com que Getúlio Vargas concedesse o indulto que o libertaria, reduzindo a pena de seis para três meses na prisão. Apesar disso, Lobato continuou sendo perseguido e o governo fazia de tudo para abafar suas ideias. Foi então que passou a denunciar as torturas e maus tratos praticados pela polícia do Estado Novo.</p>
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<div class="noprint"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/ef/Crystal_Clear_app_xmag.png/18px-Crystal_Clear_app_xmag.png" alt="" width="18" height="18" /><em>Ver artigo principal: Companhia Petróleos do Brasil</em></div>
</dd>
</dl>
<p>Curiosamente o petróleo no Brasil seria encontrado, por uma ironia da história, em um local chamado Lobato (Salvador) em 1939 e justamente pelo então ministro da agricultura Dr. Fernando de Souza Costa que fora justamente o secretário da agricultura do Dr. Júlio Prestes, que, na década de 1920, procurara petróleo em São Paulo.</p>
<h3><span id="O_fim" class="mw-headline">O fim</span></h3>
<p>Mesmo em liberdade, Monteiro Lobato não teve mais tranquilidade, e seu filho mais velho, Edgar, morreu em fevereiro de 1942, exatamente três anos depois do falecimento de Guilherme.</p>
<p>Em 1943 foi fundada a Editora Brasiliense por Caio Prado Júnior, que negociou com Lobato a publicação de suas obras completas. Logo em seguida, por ironia do destino, recusou a indicação para a Academia Brasileira de Letras. Entretanto integrou a delegação paulista do I Congresso Brasileiro de Escritores reunidos em São Paulo, que divulgou, no encerramento, uma declaração de princípios exigindo legalidade democrática como garantia da completa liberdade de expressão do pensamento e redemocratização plena do país.</p>
<p>Suas companhias foram liquidadas e a censura da ditadura faz com que Lobato se aproximasse dos comunistas, chegando a receber convite do Partido Comunista para integrar a bancada de candidatos. Recusou, mas enviou uma nota de saudação que foi lida por Luís Carlos Prestes num grande comício realizado em 1945, no estádio do Pacaembu. Meses depois foi publicado <em>Nasino</em>, edição italiana de <em>Narizinho</em>, ilustrada por Vincenzo Nicoletti. Em maio <em>A Menina do Narizinho Arrebitado</em> foi transformada em radionovela para crianças pela Rádio Globo no Rio de Janeiro.</p>
<p>Tornou-se diretor do Instituto Cultural Brasil-URSS, mas foi obrigado a se afastar do cargo em setembro de 1945, quando foi levado para ser operado às pressas de um cisto no pulmão. A entrevista que concedeu ao Diário de São Paulo causou grande repercussão e, em 1946, muda-se para Buenos Aires, na Argentina, <em>&#8220;atraído pelos belos e gordos bifes, pelo magnífico pão branco e fugindo da escassez que assolava o Brasil&#8221;</em>, conforme declarou à imprensa. Antes de partir, tornou-se sócio da Editora Brasiliense a convite de Caio Prado Júnior que, na sua editora, preparava as <em>Obras Completas</em> já traduzidas para o espanhol e editadas na Argentina. Em outubro fundou a Editorial Acteon, com Manuel Barreiro, Miguel Pilato e Ramón Prieto.</p>
<p>Voltou em 1947 por não se ambientar ao clima local e, em entrevista aos repórteres que o aguardavam no aeroporto, classificou o governo de Eurico Gaspar Dutra de <em>&#8220;Estado Novíssimo, no qual a constituição seria pendurada (suspensa) num ganchinho no quarto dos badulaques&#8221;</em>. Dessa indignação surgiu o seu último livro <em>Zé Brasil</em>, publicado pela Editorial Vitória, em que Lobato mais uma vez reelaborava o seu personagem Jeca Tatu, transformando-o em trabalhador sem-terra e esmagado pelo latifúndio. Diante da proibição das atividades do Partido Comunista em todo o país, determinada pelo ministro da Justiça, escreveu <em>A Parábola do Rei Vesgo</em> para um comício de protesto, lido e aclamado pela multidão reunida no Vale do Anhangabaú, na noite de 18 de junho. O texto refletia o desencanto de Lobato com a democracia restritiva do general Dutra. Em dezembro foi a Salvador assistir a opereta <em>Narizinho Arrebitado</em>. Lobato escreveria novo libreto para o espetáculo, considerado a sua última criação infantil. Publicou <em>O Problema Econômico de Cuba</em>, também a sua última tradução.</p>
<p>Em abril de 1948 sofreu um primeiro espasmo vascular que afetou a sua motricidade. Mesmo assim, afiliou-se à revista Fundamentos e publicou os folhetos <em>De Quem É o Petróleo na Bahia</em> e <em>Georgismo e Comunismo</em>.</p>
