31 Jan 2009

Cistite

A cistite é uma infecção na bexiga. O principal sintoma costuma ser dor (que pode ser mais localizada no baixo ventre), ardência ao urinar ou aumento da freqüência de micção. Também pode haver a ocorrência de febre – em geral baixa – ou dor lombar. A dor leva a pessoa a interromper a emissão de urina logo nos primeiros jatos. Como a bexiga não é esvaziada, em pouco tempo a vontade de urinar reaparece. Deve-se procurar um médico para um diagnóstico preciso e a indicação da medicação correta, pois a automedicação pode ser extremamente prejudicial.

Cistite é uma infecção e/ou inflamação da bexiga. Em geral, é causada pela bactéria Escherichia coli, presente no intestino e importante para a digestão. No trato urinário, porém, essa bactéria pode infectar a uretra (uretrite), a bexiga (cistite) ou os rins (pielonefrite). Outros microorganismos também podem provocar cistite. Homens, mulheres e crianças estão sujeitos à cistite. No entanto, ela é prevalente nas mulheres porque as características anatômicas femininas favorecem sua incidência. A uretra da mulher, além de muito mais curta do que a do homem, está mais próxima do ânus. Nos homens, depois dos 50 anos, o crescimento da próstata e conseqüente retenção de urina na bexiga pode causar cistite.

Causas

Alguns fatores aumentam a chance de desenvolvimento de Infecção do trato urinário, por facilitarem que as bactérias se espalhem ao sistema urinário. São eles:

• Sexo feminino;
• Gravidez: há uma diminuição das defesas da mulher; além disso, durante a gestação há um aumento da progesterona, o que causa um relaxamento maior da bexiga e favorece a estase urinária;
• Hábitos de higiene inadequados;
• Diabetes;
• Climatério: as alterações do organismo da mulher favorecem o desenvolvimento da Infecção do trato urinário ;
• Obstrução urinária: qualquer fator que impeça o fluxo constante de urina, como aumento da próstata, defeitos congênitos, cálculos urinários e tumores;
• Corpos estranhos: a inserção de corpos estranhos pode carregar as bactérias para o sistema urinário e servir como local de aderência e proliferação, como sondas;
• Doenças neurológicas: interferem com os mecanismos de esvaziamento da bexiga, favorecendo a estase de urina;
• Doenças sexualmente transmissíveis;
• Infecções ginecológicas.

Sintomas

• necessidade de urinar com freqüência;
• Eliminação escassa de urina em cada micção;
• Ardor durante a micção;
• Dores na bexiga, nas costas e no baixo ventre;
• Febre;
• Sangue na urina nos casos mais graves.

Diagnóstico

• Levantamento da história clínica do paciente e de seus sintomas;
• Exame de urina tipo I;
• Urocultura com antibiograma (para identificar o agente infeccioso e orientar o tratamento)

Recomendações

• Beba muita água. O líquido ajuda a expelir as bactérias da bexiga;
• Urine com freqüência. Reter a urina na bexiga por longos períodos é uma contra-indicação importante. Urinar depois das relações sexuais favorece a eliminação das bactérias que se encontram no trato urinário; • Redobre os cuidados com a higiene pessoal. Mantenha limpas a região da vagina e do ânus. Depois de evacuar, passe o papel higiénico de frente para trás e, sempre que possível, lave-se com água e sabão;
• Evite roupas íntimas muito justas ou que retenham calor e umidade, porque facilitam a proliferação das bactérias;
• Suspenda o consumo de fumo, álcool, temperos fortes e cafeína. Essas substâncias irritam o trato urinário;
• Troque os absorventes higiênicos com freqüência para evitar a proliferação bacteriana.

Tratamento

O tratamento das cistites infecciosas requer o uso de antibióticos ou quimioterápicos que serão escolhidos de acordo com o tipo de bactéria encontrada no exame laboratorial de urina. Especialmente nas mulheres, as recidivas podem ser freqüentes e mais graves, mas, se o tratamento for seguido à risca, a probabilidade de cura é grande. Por isso, é preciso tomar os medicamentos respeitando o tempo recomendado pelo médico mesmo que os sintomas tenham desaparecido com as primeiras doses.

Terapêuticos

Dentre as opções terapêuticas estão:

1. Hidrodistensão;
2. Restrições alimentares;
3. Medicamentos;
4. Tratamento com drogas por instilação no interior da bexiga;
5. Tratamento cirúrgico.

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