<p>Dois dias após conceder a Murilo Antunes Alves, da Rádio Record, a sua última entrevista, Monteiro Lobato sofreu um segundo espasmo cerebral e faleceu às 4 horas da madrugada, no dia 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade. Sob forte comoção nacional, seu corpo foi velado na Biblioteca Municipal de São Paulo e o sepultamento realizado no Cemitério da Consolação.</p>
<p>O Repórter Esso, na voz de Heron Domingues, assim anunciou sua morte, depois de um pequeno silêncio:</p>
<table style="background-color: transparent; border-collapse: collapse; border-style: none;" cellpadding="10" align="center">
<tbody>
<tr>
<td width="20" valign="top"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/4d/Cquote1.svg/20px-Cquote1.svg.png" alt="Cquote1.svg" width="20" height="15" /></td>
<td><em>Agora uma notícia que entristece a todos: Acaba de falecer o grande escritor patrício Monteiro Lobato</em>!</td>
<td valign="bottom"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1a/Cquote2.svg/20px-Cquote2.svg.png" alt="Cquote2.svg" width="20" height="15" /></p>
<div>— <small><strong>Heron Domingues</strong></small></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Sua vida e sua obra ainda hoje servem de inspiração e exemplo para milhares de crianças, jovens e adultos do Brasil.</p>
<h3><span id="Disputa" class="mw-headline">Disputa</span></h3>
<p>Em 1996, os herdeiros de Monteiro Lobato tomaram a iniciativa de sugerir à Editora Brasiliense, até então detentora única das obras (conforme acordo assinado entre Lobato e Caio Prado Júnior em 1945) a reformulação dos livros e da coleção infantil, a fim de que apresentassem um aspecto moderno com relação a ilustrações coloridas e nova paginação.</p>
<p>Essas tentativas continuaram em 1997 e fracassaram, simplesmente porque a editora não efetuou o investimento necessário, continuando a publicar os livros com ilustrações em branco e preto como fazia há décadas e continuou a fazer. Com isso, desde 1998, a obra de Monteiro Lobato virou centro de uma polêmica entre a Brasiliense e os herdeiros, que a acusam de negligenciar a obra. Há o desejo de uma divulgação maior e edições melhores. Entre os editores há o desejo de reciclar o texto dos livros.</p>
<p>São várias as ações movidas pelos herdeiros contra a Brasiliense, como contrato de cessão a terceiros (no caso à Editora Saraiva) e a publicação de um livro falsamente atribuído a Monteiro Lobato, que a editora intitulou <em>Contos Escolhidos</em>, sem autorização da família. Por outro lado, a Brasiliense alega ter um contrato <em>ad infinitum</em> assinado por Monteiro Lobato quando vivo.</p>
<p>Em setembro de 2007, por meio de acordo com os herdeiros, o STJ estabeleceu a rescisão contratual definitiva e concedeu à Editora Globo os direitos exclusivos sobre a obra de Monteiro Lobato, até 2018, ano em que o legado do autor deverá entrar em domínio público, pois se passarão 70 anos de sua morte.</p>
<h2>Negrinha Monteiro Lobato</h2>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/1Rn6-GM6__E&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/1Rn6-GM6__E&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h2>Monteiro Lobato Sitio do Picapau Amarelo</h2>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/PHRAXfN5aqY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/PHRAXfN5aqY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h2>Referências:</h2>
<ul>
<li>Site não oficial: <a href="http://diademonteirolobato.blogspot.com/">Monteiro Lobato</a></li>
<li><a href="http://diademonteirolobato.blogspot.com/2010/04/monteiro-lobato-biografia.html">Biografia monteiro lobato</a></li>
<li><a href="http://diademonteirolobato.blogspot.com/2010/04/monteiro-lobato-obras.html">Monteiro Lobato Obras</a></li>
<li><a href="http://www.monteirolobato.tur.br/">Cidade Monteiro Lobato</a></li>
<li><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1bulas_(livro)">Monteiro Lobato Fabulas</a></li>
</ul>
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		<title>Sindrome de ADEM</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Apr 2010 21:35:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O que é</dc:creator>
				<category><![CDATA[Doenças]]></category>
		<category><![CDATA[ADEM]]></category>
		<category><![CDATA[Sindrome de ADEM]]></category>

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		<description><![CDATA[A Mielite Transversa é uma doença neurológica causada por um processo inflamatório das substâncias cinzenta e branca da medula espinhal, e que pode causar desmielinização axonal. O nome é derivado do grego myelós referindo-se à &#8220;espinha dorsal&#8221;, eo sufixo ite, que indica inflamação. É uma doença neurológica rara, que faz parte de um conjunto de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Mielite Transversa</strong> é uma doença neurológica causada por um processo inflamatório das substâncias cinzenta e branca da medula espinhal, e que pode causar desmielinização axonal. O nome é derivado do grego myelós referindo-se à &#8220;espinha dorsal&#8221;, eo sufixo ite, que indica inflamação.</p>
<p>É uma doença neurológica rara, que faz parte de um conjunto de doenças neuroimunológicas do sistema nervoso central. Outras doenças nesse conjunto incluem: Encefalomielite Disseminada Aguda (ADEM), Neurite Óptica, e Neuromielite Óptica (doença de Devic).</p>
<p>Todas essas desordens envolvem ataques inflamatórios no sistema nervoso central. Elas são diferenciadas principalmente pelo local do ataque, e por elas serem ou monofásicas (ocorrência única) ou muiltifásicas (de múltiplos episódios). Essas desordens têm muitos sintomas em comum, e as estratégias de tratamento delas são similares.</p>
<p>Há uma grande variedade na apresentação de sintomas, que são baseados na parte da medula espinhal que foi afetada e na gravidade dos danos na mielina e nos neurônios na medula espinhal. Os sintomas da MT incluem: fraqueza muscular, paralisia, parestesia ou sensações desconfortáveis nos nervos, dor neuropática, espasticidade, fatiga, depressão, e disfunção sexual, intestinal, e vesical. A MT pode ser aguda ou também pode se desenvolver lentamente. Além disso, existem várias variações no diagnóstico da MT.</p>
<h2>Causas</h2>
<p>A MT pode ocorrer isoladamente ou em conjunto com outras doenças. Quando ocorre sem causa subjacente aparente, ela é referida como idiopática. Supõe-se que ela seja um resultado da ativação anormal do sistema imunológico contra a medula espinhal. A MT freqüentemente se desenvolve no ambiente de infecções virais e bacterianas.</p>
<h2>Quadro clínico</h2>
<p>Aproximadamente um terço dos pacientes com MT apresentam uma doença febril (como gripe com febre) pouco antes do início de sintomas neurológicos. Sabe-se que vacinas carregam riscos de desenvolvimento da encefalomielite disseminada aguda (ADEM), que é uma inflamação do cérebro e da medula espinhal.</p>
<p>MT é geralmente uma doença monofásica (ocorre uma só vez); entretanto, uma porcentagem pequena dos pacientes pode sofrer uma recorrência, especialmente se há uma doença subjacente que predispõe.</p>
<p><span id="more-515"></span></p>
<h2>Tratamento</h2>
<p>Corticosteróides são drogas usadas tipicamente como tratamento para a inflamação da medula espinhal em pacientes com MT. A plasmaférese também é usada como um tratamento para suprimir o sistema imunológico. A reabilitação, especialmente a fisioterapia, é uma parte essencial do tratamento. Os pacientes seguem um regime de reabilitação típico para lesões da medula espinhal. O tratamento de longo prazo para a MT se concentra no manejo de sintomas.</p>
<p>Quem contrai MT e quais são as possibilidades para a recuperação?</p>
<p>Essa doença pode aparecer em qualquer idade (desde os 5 meses até os 80 anos). O maior número de casos de MT parece estar entre 10 a 19 anos e após 40 anos de idade. Pessoas de ambos os sexos parecem ser diagnosticadas igüalmente. A literatura sugere que a taxa anual da incidência de um diagnóstico de MT é 1,34 casos por milhão de pessoas.</p>
<p>A recuperação pode ser ausente, parcial ou completa e geralmente inicia-se entre um a três meses. Uma recuperação significante é improvável se nenhuma melhora ocorrer por três meses. A maioria dos pacientes com MT demonstram uma recuperação boa ou moderada . Um terço daqueles diagnosticados têm uma recuperação boa, um terço têm somente uma recuperação moderada e um terço não demonstram recuperação após o período inicial.</p>
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		<title>O que é Dislexia</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 20:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O que é</dc:creator>
				<category><![CDATA[Doenças]]></category>
		<category><![CDATA[Dislexia]]></category>

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		<description><![CDATA[Dislexia Dislexia (do grego ????????, ??? ["difícil"] e ????? ["palavra"]) caracteriza-se por uma dificuldade na área da leitura, escrita e soletração. A dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante a alfabetização, sendo comum provocar uma defasagem inicial de aprendizado. Introdução A dislexia é mais frequentemente caracterizada pela dificuldade na aprendizagem da decodificação das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Dislexia</h2>
<p><strong>Dislexia</strong> (do grego ????????, ??? ["difícil"] e ????? ["palavra"]) caracteriza-se por uma dificuldade na área da leitura, escrita e soletração. A dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante a alfabetização, sendo comum provocar uma defasagem inicial de aprendizado.</p>
<p><strong>Introdução</strong></p>
<p>A dislexia é mais frequentemente caracterizada pela dificuldade na aprendizagem da decodificação das palavras, na leitura precisa e fluente e na fala. Pessoas disléxicas apresentam dificuldades na associação do som à letra (o princípio do alfabeto); também costumam trocar letras, p. ex. b com d, ou mesmo escrevê-las na ordem inversa, p.ex &#8220;ovóv&#8221; para vovó. A dislexia, contudo, não é um problema visual, envolvendo o processamento da fala e escrita no cérebro, sendo comum também confundir a direita com a esquerda no sentido espacial.Esses sintomas podem coexistir ou mesmo confundir-se com características de vários outros factores de dificuldade de aprendizagem, tais como o déficit de atenção/hiperatividade, dispraxia, discalculia, e/ou disgrafia. Contudo a dislexia e as desordens do déficit de atenção e hiperatividade não estão correlacionados com problemas de desenvolvimento.</p>
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		<title>O que é Nefropexia</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 20:34:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O que é</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saude]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>

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		<description><![CDATA[Nefropexia é um procedimento médico cirúrgico realizado para fixar o rim em seu lugar anatômico.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nefropexia</strong> é um procedimento médico cirúrgico realizado para fixar o rim em seu lugar anatômico.</p>
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		<title>O que é Fonema</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 20:33:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O que é</dc:creator>
				<category><![CDATA[Linguística]]></category>
		<category><![CDATA[fonema]]></category>
		<category><![CDATA[gramatica]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonema Em linguística, um fonema é a menor unidade sonora (fonética) de uma língua que estabelece contraste de significado para diferenciar palavras. Por exemplo, a diferença entre as palavras prato e trato, quando faladas, está apenas no primeiro fonema: P na primeira e T na segunda. Classificação dos Fonemas Os fonemas são classificados em vogais, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Fonema</h2>
<p>Em linguística, um fonema é a menor unidade sonora (fonética) de uma língua que estabelece contraste de significado para diferenciar palavras. Por exemplo, a diferença entre as palavras prato e trato, quando faladas, está apenas no primeiro fonema: P na primeira e T na segunda.</p>
<p><strong>Classificação dos Fonemas</strong><br />
Os fonemas são classificados em vogais, semivogais e consoantes;</p>
<p><strong>Vogais</strong></p>
<p>Vogal é o fonema produzido pelo ar que, expelido dos pulmões, faz vibrar as cordas vocais e não encontra nenhum obstáculo na sua passagem pelo aparelho fonador. Classificam-se em:</p>
<p><strong>Quanto à intensidade</strong></p>
<p>- Vogal tônica: é a vogal onde se encontra o acento prosódico principal da palavra.<br />
- Vogal subtônica: é a vogal onde se encontra o acento prosódico -secundário da palavra.<br />
- Vogal átona: é uma vogal onde não existe qualquer acento prosódico.</p>
<p>Exemplo: Na palavra automaticamente, o primeiro &#8220;a&#8221; é a vogal tônica, o segundo &#8220;a&#8221; é a vogal subtônica, e as demais vogais são átonas.</p>
<p>Nota 1: Em alguns idiomas como o chinês não existe o conceito de intensidade da vogal. Em seu lugar, existe o conceito de tom, em que as sílabas são distinguidas pela maneira como são entonadas. Em português, o conceito de &#8220;tom&#8221; existe quando se diferencia uma pergunta de uma afirmação (ex.: &#8220;o açúcar é branco.&#8221;; &#8220;o açúcar é branco?&#8221;) ou em uma frase exclamativa: &#8220;(ex.: &#8220;como o açúcar é branco!&#8221;). Então percebemos que realmente o açúcar é branco, porque isso é uma parte dos fonemas.</p>
<p>Nota 2: Em nenhuma palavra de até três sílabas existem vogais subtônicas em português. E em algumas preposições, artigos, pronomes e conjunções com uma ou duas sílabas (ex.: por, em, para, um, o, pelo), não existem vogais tônicas.</p>
<h4><span id="Quanto_ao_timbre" class="mw-headline">Quanto ao timbre</span></h4>
<ul>
<li><strong>Vogais abertas:</strong> São as vogais articuladas ao se abrir o máximo a boca. Por exemplo: nas palavras &#8220;amora&#8221; e &#8220;café&#8221;, todas as vogais são abertas.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Vogais fechadas:</strong> São as vogais articuladas ao se abrir o mínimo a boca. Por exemplo: nas palavras &#8220;êxodo&#8221; e &#8220;fôlego&#8221;, todas as vogais são fechadas.</li>
</ul>
<p>Alguns gramáticos da língua portuguesa ainda classificam as vogais &#8220;e&#8221; e &#8220;o&#8221; na categoria de <strong>vogais reduzidas</strong> quando são átonas no fim de uma palavra, que em geral são pronunciadas como &#8220;i&#8221; e &#8220;u&#8221;. Por exemplo, nas palavras &#8220;análise&#8221; e &#8220;camelo&#8221;. high fraigue</p>
<h4><span id="Quanto_ao_modo_de_articula.C3.A7.C3.A3o" class="mw-headline">Quanto ao modo de articulação</span></h4>
<ul>
<li><strong>Vogais orais:</strong> São as vogais pronunciadas completamente através da cavidade oral. Em português, existem sete vogais orais, a saber: &#8220;a&#8221;, &#8220;ê&#8221;, &#8220;é&#8221;, &#8220;i&#8221;, &#8220;ô&#8221;, &#8220;ó&#8221; e &#8220;u&#8221;.</li>
<li><strong>Vogais nasais:</strong> São as vogais pronunciadas em que uma parte do ar usado para a pronúncia escapa pela cavidade nasal. Em português, existem cinco vogais nasais. Nas palavras: &#8220;maç<strong>ã</strong>&#8220;, &#8220;s<strong>em</strong>&#8220;, &#8220;cap<strong>im</strong>&#8220;, &#8220;garç<strong>om</strong>&#8220;, e &#8220;f<strong>un</strong>do&#8221;, os grafemas assinalados em negrito representam vogais nasais. Também são nasais os ditongos &#8220;ão&#8221;, &#8220;ãe&#8221;, &#8220;õe&#8221; e o ditongo &#8220;ui&#8221; da palavra &#8220;muito&#8221;.</li>
</ul>
<h4><span id="Quanto_ao_ponto_de_articula.C3.A7.C3.A3o" class="mw-headline">Quanto ao ponto de articulação</span></h4>
<ul>
<li><strong>Vogais posteriores:</strong> São as vogais pronunciadas com a parte traseira da língua curvada para baixo. Em português, são anteriores as vogais &#8220;a&#8221;, &#8220;â&#8221;, &#8220;o&#8221;, &#8220;ó&#8221; e &#8220;u&#8221;.</li>
<li><strong>Vogais anteriores:</strong> São as vogais pronunciadas com a parte traseira da língua curvada para cima. Em português, são posteriores as vogais &#8220;e&#8221;, &#8220;é&#8221; e &#8220;i&#8221;.</li>
</ul>
<p><strong>Nota 1:</strong> Alguns gramáticos da língua portuguesa consideram as vogais &#8220;a&#8221; e &#8220;â&#8221; como <strong>vogais médias</strong> ou <strong>vogais centrais</strong>, porque nessas vogais, em português, não há curvatura da língua.</p>
<p><strong>Nota 2:</strong> Em alguns idiomas como o alemão, para cada vogal anterior existe uma posterior correspondente. As vogais posteriores derivadas de vogais anteriores são representadas pelo trema (ä, ö, ü).</p>
<h3><span id="Semivogais" class="mw-headline">Semivogais</span></h3>
<p>As semivogais são fonemas que não ocupam a posição de núcleo da sílaba, devendo, portanto, associar-se a uma vogal para formarem uma sílaba. Em português, somente os fonemas representados pelas letras &#8220;i&#8221; e &#8220;u&#8221; em ditongos e tritongos são considerados semi-vogais. Um ditongo é sempre formado por uma vogal mais uma Semivogal. Quando a semivogal vem antes da vogal, o ditongo é dito &#8220;crescente&#8221; (como em &#8220;jaguar&#8221;). Quando a semivogal vem depois, o ditongo é dito &#8220;decrescente&#8221; (como em &#8220;demais&#8221;). Nos ditongos &#8220;ui&#8221; e &#8220;iu&#8221;, uma das letras é sempre considerada vogal e a outra é semivogal. No caso dos tritongos, todos eles são formados por uma vogal intercalada entre duas semivogais.</p>
<h3><span id="Consoantes" class="mw-headline">Consoantes</span></h3>
<p>Consoantes são fonemas assilábicos que se produzem após ultrapassar um obstáculo que se opõe à corrente de ar no aparelho fonador. Estes obstáculos incluem os lábios, os dentes, a língua, o palato, o véu palatino e a úvula. Classificam-se da seguinte maneira:</p>
<h4><span id="Quanto_ao_papel_das_cordas_vocais" class="mw-headline">Quanto ao papel das cordas vocais</span></h4>
<ul>
<li><strong>Consoantes surdas (ou desvozeadas):</strong> São as consoantes pronunciadas sem que as cordas vocais sejam postas em vibração. São surdas as seguintes consoantes em português: f, k, p, s, t, ch.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Consoantes sonoras (ou vozeadas):</strong> São as consoantes pronunciadas com a vibração das cordas vocais. São sonoras as seguintes consoantes em português: b, d, g, j, l, lh, m, n, nh, r, v, z.</li>
</ul>
<h4><span id="Quanto_ao_modo_de_articula.C3.A7.C3.A3o_2" class="mw-headline">Quanto ao modo de articulação</span></h4>
<ul>
<li><strong>Consoantes oclusivas:</strong> São as consoantes pronunciadas fechando-se totalmente o aparelho fonador, sem dar espaço para o ar sair. São oclusivas as seguintes consoantes: p, t, k, b, d, g.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Consoantes fricativas:</strong> São as consoantes pronunciadas através de uma corrente de ar que se fricciona em um obstáculo. São fricativas as seguintes consoantes em português: f, j, s, ch, v, z.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Consoantes laterais:</strong> São as consoantes pronunciadas ao fazer passar a corrente de ar nos dois cantos da boca ao lado da língua. Em português, são laterais apenas as consoantes &#8220;l&#8221; e &#8220;lh&#8221;.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Consoantes vibrantes:</strong> São as consoantes pronunciadas através da vibração de algum elemento do aparelho fonador, em geral a língua ou o véu palatino. Em português, são vibrantes apenas as duas variedades do &#8220;r&#8221;, como em &#8220;carro&#8221; e em &#8220;caro&#8221;.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Consoantes nasais:</strong> São as consoantes em que o ar sai pelas fossas nasais, em vez da boca. Em português, são nasais as consoantes &#8220;m&#8221;, &#8220;n&#8221; e &#8220;nh&#8221;.</li>
</ul>
<h4><span id="Quanto_ao_ponto_de_articula.C3.A7.C3.A3o_2" class="mw-headline">Quanto ao ponto de articulação</span></h4>
<ul>
<li><strong>Consoantes bilabiais:</strong> São as consoantes pronunciadas com o contato dos dois lábios. Em português, são bilabiais as consoantes: p, b, m.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Consoantes dentais:</strong> São as consoantes pronunciadas com a língua entre os dentes. Não existem consoantes dentais em português. Em outros idiomas, pode ser citado como exemplo o &#8220;th&#8221; do inglês.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Consoantes alveolares:</strong> São as consoantes pronunciadas com o contato da língua nos alvéolos dos dentes. Em português, são alveolares as consoantes: t, d, n, s, z, l e o &#8220;r&#8221; fraco.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Consoantes labiodentais:</strong> São as consoantes pronunciadas com o contato dos lábios na arcada superior dos dentes. Em português, são labiodentais as consoantes &#8220;f&#8221; e &#8220;v&#8221;.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Consoantes palatais:</strong> São as consoantes pronunciadas com o contato da língua com o palato. Em português, são palatais as seguintes consoantes: j, ch, lh e nh, e, em alguns dialetos, também as consoantes &#8220;t&#8221; e &#8220;d&#8221; antes de &#8220;i&#8221;.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Consoantes retroflexivas:</strong> São as consoantes pronunciadas com a língua curvada. Em português, somente alguns dialetos do Brasil têm uma consoante retroflexiva, o chamado &#8220;r&#8221; caipira.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Consoantes velares:</strong> São as consoantes pronunciadas com a parte traseira da língua no véu palatino. Em português, são velares as consoantes: k, g e rr (na maioria dos dialetos).</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Consoantes uvulares:</strong> São as consoantes pronunciadas através da vibração da úvula. Em português, somente o dialeto fluminense tem uma consoante uvular; no caso, o &#8220;r&#8221; forte. Também é considerado uvular o &#8220;h&#8221; aspirado de idiomas como o inglês.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Consoantes glotais:</strong> São as consoantes pronunciadas através da vibração da glote. Não há consoantes glotais em português e em praticamente nenhum dos idiomas ocidentais. Exemplos de idiomas com consoantes glotais são o hebraico e o árabe.</li>
</ul>
<p><strong>Nota:</strong> No Brasil, é perceptível a diferença de pronúncia da palavra <strong>tia</strong> entre pessoas do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, por exemplo. De modo geral, para os primeiros, a letra &#8220;t&#8221; é um fonema palatal (pronunciado mais ou menos como &#8220;txia&#8221;, enquanto para os segundos representa um fonema alveolar. Ainda que — assim como em <em>prato</em> e <em>trato</em> — os <strong>sons</strong> correspondentes à letra <strong>t</strong> de <em>tia</em> sejam diferentes (isto é, letras iguais e sons diferentes), o fonema é um só, visto que, na língua, não se estabelece distinção de significado ao pronunciar-se /tia/ ou /txia/. As letras do alfabeto representam os sons recebem o nome de FONEMA.</p>
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		<title>O que é Ômega 3</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 20:25:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O que é</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[omega 3]]></category>

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		<description><![CDATA[Os ácidos graxos ômega 3, como o ácido alfa-linolênico, ácido eicosapentaenóico e o ácido docosahexanóico, são ácidos carboxílicos poliinsaturados, em que a dupla ligação está no terceiro carbono a partir da extremidade oposta à carboxila. Muitos deles (e outros ômega 6) são chamados de &#8220;essenciais&#8221; porque não podem ser sintetizados pelo corpo e devem ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os ácidos graxos ômega 3, como o ácido alfa-linolênico, ácido eicosapentaenóico e o ácido docosahexanóico, são ácidos carboxílicos poliinsaturados, em que a dupla ligação está no terceiro carbono a partir da extremidade oposta à carboxila. Muitos deles (e outros ômega 6) são chamados de &#8220;essenciais&#8221; porque não podem ser sintetizados pelo corpo e devem ser consumidos sob a forma de gorduras [1].</p>
<p>A ingestão do ômega 3 auxilia na diminuição dos níveis de triglicerídeos e colesterol ruim LDL, enquanto pode favorecer o aumento do colestrol bom HDL. Possui ainda importante papel em alergias e processos inflamatórios, pois são necessários para a formação das prostaglandinas inflamatórias, tromboxanos e leucotrienos.</p>
<p>Podemos encontrá-lo nas nozes, castanhas, peixes especialmente de águas frias, rúcula e nos óleos vegetais, como azeite, canola, soja e milho .</p>
<h2>Informações sobre benefícios do ômega 3</h2>
<ul>
<li>Ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa ômega 3 na prevenção de doença cardiovascular</li>
<li>Ômega 3 é um remédio natural para depressão (Globo Repórter, 12/08/2004)</li>
<li>Ômega 3 combate seqüelas do infarto, mostra estudo (Reportagem da France Presse, em Paris, 07/02/2003)</li>
<li>Ômega 3 reduz lesões por esforço (Pesquisa UNICAMP, São Paulo, 13/05/2003)</li>
<li>Ômega 3 pode ajudar pacientes com câncer (Matéria da BBC, 14/09/2003)</li>
<li>Ômega 3 pode prevenir doençãs neuro degenerativas como a esclerose lateral amiotrófica</li>
<li>Consumo de peixe pode &#8216;reduzir riscos de ataque cardíaco&#8217; (Matéria da BBC, 27/05/2003)</li>
</ul>
<p>O ômega 3 é reconhecido como sendo um nutriente cardioprotetor. Os efeitos cardioprotetores do ômega-3 parecem dever-se, principalmente, a uma combinação de resultados nos seguintes parâmetros de risco à saúde cardiovascular:</p>
<ul>
<li>Diminuição do triglicerides no sangue;</li>
<li>Prevenção de batimento cardíaco irregular (antiarritmia);</li>
<li>Diminuição da pressão sanguínea;</li>
<li>Ajuda o combate ao câncer;</li>
<li>Ajuda com depressão;</li>
<li>Redução da agregação plaquetária e;</li>
<li>Aumento da fluidez do sangue.</li>
<li>Redução de episódios psicóticos</li>
</ul>
<p>IMPORTANTE: O ômega 3 é essencial para o funcionamento de dois órgãos importantíssimos: o cérebro e o coração. No coração, ele diminui o risco de ataques cardíacos, pois ele evita que as gorduras ruins (hidrogenadas e as saturadas) se fixem nos vasos sanguíneos, fazendo assim com que eles se entupam, causando os ataques cardiovasculares.</p>
<p>Já o cérebro é constituído de 20% de gordura, então é importante o consumo de ômega 3 para deixá-lo ativo, em sua deficiência o cérebro funciona lentamente causando assim a falta de memória.</p>
<p>Mas é muito bom ressaltar que o excesso de ômega 3 retarda a coagulação sanguínea e o necessário de consumo são 10% do valor calórico total do dia.</p>
<h3><span id="Curiosidade" class="mw-headline">Curiosidade</span></h3>
<p>Os cientistas  observaram uma incidência curiosamente baixa de doenças cardiovasculares entre os esquimós da Gronelândia, apesar de sua alimentação conter alto teor de gordura. O motivo é a sua alimentação, que consiste em peixes ricos em ácidos graxos ômega-3. Este é o ponto de partida para maiores estudos sobre a importância do omega-3 para a saúde humana.</p>
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		<title>O que é um animal ruminante ?</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 20:22:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O que é</dc:creator>
				<category><![CDATA[Zoologia]]></category>
		<category><![CDATA[ruminantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Ruminantes Os ruminantes (latim científico: Ruminantia) são uma subordem de mamíferos artiodátilos, que inclui os veados, girafas, bovídeos e por vezes incluídos até mesmo os camelos, caracterizados pela presença de um estômago complexo, com três ou quatro câmaras, adaptado à ruminação. Note que nem todos os ruminantes fazem parte da subordem Ruminantia, ou pertencem a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Ruminantes</h2>
<p>Os <strong>ruminantes</strong> (latim científico: Ruminantia) são uma subordem de mamíferos artiodátilos, que inclui os veados, girafas, bovídeos e por vezes incluídos até mesmo os camelos, caracterizados pela presença de um estômago complexo, com três ou quatro câmaras, adaptado à ruminação.</p>
<p>Note que nem todos os ruminantes fazem parte da subordem Ruminantia, ou pertencem a esta subordem: os camelos e as lhamas estão entre as exceções. Tampouco pertencem a esta subordem alguns dos mamíferos grandes que pastam que não são estritamente ruminantes, mas têm adaptações similares para sobreviver com quantidades grandes de alimento de qualidade inferior. os cangurus e os cavalos são exemplos.</p>
<h2>Descrição</h2>
<p>Os ruminantes são mamíferos herbívoros que possuem vários compartimentos gástricos, por isso também denominados de poligástricos, que ao contrário dos monogástricos que possuem um só compartimento gástrico, o estômago, os ruminantes possuem quatro, o rúmen, retículo, omaso e abomaso.</p>
<p>O termo ruminantes advém do facto de estes animais ruminarem, isto é, depois de ingerirem rapidamente o alimento, após um período eles tornam a regurgitar o alimento para a boca, onde ele é de novo mastigado e deglutido.</p>
<p>A tomada do alimentos por parte dos ruminantes é feita com a ajuda da língua como se fosse uma &#8220;foice&#8221; que recolhe o alimento no pasto, cuja altura deve ser compatível com o movimento lingual. O alimento é imediatamente deglutido e chega no primeiro compartimento, o rúmen, onde vários microrganismos se encarregam de quebrar polissacarídeos como a celulose. Após isso, o alimento volta a boca do animal para ser mastigado e, então, deglutido novamente para o término da digestão do alimento.</p>
<p>Há uma teoria sobre a origem desses animais que diz que estes evoluiram de um ancestral comum que era capaz de ruminar, e, portanto, sendo menos dependente da permanência constante em pastagens em campos abertos, sujeito a ataques de predadores. A evolução nesse sentido se deu devido ao facto de esses animais serem desprovidos da destreza da fuga e da velocidade em corridas, ao contrário do que acontece com o cavalo (um monogástrico), que é mais hábil e veloz quando em perigo.</p>
<p>A característica principal dos ruminantes é o consumo de fibras (celulose e hemicelulose) obtidas das gramíneas (poaceas) e das leguminosas, e como não possuem um sistema enzimático dotado de celulase, estes necessitam de um conjunto de microorganismos que façam a digestão das fibras. Estes microorganismos são bactérias e protozoários celulíticos, que fermentam no rúmen as fibras e produzem ácidos orgânicos (acetato, butirato e propionato) que são assimilados pelo ruminante para obter energia. Estes organismos, depois de sairem do rúmen para o intestino, são fonte de proteína e de vitaminas para os ruminantes.</p>
<p>O <strong>sistema digestivo</strong> dos ruminantes é composto por:</p>
<ul>
<li>Boca</li>
<li>Língua</li>
<li>Esôfago</li>
<li>Estômago
<ul>
<li>Rume</li>
<li>Retículo</li>
<li>Omaso</li>
<li>Abomaso</li>
</ul>
</li>
<li>Fígado (glândula anexa)</li>
<li>Pâncreas (glândula anexa)</li>
<li>Intestino grosso</li>
<li>Intestino delgado</li>
<li>Recto</li>
<li>Ânus</li>
</ul>
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